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Os 10 momentos mais gloriosos da história de Portugal

Foram muitas as alturas na história em que o povo português se superou e foi capaz de grandes feitos. Os 10 momentos mais gloriosos da história de Portugal.

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momentos mais gloriosos da história de Portugal
Batalha dos Atoleiros

Quais foram os 10 momentos mais gloriosos da história de Portugal? Todos os países possuem momentos gloriosos na sua história. E todos possuem momentos de tragédia e desilusão. Existem vários momentos cruciais na história de Portugal que se revelaram muito importantes para a construção do país que temos hoje. Desde batalhas a decisões políticas, desde os descobrimentos à expansão territorial na América do Sul ou na África… Descubra os 10 momentos mais gloriosos da história de Portugal.

 

1. Batalha de São Mamede

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D. Afonso Henriques defronta o exército de D. Teresa (a sua própria mãe), esta batalha é importante pois permitiu expulsar do Condado Portucalense a influencia Leonesa e aumentar o prestigio de Afonso Henriques.

 

2. Descoberta do Brasil

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Descoberta, ou descobrimento do Brasil refere-se à chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se localiza o Brasil.

O termo “descobrir” é utilizado nesse caso em uma perspectiva eurocêntrica, referindo-se estritamente à chegada de europeus, mais especificamente portugueses, às terras de “Vera Cruz”, o actual Brasil, que já eram habitadas por vários povos indígenas. Tal descoberta faz parte dos descobrimentos portugueses.

 

3. Batalha de Chaves e queda definitiva da Monarquia

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É talvez uma das mais desconhecidas batalhas de Portugal e também uma das mais heróicas pela forma como ocorreu. Mesmo após a implementação da República em 1910, os Monárquicos não desistiram de voltar ao poder. Em Julho de 1912, um exército de apoiantes da monarquia reuniu-se na Galiza, perto da fronteira de Chaves.

O exército presente em Chaves descolou-se para Montalegre, pensando que era por aí que os monárquicos iriam atacar. No entanto, o dito exército ataca Chaves quando a cidade se encontrava sem qualquer tropa, que se tinha dirigido para Montalegre. Foi então que o próprio povo flaviense, munido das poucas armas que tinha, lutou contra o exército monárquico, derrotando-o.

Tal feito heróico de um povo que luta contra um exército para defender os ideais da Republica motivou grande admiração por todo o país, tendo várias cidades homenageado o povo flaviense dando o nome de “Heróis de Chaves” ou “Defensores de Chaves” a algumas das suas ruas.

 

4. Batalha de Aljubarrota

Batalha de Aljubarrota
Batalha de Aljubarrota

É talvez a batalha mais importante da História Portuguesa, Os Portugueses contavam com 6 500 homens mais 600 aliados Ingleses.

Os Castelhanos (aliados aos Aragoneses, Italianos e Franceses) contavam com 31 000 homens (mesmo para os padrões da altura era um grande exército).

Mais uma vez foi comprovada a eficácia das tácticas de D. Nuno Álvares Pereira: baixas Portuguesas – 1 000, baixas Castelhanas – 10 000.

 

5. Chegada ao Japão

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Os Portugueses chegaram ao Japão em 1543. O Japão era conhecido desde o tempo de Marco Polo, que lhe chamou Cipango. Mas foram efectivamente os portugueses os primeiros europeus a chegar ao Japão.

Põe-se ainda hoje a questão de saber quem foram esses primeiros portugueses: se Fernão Mendes Pinto (autor de Peregrinação) fazia parte deles, ou se foram António Peixoto, António da Mota e Francisco Zeimoto. O que é certo é que comerciantes portugueses desde logo começaram a negociar com o Japão.

A partir de 1550, o comércio com o Japão passou a ser um monopólio, sob chefia de um capitão-mor. Como em 1557 os portugueses se estabeleceram em Macau, na China, isso vai ajudar o comércio com o Japão, principalmente de prata.

 

6. Batalha de Ourique

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D. Afonso Henriques começa a conquistar território a Sul e em 1139 defronta um exército Mouro muito superior, composto por 5 reinos aliados.

Felizmente esta aliança tinha problemas internos e o nosso primeiro Rei tomou partido disso.

 

7. Descoberta do caminho marítimo para a Índia

Partida de Vasco da Gama para a Índia
Partida de Vasco da Gama para a Índia

Vasco da Gama partiu de Lisboa e seguiu a linha da costa de Cabo Verde até à Serra Leoa, atingindo a Baía de Santa Helena a 7 de Novembro de 1497, a Baía de S. Brás a 25 de Novembro, Moçambique (onde tomou um piloto mouro) a 2 de Março de 1498, Mombaça a 7 de Abril e Melinde a 14 de Abril (onde contratou o excelente piloto árabe Ibn Madjid), chegando finalmente a norte de Calecute a 20 de Maio desse ano.

A 29 de Agosto, os três navios partiram de regresso, tendo sido a nau Bérrio a primeira a chegar a Lisboa, a 10 de Julho de 1499. Não se conhece, porém, a data exacta da chegada de Vasco da Gama a Portugal.

 

8. Revolução do 25 de Abril

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Cansados da guerra, os militares profissionais encetam movimentações de carácter corporativo que rapidamente se transformam em reivindicações políticas, acabando por encarar como única saída o derrube do regime pela força.

Será o Movimento das Forças Armadas (MFA) que irá desencadear uma revolta militar em grande escala, conseguindo derrubar o regime sem o emprego da força e sem causar vítimas. Depois de uma tentativa frustrada, protagonizada pelo Regimento de Infantaria das Caldas da Rainha, a 16 de Março de 1974, o processo revolucionário acelera.

Na noite de 24 para 25 de Abril, duas estações de radiodifusão lançam para o ar duas canções que irão adquirir um simbolismo particular (E Depois do Adeus, interpretada por Paulo de Carvalho, que soa como uma despedida do governo marcelista, e Grândola, Vila Morena, interpretada pelo poeta banido José Afonso, um conhecido opositor do regime, canção esta que transporta uma mensagem de conteúdo democrático ao evocar a vilazinha de Grândola, onde “o povo é quem mais ordena”), desencadeando as operações militares, superiormente coordenadas pelo major Otelo Saraiva de Carvalho.

Em perfeita coordenação, elementos envolvidos na conspiração tomam conta das respectivas unidades, formam colunas de voluntários, convergem para os grandes centros e ocupam todos os pontos estratégicos do país, colocando as forças fiéis ao governo em posição de desvantagem e na defensiva. Sem disparar um tiro, cobrem praticamente todo o país.

 

9. Batalha dos Atoleiros

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Esta é provavelmente a melhor batalha da história de Portugal, pois os Portugueses contavam com apenas 1 600 homens (liderados por D. Nuno Álvares Pereira) e os Castelhanos com cerca de 6 000.

A táctica usada pelos Portugueses foi tão eficaz que Castela sofreu pesadas baixas enquanto que do lado Português não se registou uma única morte… nem um único ferido!

 

10. Descoberta da Austrália

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O primeiro contacto europeu com o continente do Sul teria sido efectuado por navegadores portugueses, embora não haja referências a esta viagem ou viagens nos arquivos históricos de Portugal.

A principal evidência para estas visitas não declaradas foi a descoberta de dois canhões portugueses afundados ao largo da baía de Broome na costa noroeste da Austrália. A tipologia dessas peças de artilharia indica serem de fabricação portuguesa, podendo ser datadas entre os anos de 1475 e 1525.

Tem sido também sugerido que duas expedições portuguesas realizadas nos mares da Indonésia no primeiro quartel do século XVI teriam atingido o território australiano: a expedição de Cristóvão de Mendonça a partir de Malaca para o sul em busca das “ilhas de ouro” (1522), mas sobretudo a de Gomes de Sequeira (1525) que supostamente teria atingido a Península de York.

Para reforçar esta tese evoca-se o estabelecimento pelos portugueses em 1516 de um entreposto comercial em Timor, que fica a cerca de 500 quilómetros da Austrália.

4 COMENTÁRIOS

  1. E então a passagem foi cabo bojador que marca “apenas” a passagem da idade média para a idade moderna? Esse feito não foi meramente técnico, ique permitiu o inicio da era colonial, foi ainda um feito no domínio do Espírito ao afastar o medo dos monstros que povoavam os oceanos, próprios da mentalidade medieval.

  2. Para tentar sair da conversa de café há que dizer que pelo impacto que teve na sociedade o 25 de Abril é de facto marcante, independentemente se nos colocamos contra ou a favor. Glorioso talvez no aspecto de não ter provocado mortes nesse dia, restante fica aberto às preferencias de cada um e ao crivo da história das próximas décadas.
    Glorioso será seguramente o Tratado de Tordesilhas que na semana passada fez 523 anos e sem o qual alguns dos momentos aqui narrados não teriam sido possiveis.

  3. Incluir aqui o 25 de Abril, que foi uma mancha na nossa história, que nos fez ser pisados ainda mais pelos poderes europeus, dando as províncias e colonias a troco de nada, é nojento!

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