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Os 12 melhores locais para visitar na Batalha e arredores

Uma localidade conhecida sobretudo pelo seu Mosteiro mas com muito para descobrir. Os melhores locais para visitar na Batalha e arredores.

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Mosteiro da Batalha

A localidade da Batalha cresceu a par do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, cuja construção teve início em 1386, e que foi erigido em cumprimento de um voto de D. João I, rei de Portugal, que prometeu a Nossa Senhora a sua construção caso Portugal derrotasse Castela na Batalha de Aljubarrota em 14 Agosto de 1385. Anualmente em Agosto, realizam-se grandiosos festejos junto ao mosteiro que comemoram esta vitória. Obra-prima do gótico português, o Mosteiro da Batalha é um magnífico exemplar arquitectónico em que se misturam várias influências decorrentes do seu extenso período de construção que se estendeu por vários reinados. No interior destacam-se a Capela dos Fundadores com magníficos vitrais, os claustros, as Capelas Imperfeitas ou inacabadas, profusamente decoradas com elementos em estilo manuelino e gótico flamejante, e a Sala do Capítulo.

Mosteiro da Batalha
Mosteiro da Batalha – Dimitry Shaikyn

Em redor do Mosteiro, conservam-se algumas casas setecentistas, uma delas convertida em Pousada, e merece especial referência a Igreja Matriz, com um belíssimo portal Manuelino. Mas a Batalha não é apenas o seu mosteiro. No concelho há museus de qualidade e outros monumentos dignos de visita. E nos seus arredores é possível escolher entre um passeio pela Natureza no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, um regresso ao passado em localidades repletas de história como Ourém, por exemplo, um passeio pela praia na Nazaré ou uma visita ao Santuário de Fátima. Estes são os melhores locais para visitar na Batalha e arredores.

 

1. Mosteiro da Batalha

Classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 2007, o Mosteiro da Batalha, ou Convento de Santa Maria da Vitória é uma das maiores jóias arquitectónicas Portuguesas, e também o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Mandado edificar pelo rei D. João I, Mestre de Avis, como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota que deu o mote final na difícil crise de 1383-85, os trabalhos de construção iniciaram-se em 1388, atribuídas ao Mestre Afonso Domingues. O Mosteiro da Batalha é hoje o grande monumento do Gótico final português e o primeiro onde se estreou a “Arte Manuelina”. Em 1402 surge a influência Gótica Flamejante, pela mão do Mestre Huguet que se encarrega das obras de construção do Mosteiro, dotando a estrutura de um novo fôlego, iniciando-se a construção da abóbada da Sala do Capítulo, da Capela do Fundador e das Capelas Imperfeitas (panteão do rei D. Duarte).

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Mosteiro da Batalha

Sabe-se que ao projecto inicial da construção deste Mosteiro correspondem as diversas dependências monásticas como a Sala do Capítulo, o Refeitório, a Sacristia, a Igreja e o Claustro, entre outros, assemelhando-se em muito em termos estruturais este projecto ao “vizinho” Mosteiro de Alcobaça. De destacar, igualmente, que no Mosteiro da Batalha se encontra o mais importante núcleo de Vitrais Medievais Portugueses, visíveis na Capela-Mor e na Sala do Capítulo, albergando ainda o importante arquivo e o espólio da oficina de Ricardo Leone. Sabe-se hoje que um pequeno e modesto templo, conhecido por Igreja Velha, terá sido construído no início das primeiras obras de construção do Mosteiro, onde se celebravam as cerimónias para todos os operários do estaleiro.

 

2. Pia do Urso

A Pia do Urso é um espaço que foi reaproveitado, construindo-se um parque temático e sensorial (adaptado a invisuais), acompanhado de um circuito pedestre. Além da paisagem atractiva e da calma envolvente, o parque é composto por diversas estações interactivas e lúdicas. Assim, constitui um óptimo local para se passar uma tarde, um dia ou mesmo residir por lá durante uns tempos, pois será possível alugar casas antigas que, também, foram reconstruídas. Ao longo do percurso podem observar-se diversas formações geológicas – as chamadas “pias” – onde, antigamente, os ursos bebiam água; daí a origem do nome deste local: Pia do Urso. Aqui foi instalado o Eco-Parque Sensorial da Pia do Urso destinado a invisuais, constituindo um conceito inovador que pretende levar a essas pessoas a possibilidade da apreensão do meio envolvente que os rodeia utilizando, para o efeito, os restantes sentidos, particularmente o tacto e o olfacto.

Pia do Urso (Batalha)
Pia do Urso (Batalha)

Situado numa encruzilhada de vias romanas das quais se salienta a que ligava a Olissipo (Lisboa) e Collipo (Batalha/Leiria), por aqui passaram em 1385 os exércitos chefiados por D. Nuno Álvares Pereira, provenientes de Ourém a caminho de Aljubarrota e, quinhentos anos mais tarde, as tropas invasoras de Napoleão Bonaparte que deixaram um rasto de destruição e mortandade. O lugar da Pia do Urso é pródigo em lendas de entre as quais se salienta a que procura explicar a origem do topónimo, segundo a qual, em tempos recuados, um urso que vivia naquelas serranias tinha por hábito ir beber a uma pia originada da formação rochosa existente no local e que ainda hoje se encontra assinalada.

 

3. Grutas da Moeda

As Grutas da Moeda estão localizadas em São Mamede, no concelho da Batalha, a 3 minutos de Fátima. Estas grutas foram descobertas em 1971.No seu interior encontrarás um lugar de grande beleza natural com galerias repletas de numerosas formações calcárias. As suas galerias têm atraído um grande interesse científico e turístico e, hoje em dia já podemos visitar grande parte delas. Cada uma das salas e galerias foi baptizada com um nome diferente, como o Lago da Felicidade, Sala do Presépio, Pasto, Cúpula Vermelha, Marítima, Capela Imperfeita, Cascata, Abóbada Vermelha e Fonte das Lágrimas.

Grutas da Moeda
Grutas da Moeda

Desta caverna, cerca de 350 metros são passíveis de serem visitados, com uma profundidade de 45 metros abaixo do nível de entrada. Diz uma lenda que, há muito tempo, andava um homem rico pela floresta com um saco de moedas quando foi atacado por ladrões, mas ao tentar fugir caiu de um penhasco juntamente com as moedas cobiçados pelos assaltantes, dando nome àquele lugar, agora conhecido como Algar da Moeda.

 

4. Igreja Matriz da Batalha

Iniciada a sua construção em 1514, por iniciativa do rei D. Manuel, a pedido dos habitantes da vila, uma vez que o Mosteiro não dispunha de serviço paroquial para a população local, é um testemunho importante da fase manuelina da vila da Batalha. A data de 1532, inscrita no portal principal, assinala a conclusão das obras, que se pensa terem sido conduzidas por Boitaca. É uma igreja de nave única coberta de madeira, com capela-mor quadrangular com abóbada estrelada.

Igreja Matriz da Batalha
Igreja Matriz da Batalha

Ao longo da história, o templo foi enriquecido por campanhas parcelares, de que se destacam a tardo-barroca levada a cabo na década de 70 do séc. XVIII e a revivalista já no séc. XX, contemplando esta última, no exterior, a substituição do arruinado campanário, provavelmente setecentista, pela torre sineira actual e, no interior na capela-mor, a colocação do retábulo de pedra renascentista, altar de embutidos em mármore que foi transferido do Mosteiro, da Capela dos Mártires, de descendentes de Lopo Dias de Sousa. Referência ainda no interior, para o formoso arco cruzeiro, para a pia batismal de cantaria igualmente proveniente do Mosteiro e para o revestimento azulejar vindo do extinto Convento Ara-Coelis, em Alcácer do Sal.

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