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Os 12 melhores locais para visitar em Sevilha

Uma cidade apaixonante onde pode ver desde monumentos árabes até arte contemporânea. Descubra os melhores locais para visitar em Sevilha, Espanha.

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Sevilha
Sevilha

Aqui mesmo ao lado, na vizinha Espanha, fica uma das mais interessantes cidades da Península Ibérica: Sevilha. Repleta de história, Sevilha ganhou importância regional ainda antes da formação de Espanha, quando esteve sob domínio muçulmano e se converteu num dos principais centros comerciais e culturais da Ibéria. Mais tarde, já sob domínio espanhol, passou a ter um papel crucial na conquista das Américas pois daqui partiam as embarcações rumo à América dominada pelos espanhóis e para aqui voltavam carregadas de ouro e outras riquezas. Com tudo isto, Sevilha cresceu e floresceu e é hoje uma imponente cidade, repleta de monumentos de várias épocas, desde os muçulmanos até modernas construções do século XXI.

Sevilha
Sevilha

Felizmente Sevilha é uma cidade relativamente compacta, o que lhe permitirá visitar os marcos mais importantes em apenas dois dias, mas serão dias muito preenchidos! Muitos visitantes começam no centro, na margem leste do rio Guadalquivir (o maior rio de Sevilha), onde se situam dois dos monumentos mais famosos da cidade: o Alcázar e a Catedral de Sevilha, com a sua Torre Giralda. Há tantos locais para visitar em Sevilha que terá de regressar mais vezes à cidade para os ver a todos.

O Alcázar fica a um passo da catedral. Os governantes mouros começaram a construção deste deslumbrante palácio e depois os reis católicos de Sevilha terminaram as obras quando expulsaram os Mouros. Os edifícios foram concluídos segundo uma estética mourisca e os reis contrataram até operários muçulmanos para terminar a construção. A propriedade é complexa e não é fácil orientar-se lá dentro (o que torna a experiência ainda mais emocionante), mas o Alcázar vale bem o tempo que investir nele.

Sevilha
Sevilha

A catedral é uma visão majestosa e impressionante. O túmulo de Cristóvão Colombo encontra-se no seu interior, mas onde estão na realidade os seus restos mortais é ainda matéria para debate. Quando ressoam os sinos da Giralda, lembrando aos mais esquecidos onde fica a catedral, é importante recordar que esta torre de tijolos brancos começou por ser um minarete. Trata-se de um maravilhoso exemplo de arquitectura Almohad, com um acrescento tardio de arquitectura renascentista ao ápice – como uma cereja no cimo de um bolo.

Se gosta de arte e cultura, então deverá visitar o Museo de Bellas Artes na Plaza del Museo, que exibe obras de Goya, Murillo e Ribera, entre outros. Aventure-se pelo Barrio Santa Cruz para saborear o contraste de culturas, onde o antigo bairro judeu (judiaria) tem imensas praças repletas das famosas laranjeiras de Sevilha. Este antigo bairro assistiu a muita miséria no passado, mas é hoje um excelente sítio para repousar ou passear. Se gosta de touradas, então não perca a Plaza de Toros de la Real Maestranza. Mergulhe na longa história desta praça, ou assista a uma verdadeira tourada na Primavera. Convém dizer, contudo, que é um espectáculo que poderá impressionar os mais sensíveis.

Sevilha
Sevilha

Mesmo a leste de Alcázar fica a majestosa Plaza de España, cuja forma em meia-lua é percorrida por bonitas charretes. A maior parte dos edifícios foi construída para a Exposição Ibero-Americana de 1929. A sul da Plaza de España fica o verdejante Parque de María Luisa, um vasto espaço verde cheio de caminhos que se cruzam, aves a nadar nos lagos e palácios ocultos por detrás da folhagem das árvores.

Naturalmente, qualquer visita a Sevilha ficaria incompleta sem um passeio ao longo da margem do rio Guadalquivir, no bairro de El Arenal, ou sem uma passagem pela torre de vigia do rio – a Torre del Oro (Torre do Ouro), construída pelos Mouros e usada mais tarde como prisão e armazém para os tesouros trazidos das Américas.

Depois do pôr-do-sol poderá ir em direcção ao bairro de Triana para um bom jantar e para dançar, ou então opte por um espectáculo de flamenco em El Arenal, correndo os bares de tapas locais. As tapas são uma tradição culinária muito antiga da Andaluzia e de Sevilha, e são uma delícia. Estas são apenas algumas das sugestões que esperamos que tenham aberto o seu apetite para tudo o que pode ver em Sevilha. Quer tenha muito ou pouco dinheiro para gastar, a capital da Andaluzia oferecer-lhe-á todo o tipo de entretenimento e diversão.

 

1. Praça de Espanha

A Praça de Espanha é o melhor lugar para se ir em Sevilha quando tudo que queremos é relaxar, conversar e encher os nossos olhos com belas visões, sem precisar enfrentar filas. Situada dentro do parque Maria Luísa, esta praça transmite um clima de tranquilidade, seja pelos barcos que deslizam nos canais que a contornam, pela música ao vivo, ou pelos jovens namorando nos seus bancos azulejados extremamente coloridos. Esta praça foi construída por Anibal Gonzales para sediar a exposição Ibero-Americana de 1929. Construída em tijolo e cerâmica, em forma semicircular, rematada por uma torre em cada ponta, parece estar de braços abertos, como que acolhendo todos os que por lá passam, para que de perto observem os seus bancos.

Praça de Espanha
Praça de Espanha

Estes aliás, são o grande chamariz da praça. No total são cinquenta e oito bancos decorados com magníficos painéis de azulejo, que representam episódios históricos, de cada província da Espanha. No chão de cada banco encontra-se uma mapa de cada região. Acompanhando o desenho da praça, existe um canal semicircular cercado por uma grade que dá ao lugar uma ambiência muito especial e romântica. Cruzando os canais, existem quatros pontes pintadas em estilo mourisco com padrões florais, que representam os quatros reinos medievais da Península Ibérica. No começo de cada canal é possível alugar barcos para uma diversão sem compromissos e ter uma nova perspectiva da praça.

 

2. Catedral de Sevilha

Uma das maiores igrejas católicas do mundo, atrás apenas da St. Paul de Londres e de São Pedro, no Vaticano, a Catedral de Sevilha, assim como tantos outros importantes monumentos da Andaluzia, tem raízes muçulmanas. Foi erguida entre 1402 e 1506, sobre as bases de uma antiga mesquita moura – herança da ocupação árabe na cidade – que acabou em ruínas depois de um forte terremoto, em 1356. Na época, Sevilha florescia económica e culturalmente e isso precisava ser demonstrado na construção do novo templo. E tudo ali é feito com esse objectivo. São 80 capelas, a nave central mais comprida da Espanha, quatro naves laterais igualmente impressionantes e uma área de 23.500 metros quadrados. Quando foi finalmente inaugurada, a igreja tomava o lugar da Hagia Sophia, em Istambul, como maior catedral do mundo.

Catedral de Sevilha
Catedral de Sevilha

Embora grande parte dos símbolos do Islão tenham desaparecido ou sido cristianizados ao longo dos anos, a influência moura ainda é bastante evidente na Catedral de Sevilha. Em especial no Pátio de los Naranjos, um jardim de laranjeiras que, antigamente, servia de local para ritos e festas islâmicas. E se você acha que a Catedral de Sevilha não poderia ficar mais interessante, é ali dentro que, dizem, jazem os restos mortais de Cristóvão Colombo, aquele mesmo, o das Américas. O seu túmulo é sustentado por estátuas que representam os reinos de Castela, Aragão, Navarra e Leão, que mais tarde vieram a formar parte daquilo que a gente hoje conhece como Espanha. Não faltam motivos para que a igreja conste na lista de Patrimónios Culturais e Históricos da Humanidade da UNESCO, onde figura desde 1987, e a visita é sem dúvidas um dos grandes momentos de qualquer viagem à Andaluzia.

 

3. Alcázar de Sevilha

O Alcázar de Sevilha é um dos conjuntos monumentais mais representativos da cidade, do país e da cultura do Mediterrâneo. Entre seus muros e jardins conserva a evolução da história da cidade durante o último milénio, reunindo influências que, começando na época árabe, passam pela mudéjar da Baixa Idade Média chegando até o Renascimento, o Barroco ou o século XIX. A declaração como Património Mundial pela UNESCO, em 1987, significou o reconhecimento da sobrevivência de um conglomerado harmónico de culturas e civilizações, no qual estão presentes todos os seus elementos.

Alcazar de Sevilha

O visitante poderá conhecer um ambiente único através do legendário al-Mutamid, o monarca e poeta sevilhano do século XI, ou alguns dos personagens que iluminaram a Espanha moderna por volta de 1812. Você está prestes a entrar em um dos conjuntos mais visitados do mundo, num espaço onde se sentirá como parte da Humanidade, e onde o Patronato do Real Alcázar, junto com a Prefeitura de Sevilha, organiza uma série de actividades culturais e educativas, às quais também poderá assistir: ciclos de conferências, concertos, o Teatro de Primavera ou as Noites nos Jardins do Alcázar. Bem-vindo: sinta-se em casa, você está em um dos Palácios Reais mais Anuario antigos da Europa ainda em uso.

 

4. Praça do Cabildo

Concentrando grande quantidade de monumentos históricos, os bairros de Arenal e Santa Cruz, no centro histórico ou Casco Antiguo, recebem muitos visitantes para conhecer atracções como a Torre del Oro, o Teatro de la Maestranza, os Reales Alcazares, o Archivo de Indias, a Plaza del Triunfo, a Torre da Giralda e a Catedral. Com tanta gente a explorar a área, é curioso descobrir que junto a tanta agitação exista uma graciosa praça que de tão sossegada, parecer não existir nos mapas: a Praça do Cabildo. Em formato semicircular, a praça que se assemelha a um pátio interno, acompanha a fachada decorada com frescos de um prédio de três andares com balcões floridos. No térreo, as arcadas sustentadas por colunas de mármore formam uma passagem coberta abrigando um pequeno “shopping” com lojas de antiguidades e objectos coleccionáveis como selos, moedas e revistas,  além de artigos de decoração.

Praça do Cabildo
Praça do Cabildo

Do lado oposto, há uma fonte circular e uma curiosidade: a parede é um dos poucos traços remanescentes da antiga muralha moura. A praça recebeu este nome por ficar no terreno anteriormente ocupado pelo Colégio de San Miguel administrado pelo Cabildo da Catedral ao lado. O portal, o acesso pela Avenida de la Constituición e algumas das colunas no pátio são os vestígios que restaram. A quase sempre serena Praça do Cabildo se transforma aos Domingos quando recebe uma feira de filatelia, numismática e antiguidades. Além das barraquinhas procuradas por coleccionadores que vão trocar ou comprar selos e moedas, há outras vendendo artigos curiosos como cartões postais, pedras semipreciosas, insectos e outras bugigangas de antiguidade duvidosa.

2 COMENTÁRIOS

  1. Devia legendar as imagens e pôr a negrito algumas partes.
    É muito texto, ninguém irá dar atenção a tudo.
    Conselho! 😉

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