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Os 15 centros históricos mais bem conservados e bonitos de Portugal

Alguns são patrimónios da UNESCO e outros são candidatos. São todos diferentes e bem conservados. Conheça os 15 centros históricos mais bonitos de Portugal.

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Elvas
Elvas

 

Com vários locais classificados como património da UNESCO e com o turismo a assumir uma posição cada vez mais importante na economia e na sociedade portuguesas, Portugal tem apostado cada vez mais na recuperação e na valorização dos seus centros históricos. Recuperar este património não é apenas uma questão de agradar aos turistas mas, sobretudo, uma forma de fazer justiça e honrar a nossa história e os nossos antepassados. E recuperá-los é também motivo de orgulho de um povo que está, lentamente, a redescobrir e a valorizar o seu passado. Existem algumas cidades ou vilas onde ainda é necessário um trabalho enorme para recuperar algumas ruas e edifícios e, caso os recuperem, podem mesmo existir novas candidaturas a património da UNESCO muito em breve. Descubra os 12 centros históricos mais bonitos de Portugal.

 

1. Elvas

Elvas é uma das principais cidades Alentejanas, sede de município, situada bem próxima da fronteira com Espanha, e desde cedo um importante bastião estratégico, construída dentro de muralhas em forma de estrela. Toda a cidade é dona de um património riquíssimo, contando mesmo com um imenso espólio de monumentos megalíticos, bem como um bom acervo arqueológico da época pré e romana. Da época medieval são de realçar o bonito Castelo do século XIII de Elvas, a Igreja de São Domingos ou a Igreja de São Pedro do século XII.

Elvas
Elvas

O monumento mais vistoso da cidade é, talvez, o grande Aqueduto da Amoreira, cuja construção se iniciou em 1498 e foi concluído em 1622, com uma extensão de cerca 7.800 metros, com um total de 843 arcos, chegando alguns a atingir mais de 30 metros. Do mesmo arquitecto do Aqueduto é a bonita Igreja de Nossa Senhora da Assunção, antiga Sé de Elvas, obra do século XVI. Muitas outras Igrejas são dignas de registo, como a Igreja das Domínicas, da Nossa Senhora da Nazaré, da Conceição, ou a da Ordem Terceira de São Francisco, ou já fora das muralhas, o Santuário do Senhor Jesus da Piedade, onde se realiza anualmente em Setembro, uma famosa Romaria, coincidente com a Feira de São Mateus.

 

2. Évora

O seu belo centro histórico foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, numa área de cerca de 105 hectares e cerca de 400 edifícios, que é, por si só, um dos melhores motivos para visitar esta maravilhosa cidade Alentejana. Évora é conhecida pela importante presença Romana na época da ocupação da península, Évora foi mesmo chamada Liberalitas Julia. Durante as invasões barbaras, Évora esteve sobre domínio visigodo. Em 715 d.C. a cidade foi conquistada pelos mouros, tendo sido reconquistada por Geraldo ”sem pavor” em 1166, ) tornando-se durante a Idade Média uma das mais prosperas cidades do reino, tendo sido, em 1551, fundada pelos Jesuítas a Universidade, símbolo de juventude e saber desta emblemática cidade.

Évora
Évora

Com toda esta rica história, não faltam no município de Évora locais de incontornável visita, como a sua imponente Sé Catedral construída entre 1186 e 1204, o conhecido Templo Romano (popularmente apelidado de “Templo de Diana”) construído entre o século I e III d.C, a Igreja de São Francisco e a sua célebre Capela dos ossos, totalmente revestida de ossadas humanas, a bonita Igreja dos Lóios (século XV), ou o Palácio de D. Manuel, com a interessante Galeria das Damas, parte do que resta do Paço do século XVI construído pela Dinastia de Avis que tanto influenciou e adorou estes domínios.

 

3. Bragança

O núcleo urbano medieval, murado e acastelado, no século XII, mantém-se na Cidadela, dignamente representada pela imponente Torre de Menagem do Castelo, pelo Pelourinho, pela Igreja de Santa Maria e pela Domus Municipalis, edifício único na Península Ibérica de arquitectura Românica, com a forma de um pentágono irregular, construído no século XII, e a Torre da Princesa, um magnífico miradouro com vista para a cidade.

Domus Municipalis

O centro da cidade, já fora da cidadela Bragantina, é constituído por excelentes monumentos dignos de registo como a bonita Praça da Sé, o Cruzeiro de 1689, a Sé Catedral do século XVI e o Palacete dos Calaínhos do século XVIII. O património religioso é igualmente rico, como se pode observar nas Igrejas da Misericórdia, de São Bento, de São Vicente, ou o Convento e igreja de São Francisco e, já fora do centro, a importante Igreja do Mosteiro de Castro de Avelãs do século XII.

 

4. Porto

O Centro Histórico do Porto é Património Cultural da Humanidade desde 1996 e o seu enquadramento paisagístico e o traçado sinuoso das suas ruas conferem-lhe uma beleza singular. Na cidade o Vinho do Porto está presente de várias formas e sentidos: pode ser conhecido e experimentado, mas jamais ignorado, ou esquecido.

Porto (Mike Deensel)

Testemunha de uma história feita do cruzamento de culturas em sucessivas ocupações, várias vezes invadida e cercada, mas sempre Invicta, a cidade do Porto é património vivo, dinâmico, que se regenera e se reinventa, mantendo sempre o seu carácter, ou não fosse alicerçado em granito e por conseguinte, inabalável. O Porto é um dos destinos turísticos mais antigos da Europa e a riqueza do seu património artístico, o Vinho do Porto, os vastos espaços dedicados ao lazer e a sua vida cultural são apenas alguns dos motivos que convidam a visitar a cidade.

 

5. Lisboa

Lisboa ergue-se nas suas 7 colinas sobre o rio Tejo, banhada por uma luz única. Capital de Portugal desde a sua conquista aos Mouros em 1147, Lisboa é uma cidade lendária com mais de 20 séculos de história e o mais importante pólo turístico do País. Dos edifícios pombalinos da Baixa, com fachadas de azulejos, às estreitas ruas medievais dos Bairros típicos de Alfama e do Bairro Alto, onde à noite se pode ouvir o fado e usufruir de um divertida vida nocturna, aos inúmeros museus e lojas, Lisboa é uma cidade com várias opções.

lisboa
Lisboa (Risa Nishino)

São variados os pontos de interesse turístico da cidade, mas alguns são absolutamente imperdíveis. É o caso do Castelo de S. Jorge, de onde se avista Lisboa em toda a sua magnificência, passando pela velha Mouraria, pela Sé Patriarcal, pela Baixa Pombalina, o Mosteiro dos Jerónimos, exemplo mais marcante do estilo manuelino, classificado pela UNESCO como “Património Cultural de toda a Humanidade”; a Torre de Belém, construída na época dos Descobrimentos, a Basílica da Estrela.

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