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Os 12 Santuários mais bonitos de Portugal

Locais sagrados, dedicados a diversos padroeiros e destino de peregrinação de milhões de pessoas. Descubra os santuários mais bonitos de Portugal.

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Viana do Castelo
Santa Luzia - Viana do Castelo

Portugal está repleto de locais sagrados. A fé das pessoas e o seu empenho em construir algo que demonstrasse as suas crenças ou em sinal de agradecimento por alguma intervenção divina fez prosperar o número de santuários por todo o país. Normalmente, cada local onde foi construído um santuário está associado a uma lenda ou a um milagre aí efectuado. Os locais sagrados em Portugal são frequentemente alvo de romarias ou procissões em determinadas alturas do ano, em que milhares de peregrinos acorrem a estes locais como forma de agradecimento por supostos milagres. São também frequentes as festas em honra dos padroeiros dos Santuários em questão, festas essas que atraem milhares de visitantes.

O Santuário mais famoso em Portugal é, sem dúvida, o Santuário de Fátima. Mas não é o mais antigo. Sobretudo na região do Minho, há diversos santuários igualmente imponentes ou imponentes, tendo o Santuário de Santa Luzia, por exemplo, sido distinguido como o 3º mais bonito do mundo pela National Geographic. Imponentes, místicos, deslumbrantes… descubra os 12 santuários mais bonitos de Portugal.

 

1. Santuário do Bom Jesus

O conjunto arquitectónico do Bom Jesus do Monte, ex-libris da cidade de Braga, é, talvez, o mais majestoso, o mais poético e o mais monumental sacro-monte construído na Europa, onde predomina a arquitectura religiosa, barroca, rococó e neoclássica. Desde que a presença humana se fez sentir na colina sagrada do Bom Jesus, a partir do século XIV, se fez notar a presença dos romeiros movendo-se a pé, pelo elevador ou com precários meios de transporte, tornando esta estância barroca como uma das maiores rotas sagradas, pelo seu valor penitencial, ritual de purificação, ou pelo seu carácter de tradição popular, lazer e repouso. Remontam ao século XIV, as primeiras manifestações humanas no local, a edificação de uma Cruz e a construção de uma pequena ermida dedicada à Santa Cruz. Com efeito o estatuto da Irmandade da Igreja da Trindade de Braga, datado de 1373, já faz alusão a uma ermida de Santa Cruz, à qual os confrades deviam ir em romagem.

Bom Jesus do Monte, Braga

O arcebispo D. Rodrigo da Cunha atribui ao arcebispo D. Jorge da Costa II a construção, em 1494, de uma ermida de reduzidas dimensões. Seria, assim, uma segunda ermida, que dada a sua vulnerabilidade e singeleza, bem como o abandono e acção destruidora hibernal, três décadas depois, em 1522, o deão bracarense D. João da Guarda, em virtude da anterior já não comportar os devotos, mandou reedificá-la e ampliá-la a expensas suas, em cantaria lavrada ao gosto da época, um gótico peninsular, como provam alguns vestígios que chegaram até nós. Desde sempre, e na sua génese, o Bom Jesus se apresentou como um santuário de peregrinação, tornando-se no séc. XIX, o maior centro de peregrinação em Portugal. O Bom Jesus do Monte, a «Nova Jerusalém», o lugar da «Cruz» e da Paixão de Cristo, é, por isso, um oceano de sugestões para uma visita, desde o património ímpar do conjunto monumental até à luxuriante vegetação da elevação que alberga não só um dos mais emblemáticos santuários portugueses como também uma das obras-primas do barroco nacional.

 

2. Santuário da Peneda

O Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, na freguesia de Gavieira, a caminho da vila de Melgaço, tem como data provável de inicio da sua construção, finais do século XVIII, a julgar pela data inscrita na coluna existente ao cimo da escadaria de acesso. Acredita-se que neste local tenha existido uma pequena ermida construída para lembrar a aparição da Senhora da Peneda, cujo culto foi crescendo e motivou a construção do santuário. Este lugar de culto é constituído pelo designado, escadório das virtudes, com estatuária que representa a Fé, Esperança, Caridade e Glória, datada de 1854, a igreja principal, terminada em 1875, o grande terreiro, o terreiro dos evangelistas e a escadaria com cerca de 300 metros e 20 capelas, com cenas da vida de Cristo. A Festa da Senhora da Peneda é anual, tem a duração de uma semana, entre dia 31 de Agosto e oito de Setembro.

Cascata e Santuário da Peneda – António Cunha

Lenda da Peneda: A Senhora da Peneda terá aparecido a cinco de Agosto de 1220, a uma criança que guardava algumas cabras, a Senhora apareceu-lhe sob a forma de uma pomba branca e disse-lhe para pedir aos habitantes da Gavieira, para edificarem naquele lugar uma ermida. A pastorinha contou aos seus pais, mas estes não deram crédito à história. No dia seguinte quando guardava as cabras no mesmo local, a Senhora voltou a aparecer, mas sob a forma da imagem que hoje existe, e mandou a criança ir ao lugar de Roussas, pedir para trazerem uma mulher entrevada há dezoito anos, de nome, Domingas Gregório, que ao chegar perto da imagem recuperou a saúde.

 

3. Santuário do Sameiro

Braga foi a primeira cidade portuguesa a dedicar um monumento evocativo do dogma da Imaculada Conceição, proclamado a 8 de Dezembro de 1854. O Santuário de Nossa Senhora da Conceição do Monte Sameiro fica implantado a 570 metros de altitude, sobre os vales dos rios Ave e Cávado, permitindo uma privilegiada paisagem sobre a cidade minhota. Rodeado por parque arborizado, jardins, cruzeiro, fontes, capela e edifícios de apoio, o Santuário é composto por escadório, que culmina com a Igreja-Basílica e monumentos evocativos. O monumental Santuário do Sameiro, de estilo neoclássico, teve origem quando, em 1863, o padre bracarense Martinho da Silva teve a iniciativa de “lançar” a primeira pedra no cimo do monte para a construção de um pedestal para colocar uma estátua de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, por quem tinha grande devoção.

Santuário de Nossa Senhora do Sameiro
Santuário de Nossa Senhora do Sameiro

Contudo, à medida que a afluência de peregrinos ia aumentando, tornou-se necessária a construção de algo mais expressivo do que o pedestal existente. Assim, em 1870, ergueu-se uma capela no local com 30 metros de comprimento e 18 de largura. Porém, rapidamente essa capela se revelou desajustada para a grande quantidade de pessoas que a visitavam e, por essa razão, em 1890, iniciou-se a construção da actual Basílica. As obras demoraram vários anos e só terminaram em 1953. Não obstante, nos anos 70, houve a necessidade de aumentar o espaço, construindo-se uma Cripta no subsolo.

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