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Os 12 melhores locais para visitar em Barcelos

Uma verdadeira pérola minhota, bem perto de Braga, com muito para descobrir. Estes são os melhores locais para visitar em Barcelos.

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5. Santuário da Nossa Senhora da Aparecida

A pequena paróquia de Balugães, em Barcelos, foi na primeira metade do século dezoito, centro poderoso de atracção católica para todos os portugueses, particularmente para os fiéis da região de Entre-Douro-e-Minho. Ali acorriam diariamente piedosas romagens de peregrinos, para venerar o sítio onde a Mãe de Deus se dignara aparecer. A falta de imprensa periódica para reclamo e defesa deste facto sobrenatural, e sobretudo o arrefecimento da fé cristã, ocasionado entre nós, no final daquele século e na primeira metade do seguinte, pela penetração dos intensos erros maçónico liberais, na classe secular e eclesiástica, enuviaram a aparição de Balugães.

Nossa Senhora da Aparecida
Nossa Senhora da Aparecida

Contudo, a fama dos factos sobrenaturais de Balugães deveriam ser algo estrondoso, para que chegassem aos ouvidos do apreciado escritor mariano do século dezoito, Fr. Agostinho de Santa Maria, (1642-1728) o qual, entre muitas outras obras, publicou o» Santuário Mariano», ou a História das imagens milagrosas da Santíssima Virgem, que residia em Lisboa, no seu, convento da Senhora da Boa-Hora, se não no de Évora, em que fora Prior e subissem os ecos da aparição à corte de D. Pedro II, com tal clarividência, que movessem a sua real piedade, perpetuada na coroa de prata que mandou à Senhora. E tudo isto naquele tempo em que Lisboa ficava distante de Balugães quatro ou cinco dias de viagem, nem havia imprensa periódica para registar e espalhar esta graça divina.

 

6. Igreja de Santa Maria (Abade de Neiva)

A primitiva designação da paróquia era Abade, ou melhor, Santa Maria do Abade, constituindo-se em uma das paróquias da “terra” ou julgado medieval de Neiva. As Inquirições de 1220 referem-na, em latim, “Abbade”. A primeira edificação no local foi erguida em 1152 por iniciativa da rainha D. Mafalda de Saboia, esposa de D. Afonso Henriques, que entretanto não chegou a ver concluída em virtude de seu falecimento. Em 1220 a igreja já pertencia ao padroado real. Em 1301 foi doada por Dinis de Portugal a Mestre Martinho, físico do rei e cónego da Sé de Braga.

Igreja de Santa Maria (Abade de Neiva)
Igreja de Santa Maria (Abade de Neiva)

Em 1310 o Arcebispo D. Martinho de Oliveira, a pedido de Mestre Martinho, institui nesta igreja uma Colegiada, composta de Reitor e três Capelães. Datam possivelmente do século XIV os começos da fábrica da atual igreja, o que poderia relacionar-se com a doação do padroado e a instituição da Colegiada. Foi doada em 1410 a D. Afonso, futuro duque de Bragança, em cuja casa se manteve até 1833. A torre possivelmente foi erguida no século XV. Em 1732 foi mandada consertar a galilé então existente sobre a fachada principal, e dois anos depois foram mandados abrir dois campanários na torre e erguer um coro, bem como pintar o teto e rebocar as paredes da capela-mor e da nave. Em 1758 as paredes do adro foram reformadas.

 

7. Convento de São Salvador de Vilar de Frades

O mosteiro beneditino de Vilar de Frades terá sido fundado em 566, pelo Bispo S. Martinho de Dume. Destruído pelas invasões muçulmanas, foi recuperado em 1070 por D. Godinho Viegas. Com as alterações sofridas no século XVI, transformou-se num grandioso exemplar da arquitectura conventual manuelina e maneirista no norte de Portugal. A nível arquitectónico, destaca-se o abobadamento da capela-mor e do transepto, da autoria do Arq. João de Castilho, que lhe conferem uma relevância artística semelhantes às demais obras do arquitecto a este nível em Portugal, como o Mosteiro dos Jerónimos e da Batalha.

Convento de São Salvador de Vilar de Frades
Convento de São Salvador de Vilar de Frades

O portal manuelino da fachada principal é também um dos mais notáveis deste estilo. Foi casa-mãe da Congregação de Lóios no nosso país; é um dos mais imponentes conventos da região minhota e foi alvo, recentemente, de uma acção de recuperação que lhe devolveu o esplendor de outros tempos. Do período barroco é o retábulo-mor da igreja e valiosos azulejos do século XVIII.

 

8. Casa da Azenha

Situada na margem esquerda do Rio Cávado, junto à Ponte Medieval de Barcelos, a Casa da Azenha é um imóvel do Século XIX, agora transformada em museu, com explicação dos aparelhos de moagem e a ilustração do ciclo do pão em imagens e palavras. No piso superior deste imóvel funciona um “Help Point” de apoio aos peregrinos de Santiago, que ao penetrarem nos espaços do edifício e das suas dependências anexas usufruem de uma bela vista sobre o Rio Cávado e a Vila de Barcelinhos. Inaugurada com o evento de apresentação das Festas das Cruzes 2015, este imóvel, servil ao Turismo de Barcelos e à promoção turística do Caminho de Santiago, conta já com perto de 1000 utilizadores, sendo que a grande maioria são peregrinos do Caminho.

Casa da Azenha
Casa da Azenha

O Núcleo museológico estará funcional em breve com a introdução da roda exterior, que está ainda a ser ultimada conforme referiu o Presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, na cerimónia da Inauguração do edifício: “A roda está a ser tratada e já foi encomendada. A nossa vontade era ter a roda hoje, mas é um trabalho um pouco sofisticado, não é fácil arranjar alguém que produza a roda e lhe dê a função original, mas garantidamente a roda vai voltar ao seu lugar de origem”. A recuperação da Casa da Azenha vem dar um outro aprumo à zona ribeira de Barcelos, fazendo um belo conjunto com outros imóveis de inegável valor, dos quais se destacam a Ponte Medieval, a Igreja de Santa Maria Maior, a Muralha de Barcelos, o Paço dos condes de Barcelos e o Pelourinho da Povoação Medieval.

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