Início Viagens Os 12 melhores locais para visitar em Miranda do Douro

Os 12 melhores locais para visitar em Miranda do Douro

No norte de Portugal, banhada pelo Rio Douro e na fronteira com Espanha: estes são os melhores locais para visitar em Miranda do Douro.

0

9. Castelo de Miranda do Douro

Numa tentativa de juntar as unidades administrativas da região, que eram tuteladas por castelos românicos ali existentes, D. Afonso III iniciou uma campanha de reestruturação da região, começando a criar novas vilas. Quanto a Miranda do Douro, a nova vila foi fundada em 1286 por D. Dinis, transferindo o poder do Castelo de Algoso para esta vila. Com esta sequência de acontecimentos, começou a ser construído o Castelo de Miranda no ano de 1287, terminando o mesmo dez anos mais tarde.

Castelo de Miranda do Douro
Castelo de Miranda do Douro

Este propósito teve uma arquitectura militar, com as suas torres e muralhas, mostrando a importância da praça que teve na defesa do Douro Internacional. Também foi palco em 1297 do tratado de Alcanices, pelo Rei D. Dinis. Mais tarde, por duas ocasiões e reinados diferentes, o castelo veio a ser renovado primeiro por D. Manuel I e depois por D. João IV, em 1641. Em 1762, esta estrutura militar veio a sofrer uma violenta explosão porque, imprudentemente, guardavam os explosivos no interior da cerca da fortaleza. Combatiam na tentativa de resistir às tropas espanholas. Este edifício de arquitectura militar está classificado como Imóvel de Interesse Público desde o ano 1955.

 

10. Casa das Quatro Esquinas

Miranda do Douro é das muito poucas cidades em Portugal com um edifício um tanto peculiar como este. Como o nome indica, apresenta quatro janelas fazendo a esquina da casa (duas no andar térreo e outras duas na parte mais elevada da casa), com dois interessantes e únicos cachorros sendo, por isso, testemunha da evolução cultural e civilizacional de cada época da história Europeia. A Casa das quatro esquinas, da época Medieval, compreendida entre os sécs. XIV e XVI, apresenta uma interessante arquitectura com dois também interessantes cachorros ou modilhões, estando cada um deles virado para o Oriente e Norte. Estes dois elementos constituem, não só para o edifício, como também para a cidade, dois ícones, simbolizando algo de inédito para a época.

Casa das Quatro Esquinas
Casa das Quatro Esquinas

O modilhão ou o cachoro da parte Oriental representa a luxúria na figura de um cão que acaricia com a língua os orgãos genitais da mulher. O outro, situado para a parte Norte, simboliza o deus grego Cronos, a quem os Romanos deram o nome de Saturno, representado um devorador de uma criança, significado dos filhos que devorou com receio que o destronassem de Deus do Universo. É, contudo, considerada a figura que mais se afirma na cultura humanista da cidade de Miranda do Douro.

 

11. Praça D. João III

Em homenagem a este Rei, que elevou Miranda à categoria de cidade e sede da Diocese, a única praça do centro histórico ficou com o seu nome desde 1960. Uma praça pequena em forma de quadrado, alberga em todos os seus lados os principais edifícios da cidade.

Praça D. João III
Praça D. João III

Na parte Ocidental desta situa-se o Museu da Terra de Miranda. Na parte Norte está situado o edifício que serviu de Aljube Eclesiástico. Na parte Oriental está situada a Câmara Municipal. Finalmente na parte Sul ergue-se o imponente Solar dos Ordazes.

 

12. Fortaleza e muralha pré-românica

A Reconquista Cristã no Vale do Douro ao Islão nos sécs. IX-XI foi apoiada pelos castelos que se implantaram então, como as novas fortificações de base territorial. Para um maior apoio ao castelo surgiram as primeiras muralhas que cercam a então vila de Miranda, actualmente o centro histórico desta mesma vila, que começaram a ser construídas em 1287 e terminaram dez anos depois, ainda por ordem do Rei D. Dinis.

Fortaleza e muralha pré-românica
Fortaleza e muralha pré-românica

Foram reconstruídas, tendo esta reconstrução abrangido dois reinados, de D. João I e de D. Manuel I. Nesta altura, para além de remodeladas foram fortificadas com um fosso interior entre a muralha e as arribas do Douro. Em 1762 os castelhanos derrubaram parte da fortaleza e muralhas e mais tarde, em 1780, houve a intenção de reconstruir com a Rainha D. Maria I, acabando o projecto por ficar por terra devido ao aumento de armas de artilharia em toda a Europa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here