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Os 12 melhores locais para visitar em Santiago de Compostela

É uma das mais bonitas cidades de Espanha e atrai milhões de peregrinos todos os anos. Estes são os melhores locais para visitar em Santiago de Compostela.

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5. Palácio de Gelmires

O Paço ou Palácio de Gelmires é uma antiga residência episcopal situada no centro histórico de Santiago de Compostela, Galiza, Espanha. Encontra-se ao lado da Fachada do Obradoiro da catedral e junto ao Hospital dos Reis Católicos. É um do mais belos exemplos, raro e de grande importância histórica e artística da arquitectura românica civil espanhola, apesar de ter sofrido várias reformas ao longo dos séculos que lhe adicionaram outros estilos arquitectónicos. Graças a ele é possível compreender melhor o enorme poder dos grandes senhores, neste caso do alto clero, na Idade Média.

Palácio de Gelmires
Palácio de Gelmires

Actualmente é um dos espaços do arte do Museu da Catedral de Santiago de Compostela. O edifício é atravessado pelo chamado túnel do palácio, que liga a Praça do Obradoiro à Praça de Acibechería. O palácio começou a ser construído nos primeiros anos do século XII, para ser o paço episcopal, por ordem do bispo Diego Gelmires, grande impulsionador de vários obras na cidade, nomeadamente a catedral, que pega com o palácio pelo lado sul deste. O primeiro palácio foi destruído durante as revoltas populares de 1117 contra Gelmires. As obras do edifício actual foram iniciadas em 1120, mas ao longo de vários séculos ocorreram várias reformas. A primeira ocorreu durante o episcopado de Juan Arias, c. 1260, que adicionou elementos góticos.

 

6. Palácio de Raxoi

O Paço ou Palácio de Raxoi está situado na Praça do Obradoiro, em Santiago de Compostela, capital da Galiza (Espanha). É a actual sede do governo municipal da cidade e também da Junta da Galiza. O edifício é de estilo neoclássico, tendo sido a sua construção encomendada pelo arcebispo de Santiago, Bartolomeu de Raxoi e Lousada, no ano de 1766 com a finalidade de servir como seminário para confessores. O arquitecto francês Carlos Lemaur foi o responsável pela obra. No seu portal pode observar-se uma representação da batalha de Clavijo e uma escultura do apóstolo Tiago (Santiago). O local sobre o qual se ergue o Paço de Raxoi fora ocupado anteriormente pelos cárceres da cidade, o civil e o eclesiástico; uma parte fora no passado um trecho da muralha, que defendia a urbe pela parte de poente.

Palácio de Raxoi
Palácio de Raxoi

A dupla propriedade sobre o prédio originou discordâncias entre o Bispado e o Concelho. Este apresentou um projecto em 1764, da autoria de Lucas Ferro Caaveiro, visando localizar a Casa do Concelho entre ambos os cárceres. Pelo seu lado, o arcebispo Bartolomé de Rajoy, tinha em mente colocar aí o seminário denominado de confessores e a residência para as crianças do coro da catedral, para o que era apresentado um projecto diferente, encarregado a Andrés García de Quiñones. Além da controvérsia entre os co-proprietários, surgiu uma terceira parte interessada, o Hospital Real, alegando que afectava negativamente à sua propriedade. O litígio conseguinte levou a intervenção da Capitania General da Galiza e da Real Câmara, resolvendo, finalmente, de jeito salomónico, a 13 de Maio de 1767, que o futuro edifício albergasse o Consistório compostelano, o Seminário de Confessores e os cárceres, consoante ao projecto do engenheiro Carlos Lemaur, segundo fora proposto pela dita Capitania General.

 

7. Mosteiro de Sar

Situada na entrada do Caminho do Sudeste ou Vía da Prata. A fundação do mosteiro de Sar em 1136 liga-se a Munio Alfonso (membro do cabido da Catedral) e ao Arcebispo Xelmírez. É a primeira comunidade agostiniana da Galiza. O conjunto arquitectónico é constituído por três espaços: igreja românica, claustro e as antigas dependências do priorado barrocos. A igreja, com planta rectangular, realizada em silharia de granito e com coberta de duas vertentes de telha segue os cânones estilísticos românicos.

Mosteiro de Sar
Mosteiro de Sar

A cabeceira é formada por três ábsides com planta poligonal no interior e semi-circular no exterior, excepto o central, também facetado no exterior. O muro norte tem seis botaréus que se ligam por meio de arcos de meio ponto e é reforçado por um sistema arcobotantes acrescentado no s. XVIII. A planta com três naves fica reflectida na sua fachada se articulando em três ruas afastadas por dois botaréus. A rua central tem portada com tímpano liso, aequivoltas de meio ponto sustentadas por colunas geminadas com capitéis com formas que lembram a oficina do Mestre Mateo. A parte superior da fachada foi reformada em 1732, se perdendo a rosácea medieval. No priorado alberga-se o Museu de Arte Sacra. Do claustro do s. XIII conservam-se nove arcadas, o resto é do século XVIII. Declarada Monumento Histórico-Artístico em 1985.

 

8. Casa do Cabildo

A Casa do Cabido é um edifício situado no centro histórico de Santiago de Compostela, Galiza, Espanha, junto à catedral, concebido para o embelezamento urbano da Praça de Praterías. Depois de ter sido propriedade particular desde 1855, o edifício foi adquirido pelo Consórcio de Santiago, a instituição responsável pelo património histórico de Santiago de Compostela, em 2008. Em 2011 foi completamente reabilitado e em Janeiro de 2012 abriu ao público como espaço cultural. Foi projectada pelo arquitecto do barroco Clemente Fernández Sarela e data de 1758.

Casa do Cabildo
Casa do Cabildo

Inicialmente foi a sede do cabido da catedral, mas desde meados do século XIX que é propriedade particular. Os grémios medievais de prateiros deram nome à praça e à fachada da catedral que constitui o lado norte da praça. No meio desta encontra-se a Fonte dos Cavalos, que deve o seu nome às esculturas que a decoram. A Casa do Cabido foi erigida principalmente para embelezar a praça, pois tem uma função meramente cenográfica, de fechar um dos lados da bela praça como um pano de fundo, com o seu típico estilo de placas do barroco galego, um estilo muito compostelano do século XVIII, do qual a casa é um belo exemplo. A casa inspirou o conto “Mi hermana Antonia” de Valle-Inclán, da mesma forma que a Fonte dos Cavalos inspirou a Federico García Lorca o poema “Danza da Lúa en Santiago”.

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