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Os 12 melhores locais para visitar em Valência

É uma das principais cidades da Espanha e soube aliar história e modernidade. Estes são os melhores locais para visitar em Valência.

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5. Estação ferroviária de Valência

As pessoas que chegam a Valência de comboio desembarcam numa das estações ferroviárias mais belas do país, além de ser considerada uma das construções modernistas de maior relevância da cidade. A chamada Estação do Norte (Estació del Nord, no idioma valenciano) está situada em pleno centro, ao lado da Praça de Touros de Valência. O projecto construtivo iniciou-se em 1906, sendo que a estação foi finalizada em 1917, graças ao inspirado trabalho do arquitecto valenciano Demetrio Ribes Marco. A belíssima fachada da estação está composta por elementos derivados da Arquitectura Gótica. A sua destacada horizontalidade foi compensada pela disposição de três corpos ressaltados, dois deles formando torres nos extremos e um corpo central que permite o acesso à estação.

Estação ferroviária de Valência
Estação ferroviária de Valência

Abundantes detalhes decorativos caracterizam a construção, com peças de cerâmicas que reproduzem vários tipos de adornos florais e os escudos da Companhia Ferroviária do Norte e também da cidade de Valência. O interior impressiona pela sua maravilhosa decoração modernista, ornamentada por cores vivas. Os motivos florais e a cerâmica proporcionam um verdadeiro espectáculo visual, tanto nas paredes quanto no tecto. Os vitrais também foram utilizados como motivos decorativos e fonte de luz exterior. Na sala principal vemos a saudação de “Boa Viagem” escrita em vários idiomas… Outra sala foi decorada com mosaicos, azulejos e a técnica conhecida como Trencadís, explorada de forma magistral pelo famoso arquitecto Antoni Gaudí em Barcelona.

 

6. Mercado de Colón

Um dos monumentos modernistas mais impressionantes de Valência, o Mercado de Colón constitui uma das grandes atracções da cidade. A sua beleza decorativa e a elegância do seu espaço interno transformam o local numa visita obrigatória. A sua construção teve como finalidade cobrir as necessidades do Ensanche de Valência (processo de expansão da cidade ocorrido na segunda metade do século XIX para além das muralhas medievais, que foram então derrubadas), dominado pela classe burguesa. O Mercado de Colón foi projectado em 1914 pelo arquitecto Francisco Mora Berenguer, e recebeu o título de Monumento Nacional pela sua inegável importância histórica e arquitectónica, além do requinte decorativo que o caracteriza.

Mercado de Colón
Mercado de Colón

A construção combina principalmente a estrutura metálica com o tijolo, o ferro e a cerâmica como elementos ornamentais. O mercado possui duas fachadas coloridas que recordam as soluções estruturais e decorativas do Modernismo de Gaudí. Os grandes arcos existentes em ambas fachadas proporcionam uma agradável sensação de transparência em seu interior. A parte central e superior dos arcos foram revestidas com um grande painel de vidro, que também foram devidamente decorados.

 

7. Edifício da Câmara Municipal

O Edifício da Câmara Municipal de Valência domina com a sua grandiosidade a Plaza del Ayuntamiento (Praça do Município). Esta bela construção, declarada Monumento Histórico-Artístico em 1962, pode ser visitada, pois no seu interior encontra-se o Museu Histórico Municipal. A visita inclui outras dependências do município, e vale a pena entrar no edifício para descobri-las. O edifício foi levantado sobre a antiga Real Casa de la Enseñanza (ensino, em português), uma instituição criada no século XVIII para a educação de crianças sem recursos. Várias reformas e ampliações foram efectuadas, como a que se realizou a partir de 1906, modificando em especial a sua fachada, cuja obra foi encarregada aos arquitectos Francisco Mora Berenguer e Carlos Carbonell Pañella.

Edifício da Câmara Municipal
Edifício da Câmara Municipal

Esta reforma fez com que o edifício adquirisse um aspecto de palácio, composto por elementos da arquitectura clássica. No corpo central situou-se a torre do relógio, franqueado por duas torres quadradas, em perfeita simetria. Quatro colunas sustentam o balcão de pedra, realizado entre 1965 e 1967. Mariano Benlliure, grande escultor valenciano, esculpiu dois relevos de mármore, representando a administração e a justiça. Precisamente debaixo do relógio, vemos duas figuras femininas, também realizadas por Mariano Benlliure, uma referência às Artes e às Letras. No centro, foi colocado o Escudo da Cidade de Valência. Nos extremos de cada lado, vemos torres circulares. Quando entramos no edifício, o primeiro que vemos é a imponente escada neoclássica que permite o acesso aos andares superiores. De 1924, foi reconstruída depois da Guerra Civil. No tecto, foi colocada uma clarabóia que permite a iluminação natural do espaço, composta por um estrutura acristalada plana, em cuja parte central vemos também o escudo da cidade. Maravilhoso pela sua bela decoração, o Salão de Festas, também denominado de Cristal, foi construído em 1929 e inaugurado pelo Rei Alfonso XIII.

 

8. Parque de Turia

Quando o curso do Rio Turia foi desviado para que as enchentes deixassem de provocar os estragos que habitualmente ocorreram ao longo dos séculos, no seu lugar surgiu um novo espaço urbano para o ócio da população. O Jardim de Turia tornou-se um local perfeito para a prática de desportos e também um lugar em que a cultura poderia manifestar-se. Inaugurado em 1986, a construção do Jardim de Turia constituiu um desejo dos próprios habitantes de Valência, que solicitaram ao governo uma nova zona verde para a cidade. Hoje em dia é o maior jardim urbano da Espanha.

Parque de Turia
Parque de Turia

Devido ao seu grande tamanho, algumas zonas receberam uma denominação própria, como o chamado Parque de Gulliver, assim chamado pela enorme escultura de 70 metros que representa o famoso personagem literário de Jonathan Swift. A escultura retrata o momento em que Gulliver é capturado pelos habitantes de Lilliput, e amarrado com cordas. Muitas outras obras artísticas podem ser admiradas num passeio pelo jardim, como na Ilha das Esculturas, repletas de esculturas de ferro realizadas por Lucas Karrvaz. Outra grande escultura que se destaca homenageia o livro. Feita de bronze e pesando 14 toneladas, foi esculpida por Juan García Ripollés.

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