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Os 15 maiores portugueses de sempre

São reis, navegadores, médicos, poetas, generais... Será sempre difícil elaborar uma lista deste tipo, mas aqui estão os 15 maiores portugueses de sempre.

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10. Pedro Álvares Cabral

Pedro Álvares Cabral
Pedro Álvares Cabral

Realizou a primeira exploração significativa da costa nordeste da América do Sul, reivindicando-a para Portugal. Embora os detalhes da vida de Cabral sejam esparsos, sabe-se que veio de uma família nobre colocada na província interior e recebeu uma boa educação formal.

Foi nomeado para chefiar uma expedição à Índia em 1500, seguindo a rota recém-inaugurada por Vasco da Gama, contornando África. O objectivo deste empreendimento era retornar com especiarias valiosas e estabelecer relações comerciais na Índia — contornando o monopólio sobre o comércio de especiarias, então nas mãos de comerciantes árabes, turcos e italianos.

Aí sua frota, de 13 navios, afastou-se bastante da costa africana, talvez intencionalmente, desembarcando no que ele inicialmente achou tratar-se de uma grande ilha à qual deu o nome de Vera Cruz (Verdadeira Cruz) e que Pêro Vaz de Caminha faz referência. Explorou o litoral e percebeu que a grande massa de terra era provavelmente um continente, despachando em seguida um navio para notificar o rei Manuel I da descoberta das terras.

Como o novo território se encontrava dentro do hemisfério português de acordo com o Tratado de Tordesilhas, reivindicou-o para a Coroa Portuguesa. Havia desembarcado na América do Sul, e as terras que havia reivindicado para o Reino de Portugal mais tarde constituiriam o Brasil. A frota reabasteceu-se e continuou rumo ao leste, com a finalidade de retomar a viagem rumo à Índia.

 

11. Garcia de Orta

Garcia de Orta
Garcia de Orta

A obra que perpetuou o nome de Garcia de Orta foi o livro Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, editado em Goa em 1563. Este trabalho está escrito em português na forma de diálogo entre o próprio Orta e Ruano, um colega recém-chegado a Goa e ansioso por conhecer a matéria médica da Índia.

Os Colóquios incluem 58 capítulos onde se estuda um número aproximadamente igual de drogas orientais, principalmente de origem vegetal, como o aloés, o benjoim, a cânfora, a canafístula, o ópio, o ruibarbo, ostamarindos e muitas outras.

Nesses capítulos, Orta apresenta a primeira descrição rigorosa feita por um europeu das características botânicas (tamanho e forma da planta), origem e propriedades terapêuticas de muitas plantas medicinais que, apesar de conhecidas anteriormente na Europa, o eram de maneira errada ou muito incompleta e apenas na forma da droga, ou seja, na forma de parte da planta colhida e seca.

Contrariamente à atitude dominante entre os médicos portugueses dos séculos XVI a XVIII, que consideraram o estudo da matéria médica como um tema menor, dirigindo os seus dotes literários para as observações clínicas, Orta interessou-se prioritariamente pelo estudo das propriedades das drogas e medicamentos. Para além do seu valor científico, a obra de Orta inclui a primeira poesia impressa da autoria de Luís de Camões.

 

12. Afonso de Albuquerque

Afonso de Albuquerque
Afonso de Albuquerque

Afonso de Albuquerque é reconhecido como um génio militar pelo sucesso da sua estratégia de expansão: procurou fechar todas as passagens navais para o Índico – no Atlântico, Mar Vermelho, Golfo Pérsico e oceano Pacífico – construindo uma cadeia de fortalezas em pontos chave para transformar este oceano num mare clausum português, sobrepondo-se ao poder dos otomanos, árabes e seus aliados hindus.

Destacou-se tanto pela ferocidade em batalha como pelos muitos contactos diplomáticos que estabeleceu. Nomeado governador após uma longa carreira militar no Norte de África, em apenas seis anos – os últimos da sua vida – com uma força nunca superior a quatro mil homens sucedeu a estabelecer a capital do Estado Português da Índia em Goa; conquistar Malaca, ponto mais oriental do comércio Índico; chegar às ambicionadas “Ilhas das especiarias”, as ilhas Molucas; dominar Ormuz, entrada do Golfo Pérsico; e estabelecer contactos diplomáticos com numerosos reinos da Índia, Etiópia, Reino do Sião, Pérsia e até a China.

Áden seria o único ponto estratégico cujo domínio falhou, embora tenha liderado a primeira frota europeia a navegar no Mar Vermelho, a montante do estreito Bab-el-Mandeb. Pouco antes da sua morte foi agraciado com o título de vice-rei e “Duque de Goa” pelo Rei D. Manuel I, que nunca usufruiu, no que foi o primeiro português a receber um título de além-mar e o primeiro duque nascido fora da família real. Foi o segundo europeu a fundar uma cidade na Ásia, o primeiro foi Alexandre o Grande.

15 COMENTÁRIOS

  1. […] Um exército de cerca de 19 000 a 20 000 cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos havia largado de Lisboa a 25 de Julho de 1415, embarcado em 212 navios de transporte e vasos de guerra (59 galés, 33 naus e 120 embarcações pequenas). Na expedição seguia a fina flor da aristocracia portuguesa do século XV, incluindo os príncipes Duarte (o herdeiro), Pedro, Duque de Coimbra e Henrique, Duque de Viseu, além do condestável Nuno Álvares Pereira. […]

  2. Faltou falar de Salazar que não permitiu já naquela época os planos do governo mundial,. De Alexandre Herculano , João Bonanza

    • Oh sim esse grande democrata e defensor dos direitos humanos. Aquando de ano de 1975 ele tinha deixado uma taxa de 70% de analfabetismo como herança. …

      • Paulo Duarte, pelo que leio de si, o Sr é um desses 70% de analfabetos.
        Triste ignorância e grande ressabiamento.
        Seja realista e não facciosa, informe-se de como nos deixou a 1° República a nível económico, educação e moral, o maus baixo possível.
        Foi como Salazar encontrou o país quando tomou conta da pasta da económica.
        Nunca em tempo algum se construiu tantas escolas como no consulado de Salazar, inclusive nas ex-provincias ultramarinas onde ainda hoje se pode encontrar o símbolo da bola armilar nas fachadas de muitas delas especialmente no norte de Angola, vi-as eu com os meus olhos.
        Esses 70% de iletrados de que fala ou mais ainda em 1928, quando faleceu deixou pouco mais de 20% mesmo com uma guerrilha terrorista em tres frentes distintas, guerra que estava ganha militar e economicamente , o que se perdeu foi graças avtraicao de uma dúzia de cobardes traidores que a história os julgará.

  3. Milgram não disse o que lhe atribuem… o que está transcrito é uma “interpretação” de alguém da Wikipedia em português.

  4. Destes todos destaco Don João II, Marquês de Pombal, talvez Don Dinis. Faltam três grandes portugueses que a tutela do Noticias ao Minuto se esqueceu, se calhar propositadamente porque interessa que sejam os comentadores a fazê-lo. São eles Dr. Oliveira Salazar, Álvaro Cunhal e Gen. Ramalho Eanes. Incluo novamente o Marquês de Pombal nos últimos quatro grandes portugueses.

  5. João Ferreira de Almeida, traduziu a Bíblia para o Português a partir dos originais Aramaico, hebraico e grego, começou quando tinha 16 anos.

  6. O Salgueiro Maia como dos 15 maiores portugues é sem duvida uma provocação, senão um insulto à memória de todos os portugueses que lutaram e viveram por Portugal. Realmente há que ser “grande” para destruir tudo aquilo que os outros construiram.

  7. De acordo.Nesta matéria (como em muitas outras) há opiniões divergentes ou discordantes. Pela minha parte, poderia retirar alguns guerreiros e incluiria escritores, artistas…

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