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Os 12 melhores locais para visitar em Montalegre

Terra de gente aguerrida e hospitaleira, entre Trás-os-Montes e o Gerês. Estes são os melhores locais para visitar em Montalegre.

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9. Mosteiro de Pitões das Júnias

O Mosteiro de Santa Maria das Júnias, trata-se de um monumento com um significado histórico regional de excepcional valor científico e patrimonial. Implantado num magnífico vale, onde o planalto da Mourela e a Serra do Gerês se encontram, presume-se que este mosteiro tenha sido fundado no final do século IX por treze monges. Destinava-se a albergar frades beneditinos, tendo sido durante o século XII entregue à Ordem de Cister, e, após a extinção das ordens religiosas em Portugal, no ano de 1834, o convento foi abandonado e, alguns anos depois, deflagrou um incêndio que apenas deixou a igreja em pé.

Mosteiro de Pitões das Júnias
Mosteiro de Pitões das Júnias

A igreja, de nave única e cobertura de madeira, conserva ainda um interessante portal lateral românico, e um retábulo seiscentista, na capela-mor. Recentemente a organização do Parque Nacional da Peneda-Gerês promoveu uma intervenção arqueológica no claustro e na cozinha conventuais. Anualmente, a 15 de Agosto, há uma romaria a que acorrem os habitantes de Pitões das Júnias e das povoações vizinhas.

 

10. Cascata de Cela Cavalos

Cascata formidável onde os peixinhos nos vêm morder as pernas e onde a paz abunda. De fácil acesso basta que cheguemos à aldeia de Cela (localizada a poucos Kms da Paradela), atravessa-se a aldeia e estaciona-se junto da capela, sítio de onde se tem uma vista única sobra o vale e rio.

Cascata de Cela Cavalos
Cascata de Cela Cavalos (António Cunha)

É daí, que começa a melhor parte, mochila às costas e anda-se cerca de meia hora, quase sempre a descer e com uma vista fantástica até que se começa a ouvir o som de água. Anda-se mais um pouco até atravessar uma ponte que repousa à sombra de uma grande árvore… assim que a ponte é atravessada, basta que passemos as árvores do nosso lado direito e damos de frente com a beleza e a imponência desta bela cascata que nos reserva muito agradáveis surpresas assim que a começamos a subir.

 

11. Serra do Larouco

Situada na zona da raia correspondente ao concelho de Montalegre em Trás-os-Montes, a Serra do Larouco faz parte do complexo montanhoso da Peneda-Gerês e é a terceira maior elevação de Portugal, atingindo os 1527 metros de altitude no seu cume. Num planalto granítico que se estende por 10 quilómetros, a Serra de Larouco apresenta uma paisagem que nos oferece a atmosfera escarpada de Trás-os-Montes pintada pela presença de matos de giesta e a icónica urze transmontana juntamente com zonas de pastagem e a presença de carvalhos, pinheiros, castanheiros e vidoeiros, criando zonas de arvoredo que nos remetem ao Minho, reflectindo a sua localização entre os dois mundos.

Esta pitoresca paisagem é habitada por aves de rapina, lobos ibéricos, corços, raposas, javalis e por uma notável presença de répteis como lagartos e cobras. Nas zonas de maior concentração de matos de giesta e urze fica-se com a sensação de haver um chilrear permanente de serpentes escondidas por entre a vegetação, lembrando-nos que o território nacional em tempos ancestrais era apelidado de Ofiussa, a terra das serpentes. De facto, há sítios que insistem em reavivar a nossa memória para o passado ancestral de Portugal. Logo no seu nome, a Serra do Larouco remete-nos para o deus galaico Larouco, um deus do trovão, da metalurgia e da fertilidade. De facto, quando subimos ao alto da Serra do Larouco e contemplamos as paisagens correspondentes às terras Barrosãs, ao Gerês, Peneda, Ourigo, Soajo e Cabreira, todas elas parecem pontos mais baixos perante o Deus Larouco, que todas vigiava na sua imponência trovejante.

 

12. Fafião

Para além da aldeia, poderá ser visitado o Fojo do lobo, estrutura tradicional que era utilizada nas batidas ao lobo. O fojo do lobo era uma armadilha usada no passado pelas populações para atrair e matar o lobo-ibérico Canis lupus que tem neste Parque Nacional um dos seus últimos refúgios. Trata-se de uma espécie com o estatuto de protecção de em perigo de extinção. Os fojos, na maioria dos casos construídos em pedra, serão, talvez, o símbolo máximo das manifestações culturais a nível ibérico da relação, tantas vezes fatal para o lobo, entre as populações humanas e aquele predador.

Fafião
Fafião

São estruturas cuja construção envolveu um enorme esforço e grande número de pessoas, sendo, também, verdadeiros monumentos de elevado valor etnográfico, cultural e científico. A nível mundial, o norte da Península Ibérica parece ser a região onde existem fojos em maior número e variedade. De acordo com a sua tipologia e modo de utilização existem 5 tipos distintos de fojos: o Fojo simples; o Fojo de Cabrita; o Fojo de paredes convergentes; o Fojo de alçapão; e o Corral. À excepção do fojo simples, com distribuição generalizada, as restantes estruturas distribuem-se maioritariamente nas serras agrestes do nor-noroeste Ibérico, estando, aparentemente, ausentes nas zonas baixas e planálticas mais humanizadas.

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