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Os 12 melhores trilhos para descobrir a Serra da Estrela

Gosta de caminhar enquanto descobre as maravilhas da Natureza? Estes são os melhores trilhos pedestres para descobrir a Serra da Estrela.

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9. Trilho do Sol

Trilho do Sol
Trilho do Sol

Designação: Rota do Sol (folheto do percurso)

Tipo: Circular

Coordenadas início W: 7º32’12.43″W 40º24’10.37″N

Altitude início: 756 m

Altitude mínima: 684 m

Altitude máxima: 779 m

Sentido aconselhado: Ponteiros do relógio

Dificuldade: Fácil

Extensão: 4 km | 8,5 km (com derivações)

BTT: Sim

Início do percurso: junto ao Posto de Turismo de Manteigas.

A Rota do Sol deve a sua designação à exposição solar a que está sujeita. É um percurso com cenários distintos e emblemáticos.

O caminheiro pode contemplar uma paisagem marcada pela influência de uma agricultura tradicional, com vinhas, socalcos, hortas, lameiros e levadas, deslumbrar-se com as casas típicas da serra (em xisto ou em granito), caminhos e muros ornamentados e aromatizados pelo rosmaninho que embelezam e particularizam a paisagem.

A maior altitude, a abrangência visual evidencia belíssimas panorâmicas sobre o Vale Glaciar do Zêzere e sobre galeriasripícolas compostas, que reflectem o verde intenso das montanhas que as rodeiam, sem esquecer a curiosa marca que as cascalheiras imprimem no cenário.

A paisagem natural é marcada pela floresta mista, de folhosas e resinosas, que pode ser observada ao longo de grande parte da rota. Na derivação que liga Sameiro a Manteigas, destaca-se o Cabeço de Satanás de onde é possível desfrutar de uma paisagem abrangente e fascinante sobre os bosques que envolvem o vale do Zêzere.

Percorrer a Rota do Sol é ainda uma oportunidade de observar as variadas matizes que se vão sucedendo ao longo das estações do ano.

No que se refere à flora, é de salientar a azinheira, o trovisco, o tomilho, entre outras. É também possível visualizar exemplares de freixo, carvalho-robre, amieiro, choupo, tramazeira, esteva, rosmaninho etc.

Da diversidade faunística existente destacam-se o morcego-de-ferradura-pequeno e a víbora-cornuda com estatuto de conservação vulnerável. Estão também presentes a coruja-do-mato, o gaio, o coelho bravo, a raposa, o licranço, o ouriço-cacheiro, etc.

O trilho permite aos amantes da natureza e da caminhada desfrutar do silêncio, da tranquilidade, do ar puro e conhecer melhor a cultura e a tradição da população Manteiguense.

 

10. Trilho do Sameiro

Trilho do Sameiro
Trilho do Sameiro

Designação: Rota de Sameiro (folheto do percurso)

Tipo: Circular

Coordenadas início W: 7º29’20.92″W 40º24’29.52″N

Altitude início: 622 m

Altitude mínima: 616 m

Altitude máxima: 633 m

Sentido aconselhado: Ponteiros do relógio

Dificuldade: Fácil

Extensão: 1,3 km | 5,9 km (com derivações)

BTT: Sim

Início do percurso: junto ao campo multiusos, na estrada nacional 232.

Ao percorrer a Rota de Sameiro mergulhamos num ambiente de história e tradição. Ao longo do trilho observam-se monumentos de uso religioso e popular, que possibilitam absorver toda uma vivência singular. Ao nível do património urbano surgem edificações de traça genuína, sendo de realçar a Igreja de São João Baptista e, já na derivação, a Capela de São Lourenço, com todo o seu misticismo associado.

Na realidade, palmilhar esta rota é inspirar a essência das gentes serranas e a sua história. A vida da povoação encontra-se marcada em cada monumento que cruza o caminho, em cada casa de xisto ou de granito, cada “levada” de água fresca, cada campo lavrado, em cada rosto que nos cumprimenta.

No edifício da Junta de Freguesia de Sameiro funciona a sede do Rancho Folclórico Malmequeres de Sameiro, que fomenta a preservação da cultura serrana, através da recolha de relatos de vivências e costumes de outrora, com a divulgação de trajes e cantares típicos.

Outro elemento de notoriedade na história da população é o Forno Comunitário. Embora estas estruturas tenham perdido a importância social, cultural e económica contra o rumo da industrialização e massificação, representam um factor importante da história e vivência da comunidade. Ao longo da Rota de Sameiro salienta-se a vista panorâmica sobre os campos agrícolas, linhas de água que atravessam a povoação, locais de pastagem e a floresta que tudo envolve.

Na derivação que liga Sameiro a São Lourenço somos confrontados com uma paisagem natural para o Ribeiro do Vale do Urso, de encantadora beleza e magnificência. Neste local, segundo a notícia do antigo jornal de Manteigas, o «Estrela da Beira», n.o 138, de 21 de Dezembro de 1935: ”No sítio denominado Ribeiro do Urso, da vizinha freguesia de Sameiro, foram encontradas, há pouco, quatro mós romanas e um marco miliário e que por desconhecimento do seu valor arqueológico foram inutilizados pelo seu proprietário. (…) Tudo isto vem atestar a antiguidade da vizinha povoação.”

Em relação à flora, compõem este percurso espécies como a carqueja, urze, esteva, giesta-pioneira, rosmaninho, freixo, amieiro, pinheiro-bravo, pinheiro-do-oregon e a azinheira entre outras espécies que conferem à Rota de Sameiro uma deslumbrante palete de cores.

A Rota de Sameiro está, em grande parte, coberta por mosaicos de mato, prados abertos, cursos de água, áreas florestais, áreas agrícolas, fornecendo habitats ideais para diversas espécies, designadamente licranço, andorinhão-preto, sapo-comum, boga-comum, corvo, cuco-canoro, ouriço-cacheiro, peneireiro, rela Sardão, lagartixa-ibérica, lagartixa-do-mato, rã-ibérica, poupa, coruja-do-mato, coruja-das-torres, coelho bravo entre outras. Merece especial destaque o morcego-de-ferradura-pequeno que enfrenta risco de extinção elevado.

 

11. Trilho das Faias

Trilho das Faias
Trilho das Faias

Designação: Rota das Faias (folheto do percurso)

Tipo: Circular

Coordenadas início W: 7º30’58.95″W 40º25’24.79″N

Altitude início: 1090 m

Altitude mínima: 880 m

Altitude máxima: 1174 m

Sentido aconselhado: Ponteiros do relógio

Dificuldade: Média

Extensão: 5,4 km | 6,5 km (com derivações)

BTT: Sim (com limitações)

Início do percurso: junto à Cruz das Jugadas – saindo de Manteigas, seguir em direcção às Penhas Douradas, pela EN 232; sair no cruzamento para o Covão da Ponte e seguir até encontrar a placa “PR13 – Rota das Faias”.

A Rota das Faias possibilita a descoberta de algo novo e surpreendente a cada instante, desde a vegetação esplendorosa a paisagens fulgurantes, que juntamente com a agricultura e a pastorícia proporcionam um passeio perfeito para quem deseja conhecer a serra, as suas gentes e costumes.

Mais do que um trilho pedestre, a Rota das Faias é uma experiência sensitiva, onde os odores a rosmaninho, hortelã-brava, alfazema e tomilho se fundem com magníficos quadros que rodeiam o olhar de quem os observa.

A sua denominação advém do facto deste percurso mergulhar no interior de uma densa floresta de faias, plantada pelos Serviços Florestais de Manteigas no início do século XX.

Para além desta espécie, também há a destacar o castanheiro, a giesta, o Pinheiro-do-Oregon e os imponentes carvalhos monumentais que rodeiam a Capela de S. Lourenço, lugar de culto de reminiscências pagãs, relacionadas com a adoração das árvores e do Sol – no solstício de Verão, quem está em Manteigas vê o sol nascer sobre S. Lourenço.

Na paisagem natural sobressai o Vale Glaciar do Zêzere, em forma de “U”, a Torre, o Cântaro Magro, o Cântaro Gordo e as Penhas Douradas.

São Lourenço oferece uma vista panorâmica para o acumular de serras que se estende até Espanha. Em 1º plano surge a cumeada da Lomba das Cancelas, que limita a Beira Alta da Beira Baixa, e o Cabeço da Azinheira.

O contacto com a vida rural e pastoril é uma tónica presente ao longo do trilho, uma vez que o mesmo é utilizado por pastores para se deslocarem com o seu gado até aos locais de pastoreio, permitindo eventuais interacções com quem percorre a Rota.

Os povoamentos florestais, os matos e as linhas de água presentes, proporcionam diversidade faunística. De salientar a existência de mamíferos como a raposa, a fuinha, a doninha ou o javali. Nas aves, o peneireiro, a coruja e o corvo. Os répteis são representados pela víbora cornuda, pela Lagartixa-do-mato ou pelo sardão.

 

12. Trilho do Corredor de Mouros

Trilho do Corredor de Mouros
Trilho do Corredor de Mouros

Designação: Rota do Corredor de Mouros (folheto do percurso)

Tipo: Circular

Coordenadas início: W7º30’54.83″W 40º26’31.60″N

Altitude início: 975 m

Altitude mínima: 925 m

Altitude máxima: 1298 m

Sentido aconselhado: Contrário ao dos ponteiros do relógio

Dificuldade: Média

Extensão: 15,5 km

BTT: Sim

Início do percurso: junto ao Covão da Ponte – saindo de Manteigas, seguir em direcção às Penhas Douradas pela EN 232, sair no cruzamento para o Covão da Ponte.

A Rota do Corredor de Mouros, dotada de uma mística e beleza inquietante, transborda de biodiversidade, possibilitando a descoberta de uma extraordinária variedade cromática e morfológica.

Repleto de pontos de interesse atractivos à observação, à prática de actividades de natureza e ao repouso, o trilho oferece a visita à extensa e imponente cumeada do Corredor de Mouros (daí a sua designação), a eiras ancestrais, à Capela da Senhora do Carmo, Capela de São Lourenço, a afloramentos quartzíticos, à magia do Covão da Ponte, entre outros locais de difícil descrição.

Possuidor de uma beleza natural, o Covão da Ponte dispõe de espaços verdes que permitem aos visitantes desfrutar de momentos agradáveis em contacto com a natureza, embalados pelos chocalhos dos rebanhos e iluminados pelas estrelas.

Na envolvente, as searas de centeio de altitude desenham mosaicos em tons de dourado e castanho, constituindo um exemplo de um ecossistema criado pelo Homem que fornece um habitat para diversas espécies cinegéticas.

Esta rota permite aos caminheiros o contacto directo com as gentes, a cultura e tradições do concelho de Manteigas. Ferreira de Castro, em “A Lã e a Neve” (1947), cita: «(…) Os serranos, que nas solidões da Estrela ora pastoreavam as suas ovelhas, ora teciam a lã que elas forneciam (…)»” Destas intensas actividades subsistem hoje memórias associadas à permanência e especialização de saberes, de gestos de trabalho e da produção de artefactos, cristalizados numa extensa cultura pastoril e lanificial.

Destacam-se ainda os carvalhos monumentais que circundam a Capela de São Lourenço, lugar precioso e testemunho vivo da história.

No percurso abundam os matos rasteiros (urze, giesta, sargaço, etc.), que se assumem como um abrigo para uma ampla diversidade de fauna, como o falcão-peregrino, o morcego-de-ferradura-pequeno, o coelho-bravo e o taranhão-caçador que enfrentam risco de extinção elevado. Para além destes, habitam esta área a doninha, a fuinha, a lontra e o javali, o sapo-comum, a rã-ibérica, a cobra-de-pernas-pentadáctila e a cobra-de-água-viperina, entre outros.

1 COMENTÁRIO

  1. É pena que não tenham uma página em inglês. Tenho uns amigos daqui, da Dinamarca, que gostariam de visitar Portugal.

    Melhores cumprimentos
    Fernando

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