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Os 15 maiores portugueses de sempre

São reis, navegadores, médicos, poetas, generais... Será sempre difícil elaborar uma lista deste tipo, mas aqui estão os 15 maiores portugueses de sempre.

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4. D. João II

D. João II
D. João II

D. João II, consolidou o poder real. Constrói assim os alicerces de um estado moderno. E na ordem externa lança as bases de uma empresa colonial cujos frutos virão a ser colhidos nos reinados seguintes.

Porém, o sonho da união dos reinos peninsulares sob uma mesma coroa, acalentado por seu pai, não o abandona completamente. Sabe que, com propósitos semelhantes de hegemonia peninsular, aos reis de Castela e de Aragão agrada a ideia de casar a sua herdeira, a infanta Isabel, com o infante D. Afonso de Portugal.

D. João II desenvolve uma estratégia conducente à realização desse casamento, que virá a verificar-se, por entre festejos de grande fausto, em Novembro de 1490.

Ainda que a nobreza portuguesa chamava “Tirano” a D. João II, o melhor elogio da sua figura foi o de sua prima Isabel a Católica rainha de Espanha, que disse quando soube da sua morte : “- Murió el Hombre!”

 

5. Vasco da Gama

Vasco da Gama
Vasco da Gama

Desde o início do século XV, impulsionados pelo Infante D. Henrique, os portugueses vinham aprofundando o conhecimento sobre o litoral Africano.

A partir da década de 1460, a meta tornara-se conseguir contornar a extremidade sul do continente africano para assim aceder às riquezas da Índia – pimenta preta e outras especiarias – estabelecendo uma rota marítima de confiança.

A República de Veneza dominava grande parte das rotas comerciais entre a Europa e a Ásia, e desde a tomada de Constantinopla pelos otomanos limitara o comércio e aumentara os custos. Portugal pretendia usar a rota iniciada por Bartolomeu Dias para quebrar o monopólio do comércio mediterrânico.

Quando Vasco da Gama tinha cerca de dez anos, esses planos de longo prazo estavam perto de ser concretizados: Bartolomeu Dias tinha retornado de dobrar o Cabo da Boa Esperança, depois de explorar o “Rio do Infante” (Great Fish River, na actual África do Sul) e após ter verificado que a costa desconhecida se estendia para o nordeste.

Em simultâneo foram feitas explorações por terra durante o reinado de D. João II de Portugal, suportando a teoria de que a Índia era acessível por mar a partir do Oceano Atlântico. Pero da Covilhã e Afonso de Paiva foram enviados via Barcelona, Nápoles e Rodes até Alexandria, porta para Aden, Ormuz e Índia.

Faltava apenas um navegador comprovar a ligação entre os achados de Bartolomeu Dias e os de Pero da Covilhã e Afonso de Paiva, para inaugurar uma rota de comércio potencialmente lucrativa para o Oceano Índico. A tarefa fora inicialmente atribuída por D. João II a Estevão da Gama, pai de Vasco da Gama. Contudo, dada a morte de ambos, em Julho de 1497 o comando da expedição foi delegado pelo novo rei D. Manuel I de Portugal a Vasco da Gama, possivelmente tendo em conta o seu desempenho ao proteger os interesses comerciais portugueses de depredações pelos franceses ao longo da Costa do Ouro Africana.

 

6. D. Dinis 

D. Dinis
D. Dinis

O rei D. Dinis I , que foi mandado educar esmeradamente pelo seu pai, foi modelar como soberano, no domínio da politica. Fomentou a agricultura; incentivou a distribuição e circulação da propriedade, favorecendo o estabelecimento de pequenos proprietários; mandou enxugar pântanos para distribuir a terra a colonos; semeou pinhais (Leiria etc.); concedeu várias minas e mandou explorar algumas por sua conta; desenvolveu as feiras.

Reorganizou a marinha, contratando para isso o almirante genovês Emmanuele Pesagno (1317); resolveu habilmente o problema dos Templários ( perseguidos por Filipe o Belo rei de França, que conseguiu do Papa a sua extinção), criando para isso a Ordem de Cristo.

Finalmente fundou a Universidade de Coimbra em 1290 (primeiro em Lisboa) e foi ele próprio um protector da literatura. No entanto ficou famoso como “o rei lavrador” pelo seu interesse pela terra. O português torna-se a língua oficial do país.

A corte régia era um centro de cultura, distinguindo-se o próprio monarca pelos seus dotes de poeta. D. Dinis preocupou-se também com a defesa do reino, promovendo a construção de castelos e novas muralhas em redor das cidades.

15 COMENTÁRIOS

  1. […] Um exército de cerca de 19 000 a 20 000 cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos havia largado de Lisboa a 25 de Julho de 1415, embarcado em 212 navios de transporte e vasos de guerra (59 galés, 33 naus e 120 embarcações pequenas). Na expedição seguia a fina flor da aristocracia portuguesa do século XV, incluindo os príncipes Duarte (o herdeiro), Pedro, Duque de Coimbra e Henrique, Duque de Viseu, além do condestável Nuno Álvares Pereira. […]

  2. Faltou falar de Salazar que não permitiu já naquela época os planos do governo mundial,. De Alexandre Herculano , João Bonanza

    • Oh sim esse grande democrata e defensor dos direitos humanos. Aquando de ano de 1975 ele tinha deixado uma taxa de 70% de analfabetismo como herança. …

      • Paulo Duarte, pelo que leio de si, o Sr é um desses 70% de analfabetos.
        Triste ignorância e grande ressabiamento.
        Seja realista e não facciosa, informe-se de como nos deixou a 1° República a nível económico, educação e moral, o maus baixo possível.
        Foi como Salazar encontrou o país quando tomou conta da pasta da económica.
        Nunca em tempo algum se construiu tantas escolas como no consulado de Salazar, inclusive nas ex-provincias ultramarinas onde ainda hoje se pode encontrar o símbolo da bola armilar nas fachadas de muitas delas especialmente no norte de Angola, vi-as eu com os meus olhos.
        Esses 70% de iletrados de que fala ou mais ainda em 1928, quando faleceu deixou pouco mais de 20% mesmo com uma guerrilha terrorista em tres frentes distintas, guerra que estava ganha militar e economicamente , o que se perdeu foi graças avtraicao de uma dúzia de cobardes traidores que a história os julgará.

  3. Milgram não disse o que lhe atribuem… o que está transcrito é uma “interpretação” de alguém da Wikipedia em português.

  4. Destes todos destaco Don João II, Marquês de Pombal, talvez Don Dinis. Faltam três grandes portugueses que a tutela do Noticias ao Minuto se esqueceu, se calhar propositadamente porque interessa que sejam os comentadores a fazê-lo. São eles Dr. Oliveira Salazar, Álvaro Cunhal e Gen. Ramalho Eanes. Incluo novamente o Marquês de Pombal nos últimos quatro grandes portugueses.

  5. João Ferreira de Almeida, traduziu a Bíblia para o Português a partir dos originais Aramaico, hebraico e grego, começou quando tinha 16 anos.

  6. O Salgueiro Maia como dos 15 maiores portugues é sem duvida uma provocação, senão um insulto à memória de todos os portugueses que lutaram e viveram por Portugal. Realmente há que ser “grande” para destruir tudo aquilo que os outros construiram.

  7. De acordo.Nesta matéria (como em muitas outras) há opiniões divergentes ou discordantes. Pela minha parte, poderia retirar alguns guerreiros e incluiria escritores, artistas…

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