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Os 12 melhores locais para visitar em Mafra

Na zona Oeste de Portugal existe uma vila com mais para descobrir do que apenas o seu Palácio. Estes são os melhores locais para visitar em Mafra.

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Mafra

A localidade de Mafra fica numa região portuguesa conhecida pelo apelido de “Saloia”. Devido à sua proximidade a Lisboa, Mafra sempre recebeu muitos turistas, principalmente por causa do seu imponente Palácio que conta com uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. Mas nos último anos, fruto do interesse cada vez maior pela prática de surf nas praias portugueses, o número de visitantes de Mafra aumentou exponencialmente. Para isso, muito contribuíram as fabulosas praias da Ericeira, localidade que pertence ao concelho de Mafra, conhecidas pelas suas excelentes condições para a prática deste desporto.

Mafra e Ericeira são opções excelentes para uma viagem de apenas um dia a partir de Lisboa. Estas vilas possuem diversas e variadas actividades, também adequadas e apelativas para viagens em família, como por exemplo a Aldeia Típica José Franco ou a Tapada Nacional de Mafra. Estes são os melhores locais para visitar em Mafra.

 

1. Palácio Nacional de Mafra

O Palácio Nacional de Mafra localizado mesmo no centro de Mafra foi construído pelo rei português D. João V na sucessão de uma promessa feita a Deus para que tivesse um filho. Este é um importante monumento barroco, considerado o mais relevante no país deste estilo. Este bonito palácio foi construído em pedra lioz proveniente da região e contém mais de 38.000m, com mais de 1.200 diferentes divisões e 4700 portas e janelas.

Convento de Mafra
Convento de Mafra, mandado construir por D. João V

No entanto os mais relevantes objectos deste palácio estão contidos na Basílica onde encontrará dois carrilhões com 92 sinos e seis órgãos. Este palácio apesar de não ser utilizado como palácio residencial foi utilizado como palácio de festas ou local de descanso após a caçada. Foi também a história relacionada com a construção deste palácio e com a população local que inspirou José Saramago na escrita do “Memorial do Convento”, uma das suas mais conhecidas obras.

 

2. Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra

A maior sala do convento de Mafra está forrada com mais de 40 mil livros, arrumados e alinhados nas estantes em estilo rococó. Encadernações em couro, gravadas a ouro, dizem-nos que não são livros comuns, que estamos perante objectos valiosos, em cujas páginas se condensam séculos de conhecimento, cultura e sabedoria. Numerosas obras foram encomendadas por D. João V, porque o rei queria concentrar neste palácio, que lhe era muito especial, o que de melhor se imprimia no reino e no estrangeiro.

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Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra

Da autoria do arquitecto Manuel Clemente de Sousa, a biblioteca com 88 metros de comprimento e uma planta em cruz, tem um pouco de tudo: obras de medicina, filosofia, literatura, direito, gramáticas e dicionários, enciclopédias de costumes, livros de viagens. Na ala mais a sul estão os temas religiosos, e a norte, no lado oposto, arrumam-se os profanos das ciências puras. Exemplares únicos ou de grande raridade são manuseados com mil cuidados, como é o caso da primeira edição do Alcorão de 1543, da Bíblia poliglota de 1514 ou ainda de uma primeira edição de “Os Lusíadas”. Já a preservação destas obras antiquíssimas está a cargo de um exército de minúsculos morcegos que, durante a noite, caçam os insectos que comem papel, tinta e cola.

 

3. Tapada Nacional de Mafra

A Tapada Nacional de Mafra foi construída no reinado de D. João V após este ter construído o magnífico Convento de Mafra. A Tapada Nacional de Mafra tinha como objectivo tornar-se um local de lazer para a família real e nobres. A Tapada Nacional de Mafra ocupa um espaço de 819 hectares quase todos preenchidos por floresta onde vivem em liberdade várias espécies vegetais e animais como veados, javalis, gamos e muitos outros entre anfíbios, répteis, mamíferos e aves.

Tapada Nacional de Mafra
Tapada Nacional de Mafra

Nesta tapada além dos passeios visitas e percursos pedestres a descobrir pode ainda praticar tiro com arco, passeios de comboio, passeios de burro, passeios de cavalo, exibições de aves de rapina, percursos de BTT, visitas nocturnas e de amanhecer, caças ao tesouro e muitos outros.

 

4. Aldeia Típica José Franco

​Aldeia-Museu José Franco, Aldeia Típica de José Franco, Aldeia Típica do Sobreiro ou simplesmente Aldeia Saloia. Qualquer uma destas designações aponta a bússola para a pequena localidade do Sobreiro, entre a Ericeira e Mafra, onde se situa uma das mais reconhecidas aldeias musealizadas do país. A história da pequena aldeia remonta ao nascimento do oleiro José Franco, em 1920. O seu pai era sapateiro e a mãe, vendedeira de loiça, fazendo a venda de barros de porta em porta, bem como por muitas feiras e mercados estremenhos.

Aldeia típica José Franco
Aldeia típica José Franco

Visto que o Sobreiro era um importante centro oleiro, desde cedo José Franco conviveu com o ofício e, ainda criança, ao deixar a escola primária, aprendeu o ofício com dois mestres oleiros locais, antes de trabalhar por conta própria, aos 17 anos de idade. Nessa época, reabilitou a olaria que tinha pertencido ao avô, há muito desactivada. Em início dos anos 60, José Franco deu asas a um sonho, de recriar uma aldeia de carácter etnográfico, onde as suas memórias de infância se cristalizassem, testemunho do modo de viver das gentes locais, em homenagem à sua terra. A sua aldeia teria dois componentes: seria uma réplica das antigas oficinas e lojas, dos espaços vividos, decorados e apetrechados por objectos reais, onde se reproduziam os costumes e actividades laborais intrínsecas à sua infância e à vida camponesa da região de Mafra.

1 COMENTÁRIO

  1. É tudo muito bonito, surf, palácios, artesanato e outras belezas mas, existe sempre um mas e eu faço uma sugestão turística. Levem estas pessoas a visitar os locais onde vivem saloios de segunda que pagam impostos e não têm acesso ao básico como seja o saneamento básico. Nalguns casos o processo está parado por 20.000 €. Mas existe muito mais euros para um parque nodal na venda do pinheiro. Obras de fachada. Já agora falem e noticiem carências e não luxúria megalómanas.

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