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Os 12 melhores locais para visitar em Ponte da Barca

É uma das mais pitorescas localidades do Vale do Lima e inclui parte do Gerês. Estes são os melhores locais para visitar em Ponte da Barca.

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9. Mosteiro de São Martinho de Crasto

De estilo românico, o mosteiro de S. Martinho de Crasto terá sido construído no início do século XII e entregue em 1136 aos cónegos regrantes de Santo Agostinho. Do mosteiro apenas restam a igreja, de planta rectangular, rematada no topo por uma torre sineira e as dependências dos frades, que formam uma praça, onde hoje se encontra um cruzeiro.

Mosteiro de São Martinho de Crasto
Mosteiro de São Martinho de Crasto

A decoração escultórica dos modilhões – na torre, nave e abside – desperta curiosidade pelo pitoresco de alguns temas: figuras humanas e de animais criticando vícios, serpentes enlaçadas, ornatos geométricos, entre outros. Classificada como Monumento Nacional, a igreja de S. Martinho de Crasto encontra-se perfeitamente enquadrada na paisagem do Vale do Vade.

 

10. Igreja da Misericórdia de Ponte da Barca

Não há registos oficiais, mas julga-se que a Igreja da Misericórdia foi construída por volta do ano de 1584. È seguro que, em 1627, Constantino de Magalhães Menezes e esposa D. Isabel Manuel de Aragão, mandaram reconstruir e ampliar a capela-mor, doando-a à Irmandade. Desde então sofreu diversas vezes obras de restauro e ampliação. A frontaria actual foi construída em 1822 e a tribuna com o altar-mor data de 1830. O interior da igreja foi quase todo modificado no período de 1822 a 1844. A construção, em 1860-1861, da estrada nacional 101 “obrigou a demolir o torreão, escadas do coro, casas do servo e capela do Santíssimo, que se encontravam do lado Sul.

Igreja da Misericórdia de Ponte da Barca
Igreja da Misericórdia de Ponte da Barca

A Mesa da Misericórdia resolveu, por isso, em 1861, construir casa para o servo por trás da capela-mor, a cornija nova da igreja do lado da estrada e colocar o torreão onde actualmente se encontra “. Foi um centro de piedade, sobretudo durante a semana santa. Actualmente, o capelão da Irmandade e pároco de Ponte da Barca celebra aí a Eucaristia todos os domingos e, sempre que a Matriz não está disponível, a Igreja da Misericórdia continua a ser o templo alternativo para os actos de culto.

 

11. Igreja Matriz de Ponte da Barca

A construção da igreja matriz de Ponte da Barca, dedicada a São João Baptista, teve início no século XVI. Neste processo, desempenharam um papel fundamental as principais famílias da região ao mandar construir as capelas funerárias. Num período marcado por uma forte religiosidade, no decorrer do qual a preocupação com a morte dominava a vida, este género de edificações eram muito frequentes, testemunhando, simultaneamente, o poder e o prestígio de quem assim podia dispor do espaço sagrado.

Igreja Matriz de Ponte da Barca
Igreja Matriz de Ponte da Barca

As incursões do exército espanhol na segunda metade do século XVII provocaram fortes danos ao templo, obrigando mesmo à deslocação do culto para a igreja da Misericórdia. D. Pedro II autorizou tributos especiais para ajudar na reconstrução da principal igreja de Ponte da Barca, cujas obras começaram em 1703. Todavia, a morosidade dos trabalhos e o consequente agravar dos problemas no templo obrigou a confraria de Nossa Senhora da Conceição a abandonar o espaço, em 1711. Foi necessária a visita do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles para conferir um novo impulso e uma outra dinâmica a esta reconstrução que, tal como a edificação primitiva, crescia sem planificação.

 

12. Mosteiro de Vila Nova de Muía

O antigo mosteiro de Vila Nova de Muía – onde D. Afonso Henriques se recolheu para preparar o recontro de Valdevez – foi fundado em 1100 por Godinho Fajes de Lanhoso. Foi também aqui que os irmãos Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz, reconhecidos poetas barquenses, foram educados no século XVI.

Mosteiro de Vila Nova de Muía
Mosteiro de Vila Nova de Muía

Neste mesmo século, foi colocado o portal e, no século XVIII, o interior foi enriquecido com um retábulo barroco. Da época românica apenas subsiste alguma traça decorativa e parte da capela-mor. Tanto a igreja como a torre medieval anexa estão classificadas como Imóvel de Interesse Público.

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