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Os 12 melhores locais para visitar em Mértola e arredores

No coração do Alentejo, à beira do Guadiana e repleta de histórias para descobrir. Estes são os melhores locais para visitar em Mértola e arredores.

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9. Serpa

A primeira impressão que o visitante tem de Serpa é a visão das grandiosas muralha do Castelo onde se rasgam as Portas de Moura e as de Beja, únicas sobreviventes das 5 portas primitivas. Incluso na muralha do lado Leste, assenta o vasto solar dos condes de Ficalho, destacando-se também o alteroso aqueduto em arcada italiana que se estende até à extremidade da muralha sul. Dentro da vila o traçado das ruas, que se abrem para grandes largos onde coexiste uma arquitectura tradicional, erudita e religiosa, confere a Serpa um carácter muito singular que torna o passeio delicioso. A parte mais alta do morro corresponde ao núcleo urbano primitivo, medieval, mouro e cristão. Aqui encontra-se a igreja de Santa Maria, o que sobra da antiga torre de menagem do castelo, a Torre do Relógio e o Museu de Arqueologia.

Serpa
Serpa

De relógios fala-nos também o Museu do Relógio, instalado no antigo convento do Mosteirinho, e único no seu género na Península Ibérica. Depois de percorrer Serpa, não deixe de ir à Pousada de S. Gens, donde desfrutará do panorama imenso da planície a perder de vista pontuado pelos vastos olivais que rodeiam Serpa. Fora de portas, merecem visita o Convento de Santo António, erigido no séc. XV e alguns pequenos templos de devoção popular: Nossa Senhora de Guadalupe e, na estrada para Beja, S. Sebastião, esta do séc. XVI, onde se casam os estilos manuelino e mudéjar, testemunhando o complemento das duas culturas que conviveram na região. Cerca de 10 km para sul, com a companhia do rio Guadiana à esquerda, o Parque Natural do Guadiana, com um património natural riquíssimo, oferece algumas das mais belas paisagens do sul de Portugal.

 

10. Beja

Visitamos Beja numa atmosfera de paz e descobrimos histórias de conquistas e de amores escondidos. Começamos por visitar a Torre de Menagem do Castelo, tão importante nas lutas para defender as fronteiras de Portugal. Com 40 metros de altura e toda construída em mármore é o ex-libris de Beja. Vale bem a pena subir ao topo, admirar a cidade e a paisagem alentejana em redor. Muito próximo, fica a Igreja de Santiago, a Sé e a Igreja de Santo Amaro, onde está instalado o Núcleo visigótico do Museu Regional.

Beja
Castelo de Beja

Seguindo pela Rua D. Manuel, e depois de passar em frente à Universidade, a funcionar onde era um antigo hospital, chegamos ao coração da cidade, a Praça da República. Em volta, os edifícios de fundação manuelina dão uma nota particular à praça, onde vemos um pelourinho também do séc. XVI e a Igreja da Misericórdia, uma obra renascentista de referência. Seguindo depois pela rua do Touro encontramos o Museu Jorge Vieira, um importante escultor português do séc. XX, cuja obra é conhecida pelas figuras em terracota.

 

11. Alcoutim

A fundação e estabelecimento da vila de Alcoutim estão principalmente associados ao facto de se situar no local até onde se fazem sentir as marés do rio Guadiana, o que obrigava os barcos, que faziam o tráfego dos metais e de outros produtos da região, a aguardar durante horas pelas condições propícias para a descida do rio. Posteriormente, a sua posição estratégica, de fronteira com o vizinho Reino de Castela, exigiu necessariamente a construção de estruturas de apoio e defesa, das quais permanecem alguns vestígios.

Alcoutim
Alcoutim

Alcoutim, apesar de ter perdido as muralhas que durante séculos a defenderam, mantém nas suas ruas estreitas e íngremes, a atmosfera tranquila de uma vila algarvia serrana. Um passeio de alguns minutos leva à descoberta de casas centenárias e da Igreja da Misericórdia. Para terminar importa descer até à beira-rio, marcada pela sóbria ermida de Santo António e pela antiga Casa dos Condes de Alcoutim. Depois é saborear uns momentos de repouso, na companhia de uma bebida fresca numa esplanada, enquanto se aprecia o barco de pesca que regressa ou os veleiros ancorados na pequena marina, vendo-se a povoação espanhola na outra margem do rio.

 

12. Sanlúcar de Guadiana

Sanlúcar de Guadiana situa-se a oeste de Villanueva de los Castillejos, nas margens do Rio Guadiana, na fronteira entre Portugal e Espanha. Um local idílico para os fãs de desportos aquáticos, tem fama devido aos eventos de desportos aquáticos que são realizados aqui todos os anos. Tem 447 habitantes. A sua origem pode ser encontrada na ocupação árabe, sob o reino de Taifa de Niebla, quando alguns grupos de mouros se estabeleceram na terra até então despovoada. No entanto, o núcleo actual de Sanlúcar começou no segundo terço do século XIII, quando Sancho II de Portugal conquistou estas terras dos mouros. A Guerra de Independência Portuguesa durante meados do século XVII levou a consequências devastadoras em Sanlúcar de Guadiana, sofrendo numerosos roubos e saques, além de ter de manter as tropas espanholas que defendiam a fronteira. O conde Jerónimo Ró, mestre geral de campo da fronteira, construiu um forte chamado Fuerte de San Jerónimo, ao lado da Iglesia Parroquial, e depois, em 1642, o Castillo de San Marcos.

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Sanlucar visto desde Alcoutim

As constantes inundações do rio Guadiana tornaram-se significativas na história de Sanlúcar de Guadiana, conhecida pelas suas consequências desastrosas. Em 1823, os níveis de água atingiram 14 metros, destruindo 110 casas das 240 na aldeia, fazendo com que os habitantes se refugiassem no castelo. Devido à sua localização geográfica, Sanlúcar de Guadiana desfrutou de uma posição estratégica que a tornou uma das cidades mais importantes da região, pois era um posto necessário para o comércio. No século XIX, o porto de Sanlúcar de Guadiana tornou-se importante à medida que produtos como aguardente, arroz, açúcar, sabão, chumbo e madeira eram exportados.

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