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Os 12 melhores locais para visitar em Arcos de Valdevez

Um autêntico símbolo do Minho com muito para descobrir e saborear. Estes são os melhores locais para visitar em Arcos de Valdevez.

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9. Paço de Giela

Monumento Nacional desde 1910, o Paço de Giela é um exemplar notável de arquitectura civil privada medieval e moderna. A sua origem, tal como a do antigo Castelo de Santa Cruz, está profundamente ligada à origem e formação da terra de Valdevez. Quando o castelo cessou a sua actividade como ponto estratégico, a edificação da “casa-torre” de Giela marca um novo momento de protecção e domínio senhorial e régio sobre a área. Actualmente é visível a torre medieval bem como o corpo residencial com janelas “manuelinas” e entrada fortificada.

Paço de Giela
Paço de Giela

A torre terá sido construída em meados do século XIV. Nos finais do século XV, inícios do XVI, é edificada a área de residência, apresentando-se concluída em 1573. Em 1662 a artilharia portuguesa provoca danos sérios no edifício ao expulsar o general espanhol Pantoja. Nos séculos XVII e XVIII são feitas diversas modificações no corpo habitacional, iniciando-se a partir do século XIX uma fase de declínio e abandono. Em 1999 o imóvel é adquirido pela autarquia local.

 

10. Igreja da Lapa

O culto de Nossa Senhora da Lapa, de origem beirã, terá chegado à vila por volta de 1758, apresentando-se o templo concluído em 1767. A igreja caracteriza-se pela singularidade das soluções arquitectónicas que patenteia, nomeadamente pela planta centralizada, pela colocação da torre atrás da capela mor, e, sobretudo, por uma ampla e alta cúpula, criando uma solução inovadora e simples.

Igreja da Lapa
Igreja da Lapa

O conjunto, atribuído a André Soares, é marcadamente barroco. O interior, com três elementos característicos de cuidada talha ao nível dos retábulos e grades, é um exemplo típico de estilo Rococó. O interior é formado por pilastras definindo os diferentes panos murários, alternando as composições formadas pela porta, janela de sacada e óculo. Os retábulos laterais são de talha dourada e polícroma. Este extravagante templo está classificado como Imóvel de Interesse Público.

 

11. Casa da Torre de Aguiã

A actual configuração da Quinta de Aguiã constitui um dos melhores exemplos de reutilização residencial ao longo dos séculos de uma primitiva estrutura baixo-medieval. Ao que tudo indica, a propriedade esteve sempre na posse de importantes famílias nobres da região, facto que contribuiu para a qualidade e requinte das múltiplas transformações operadas no espaço privado. Na origem, a casa foi uma domus fortis, uma tipologia de casa tardo-medieval relativamente modesta, mas que teve amplo sucesso na nossa nobreza fundiária, pela imagem de solidez e de reduto defensivo-militar que as paredes de granito e o coroamento de ameias proporcionava.

Casa da Torre de Aguiã
Casa da Torre de Aguiã

Subsistem ainda algumas dúvidas sobre a cronologia correcta a atribuir a esta edificação, longamente considerada do século XIV, mas que poderá já corresponder ao século seguinte ou, mesmo, às primeiras décadas do século XVI, altura em que se verificou uma reminiscência de antigos formulários medievais como forma de prestígio e de afirmação de algumas linhagens. Uma indicação neste sentido é dada pela própria denominação da propriedade – Aguiã -, ao que parece, resultado da posse pela família Aguiã, documentalmente relacionada com o local a partir de meados do século XV.

 

12. Núcleo Megalítico do Mézio

Integrado no conjunto de monumentos megalíticos conhecidos por “Antas da Serra do Soajo”, Monumento Nacional desde 1910, o Núcleo Megalítico do Mezio incorpora cerca de uma dezena de monumentos, distribuídos por uma zona planaltica de aproximadamente 2 Km, favorecendo deste modo a visita e consequente contacto com exemplares únicos destes espaços funerários pré-históricos edificados há cerca de 5000 anos. A área inclui três monumentos intervencionados cientificamente e posteriormente valorizados, as Mamoas 1, 5 e 6.

Núcleo Megalítico do Mézio
Núcleo Megalítico do Mézio

O visitante que se desloque ao local tem ao seu dispor informação gráfica informativa sobre os monumentos estudados, permitindo a compreensão de todo o conjunto arquitectónico primitivo, bem como das áreas valorizadas ao abrigo da intervenção global. O núcleo megalítico do Mezio é um caso raro de importância, não só pela informação científica que permitiu colher, mas também pela recuperação e valorização patrimonial de um período tão remoto e único.

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