Início Viagens Os 12 melhores locais para visitar em Mértola e arredores

Os 12 melhores locais para visitar em Mértola e arredores

No coração do Alentejo, à beira do Guadiana e repleta de histórias para descobrir. Estes são os melhores locais para visitar em Mértola e arredores.

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5. Minas de São Domingos

Mina de São Domingos, aldeia do Alentejo profundo. Pertence ao concelho de Mértola, em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana. Dista pouco mais de 15km da vila Mértola e fica em zona de fronteira, com a vizinha Espanha a Este e o vizinho Algarve a Sul. E o que difere esta aldeia de todas as outras? O que faz dela um lugar especial? Porque estou hoje a escrever sobre esta aldeia? Bem, vamos começar pelo início. Em 1850, o lugar onde hoje existe a aldeia era um cerro, um lugar onde não existam casas, quase (ou mesmo) como um socalco da Serra de São Domingos. Poucos anos mais tarde, um aventureiro italiano, de nome Nicola Biava, descobriu vestígios de uma antiga galeria romana, que indicava uma possível antiga exploração de minério. Facto que se confirmou. Aqui começa a história de Mina de São Domingos. Num ápice, formou-se um consórcio espanhol de nome La Sabina, que adquiriu os direitos de exploração do local. Basicamente, comprou toda a área da mina, que ainda hoje lhe pertence.

Minas de São Domingos
Minas de São Domingos

Com a mesma velocidade, alugou os direitos de concessão e exploração da mina, a uma empresa inglesa, de nome Mason & Barry. Constituída pelo aristocrata londrino Sir Francis Barry, que, segundo reza a história, apenas visitou por uma vez a mina que lhe fez fortuna, e pelo seu cunhado, James Mason, um engenheiro de minas, que, segundo também reza a história, foi a pessoa mais importante em toda história de Mina de São Domingos. Com isto, o cerro descampado, quase como um passo de magia, transformou-se numa mina riquíssima em cobre e enxofre, e numa aldeia, que seria mais uma pequena metrópole, com teatro, hospital, igreja, campo de futebol, polícia privada, mercado, entre outras regalias e serviços de primeiro mundo. Foi a primeira aldeia do país a ter luz eléctrica e uma linha de caminho de ferro privada, tinha gente de várias nacionalidades e de todos os patamares económicos. Existiam pessoas especializadas em vários sectores e serviços (muitos nem estavam directamente relacionados com a exploração mineira), contabilizando mais de 10 mil habitantes na primeira metade do séc. XX. Talvez até mais do que os habitantes do núcleo urbano da sua capital de distrito, Beja.

 

6. Cascata do Pulo do Lobo

A Cascata do Pulo do Lobo é uma bela e surpreendente cascata existente no Rio Guadiana, situada mais ou menos no local em que este rio entra no concelho de Mértola. O rio, que até aí vinha fluindo pachorrento, por entre as suaves ondulações que moldam a paisagem alentejana, entra subitamente numa zona rochosa e desnivelada. O rio é comprimido pela rocha e começa a saltar, de desnível em desnível, até passar todo ele por um estrangulamento que tem apenas um par de metros de largura, que é o Pulo do Lobo propriamente dito. Passado o estrangulamento, o rio dá mais uns saltos e continua o seu curso, serpenteando através de um profundo canal de formas caprichosas, que a força das suas águas foi cavando ao longo dos tempos. É a chamada Corredoura, que se estende quase até à vila de Mértola.

Cascata do Pulo do Lobo
Cascata do Pulo do Lobo

O que mais atrai na Cascata do Pulo do Lobo não é o desnível total da cascata, que é só de cerca de 15 a 20 metros. É a beleza das formas criadas na rocha pela força das águas. É a própria força das águas, em épocas em que o rio estiver caudaloso, que jorram em jactos fortíssimos e borbulham furiosamente. É a surpresa de, ao chegarmos, encontrarmos de repente um fenómeno cuja existência nada — absolutamente nada — faz prever na paisagem envolvente. É a beleza desta mesma paisagem alentejana, de montes, pastos e trigais. É o ar perfumado pelas humildes flores do campo. É o céu vibrantemente azul que tudo cobre. É, enfim, o facto de estarmos ali e desejarmos que aquele momento mágico não acabe nunca mais.

 

7. Torre do Relógio

Localizada perto do rio Guadiana, a Torre do Relógio é provável que tenha sido edificada em finais do século XVI num dos torreões da muralha, porque existe uma inscrição do ano 1593 no sino da torre. É provável que a Torre do Relógio tenha sido erguida em finais do século XVI ou inícios do Século XVII, no contexto da reorganização da zona urbana da Praça do Município.

Torre do Relógio
Torre do Relógio

Esta edificação foi erguida na proximidade de um conjunto de construções representativas do poder político, administrativo, judicial e económico e reaproveitando um antigo torreão da muralha, passou a marcar o limite da Praça do Município e a assumir-se como um dos elementos emblemáticos de Mértola. Em 1896 o relógio primitivo é substituído por outro mais recente que vai continuar a marca o tempo da Vila Velha até aos nossos dias. Em 1920 foi feita a escadaria em direcção ao cais.

 

8. Pomarão

Na confluência da ribeira do Chança e do rio Guadiana, a cerca de 40 km da foz deste último, o Pomarão, antiga terra de pescadores de rio, em 1859 viu crescer a sua importância ao servir de porto de escoamento do minério extraído das minas de São Domingos (pirites) e de local de descarga de equipamento para a mina, tudo graças a uma das primeiras linhas ferroviárias do país (1862), com 17 km de extensão, originalmente um tramway ou caminho de ferro americano puxado por muares e mais tarde (1867) com locomotivas a vapor. No Pomarão foi construído um aldeamento e levantados dois cais para barcas, tipo fragatas, para onde era carregado o minério, transportado depois para Inglaterra, Alemanha e outros países.

Pomarão
Pomarão

Hoje, é um elemento único da arqueologia industrial, possuindo ainda vestígios do cais e antigas instalações mineiras. Os navios mineiros deram agora lugar aos de recreio, que por aqui atracam e cujos ocupantes descobrem esta povoação com pequenas casas em taipa, dispostas em patamares sobre o rio. A proximidade da barragem do Chança e a beleza paisagística do local são alguns dos atractivos, bem como o Festival do Peixe do Rio que se realiza, anualmente, no final de Março.

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