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Os 12 melhores locais para visitar em Valência

É uma das principais cidades da Espanha e soube aliar história e modernidade. Estes são os melhores locais para visitar em Valência.

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9. Palácio do Marquês de Dos Águas

Visitar o belíssimo Palácio de Dos Águas em Valência é uma oportunidade única de conhecer uma mansão aristocrática do século XVIII. Além das suas salas e requinte decorativo, possui uma incrível colecção de cerâmicas de várias épocas, que formam o acervo do Museu González Martí, inaugurado no local em 1949. Manuel González Martí (1877/1972) foi um historiador, crítico de arte e político valenciano de grande prestígio. Com 18 anos de idade iniciou uma excepcional colecção de cerâmica, que doou ao estado em 1946. Entre 1922 e 1936, ocupou o cargo de director da famosa Escola de Cerâmica de Manises, situada na cidade de mesmo nome, e que durante décadas foi uma das poucas escolas relacionadas à fabricação de cerâmica existente na Espanha. Foi também diretor do Museu de Bellas Artes de Valencia.

Palácio do Marquês de Dos Águas
Palácio do Marquês de Dos Águas

O acervo de cerâmicas do Museu González Martí está composto por peças das várias culturas que passaram pelo país, como a grega, ibérica, romana, árabe, além da cerâmica produzida no próprio país durante a Idade Média Cristã. Visitar as diversas salas que compõem o museu permite-nos conhecer os diferentes tipos de cerâmicas e a sua importância cultural ao longo do tempo. Durante a época muçulmana, por exemplo, a cerâmica foi aplicada como um elemento ornamental da arquitectura e constituiu um dos materiais principais na construção dos edifícios. A cerâmica cristã, elaborada entre os séculos XIII e XIV, foi uma herdeira directa do mundo muçulmano, e os principais centros na Espanha foram as cidades de Valência e Granada. De grande qualidade artística, as cerâmicas mudéjares foram elaboradas em Valência graças ao grande contingente de população mourisca existente na cidade. Um dos espaços domésticos onde tradicionalmente a cerâmica foi empregada nos lares valencianos foi a cozinha. No Museu González Martí reproduziu-se uma delas, com cerâmicas dos séculos XVIII e XIX.

 

10. Antigo Convento Carmelita

A Ordem Carmelita chegou a Valência em 1280, logo depois da morte do rei Jaime I. Os frades estabeleceram-se num convento, hoje centro cultural, que engloba vários estilos arquitectónicos. O antigo convento articula-se em redor de dois claustros, sendo o mais antigo construído no estilo gótico, entre os séculos XIV e XV. Numa das capelas do claustro gótico podemos ver o sarcófago do escritor, jornalista e político espanhol, nascido em Valência, Vicente Blasco Ibáñez (1867/1928). A obra foi encarregada pelo governo da cidade ao grande escultor, também valenciano, Mariano Benlliure Gil (1862/1947), que finalizou o sepulcro em 1935. O outro claustro conventual foi edificado no estilo renascentista, entre os séculos XVI e XVII, cujo responsável da construção foi o frade carmelita Gaspar de Sent Martí.

Antigo Convento Carmelita
Antigo Convento Carmelita

O convento possuía todas as dependências necessárias para o seu funcionamento, como refeitório, dormitórios, e uma igreja situada na Plaza del Carmen. A Paróquia de Santíssima Cruz, o seu nome oficial, foi construída a partir de 1343. Da construção original nada resta, pois o templo foi reformado no século XVII, no estilo barroco. Na primeira metade do século XIX, o Convento Carmelita foi desamortizado e abandonado pela comunidade religiosa, mas a igreja continuou a realizar cultos após o encerramento do convento. A partir desse momento, o antigo espaço conventual passou a sediar várias instituições culturais, transformando-se na primeira sede do Museu de Belas Artes de Valência.

 

11. Cidade das Artes e das Ciências

É um complexo arquitectónico, cultural e de entretenimento composto por construções de desenho singular que fazem do conjunto uma obra prima única e sem igual assinada por Santiago Calatrava e Félix Candela. Além da combinação de beleza arrebatadora dos edifícios com a cultura e o lazer, o complexo tem como peculiaridade ter sido concebido onde no passado passava o leito do rio Turia. Não foi somente a arquitectura única que tomou o lugar do rio, mas também um jardim que corta toda a cidade de Valência e completa a integração entre a obra humana e a natureza.

Cidade das Artes e das Ciências
Cidade das Artes e das Ciências

Em 2007 a Cidade das Artes e das Ciências foi eleita um dos 12 Tesouros da Espanha. Uma mistura das obras de Gaudí e Niemeyer com uma pitada de Opera House de Sydney. É uma das principais atracções turísticas da cidade e deve guardar um dia inteiro para isso, se quiser explorar todas as instalações. Entre outras coisas, o complexo abriga um museu de ciências, o maior aquário da Europa e um planetário.

 

12. Igreja de San Nicolás

Em pleno Centro Histórico de Valência situa-se um dos templos mais belos da cidade, a Igreja de San Nicolás e de San Pedro Mártir. O local onde a igreja se situa sempre foi, ao longo dos séculos, um espaço sagrado. Já em época romana, havia um templo, que foi substituído por uma mesquita durante a dominação muçulmana. Com a reconquista efectuada pelo Rei Jaime I no século XIII, a mesquita foi consagrada como uma paróquia cristã e entregue à Ordem Dominicana, que baptizou o templo em homenagem a San Nicolás de Bari. Anos depois, a ordem decidiu incorporar a titularidade da igreja a San Pedro Mártir, considerado o primeiro santo mártir dos dominicanos. No século XV, o chamado de Século de Ouro Valenciano, a igreja foi reconstruída e ampliada, adquirindo o aspecto gótico que possui actualmente. Esta reforma ocorreu durante o governo eclesiástico do Bispo Alfonso de Borja, que se tornaria cardeal e posteriormente Papa com o nome de Calixto II.

Igreja de San Nicolás
Igreja de San Nicolás

Durante o período da Contrarreforma, no final do século XVII (entre 1697 e 1700), a igreja foi reformada no estilo barroco. Todo o interior do templo foi coberto por um excepcional conjunto de pinturas (quase 2 mil metros quadrados), realizado pelo pintor Dionís Vidal, discípulo do grande Antonio Palomino (1653/1726), considerado um dos maiores teóricos da arte em Espanha, além de ter sido nomeado pintor de câmara do Rei Carlos II. As pinturas foram realizadas na própria estrutura gótica do templo, e representam episódios das vidas dos santos titulares, San Nicolás e San Pedro Mártir. Conhecida como a Capela Sistina Valenciana, a Igreja de San Nicolás é considerada um dos melhores exemplos da combinação do estilo gótico com a decoração barroca.

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