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12 locais de visita obrigatória em Aveiro

Terra dos ovos moles, das salinas e da famosa ria, há muito para ver nesta belíssima cidade. Estes são os melhores locais para visitar em Aveiro.

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5. Igreja da Misericórdia

O projecto inicial (1585) é atribuído ao arquitecto italiano Filipo Terzi, embora a sua construção, com base no referido plano, só viesse a terminar em 1653 sob a direcção do mestre português Manuel Azenha. Na fachada, entre o revestimento de azulejos do séc. XIX, sobressai grandioso portal de feição clássica, com posterior ornamentação barroca, em pedra de calcário. Na parte inferior, entre as quatro colunas coríntias encontram-se nichos com imagens.

Igreja da Misericórdia de Aveiro
Igreja da Misericórdia de Aveiro

Na parte superior, as figuras foram substituídas por janelas, pontuando a meio a imagem em pedra de Nossa Senhora da Misericórdia. Rematam o templo o escudo régio, a Cruz de Cristo e uma esfera armilar. No interior reflecte-se uma grandeza rígida, onde a nave é comprida e de grande altura e sobressaem azulejos de padrões do séc. XVI. Na capela-mor merece atenção a abóbada apainelada, de pedra de Ançã, material abundante na região, utilizado em muitos monumentos desta parte de Portugal. Repare-se ainda no retábulo, muito interessante por reproduzir o desenho e a decoração do portal da fachada do templo.

 

6. Convento de Jesus

A fachada actual do convento data do séc. XVIII e nela se inscrevem três portais com bonitos frontões, vendo-se o brazão real no do meio. O edifício conserva alguns espaços que serviam à vivência conventual: o átrio, onde funcionava a portaria, o claustro do séc. XV, que conserva uma colunata renascentista, algumas capelas manuelinas decoradas com azulejos e a casa do capítulo. No interior da igreja merece especial atenção a capela-mor pelo notável trabalho de talha dourada, de finais do séc. XVI, a lembrar uma obra de ourivesaria. Nas paredes forradas com painéis de azulejos vêem-se seis telas representando momentos da vida de Santa Joana Princesa, filha do Rei D.Afonso V.

Convento de Jesus
Convento de Jesus

No coro baixo da igreja, onde as religiosas assistiam aos ofícios litúrgicos, encontra-se o túmulo de Santa Joana, peça de exímia execução com finíssimos embutidos de mármores italianos de diversas cores. A sua instalação foi autorizada por bula do Papa Pio II, em 1461. O túmulo está envolvido por uma decoração parietal de talha, azulejos e mármore, sob um tecto policromo – estilo barroco. Trabalharam nele artistas portugueses, devendo-se o seu desenho a Manuel Antunes, arquitecto régio. Iniciada a obra em 1699, por mando de D. Pedro II, só em 1711 nele seriam colocadas as cinzas da Infanta, a quem Aveiro dedica uma festa religiosa a 12 de Maio (feriado municipal), efeméride da sua morte, que inclui uma peregrinação a este local, e procissão, essencialmente litúrgica, da qual fazem parte elementos civis, como damas, cavaleiros, infantes, pagens e outras figuras.

 

7. Costa Nova

Parte do colorido e da beleza de Aveiro é indissociável dos famosos palheiros da Costa Nova. Estas construções típicas, utilizadas originalmente pelos pescadores da zona para guardar os materiais de pesca, foram sendo aproveitados ao longo dos anos como casas de veraneio. Implantadas à beira da praia, saúdam o mar com as suas fachadas pintadas de riscas de cores garridas. Deixe-se conquistar pela simplicidade calorosa do espírito piscatório da Costa Nova, ainda tão presente nos seus areais, e descubra a praia, a povoação e a história desta região. E descobrir as praias vizinhas da Vagueira ou de Mira. Uma verdadeira viagem no tempo!

Costa Nova
Costa Nova

Ao longo de Oitocentos os pescadores de Ílhavo foram-se fixando na Costa Nova, uma vez que esta nova zona de costa possibilitava um acesso ao mar menos perigoso que o de São Jacinto. Começaram então a construção dos palheiros, armazéns e abrigos dos homens do mar e dos barcos da faina da Ria. Os palheiros originais eram construídos com materiais locais, erguendo-se sobre estacas assentes no areal seco da Costa Nova, com o tabuado exterior disposto na horizontal e pintado de vermelho vivo, saudando o mar com cor e energia. O espaço interior era amplo, sem qualquer divisão, cumprindo a sua função de ser nada mais que um armazém desafogado. Com o passar dos anos, alguns pescadores começaram a transformar os palheiros adaptando-os a espaços de alojamento que passaram a acolher famílias na época de veraneio.

 

8. Museu de Arte Nova

O Museu Arte Nova, sedeado num dos imóveis mais emblemáticos entre o património desta corrente artística, é o centro interpretativo da extensa rede de motivos Arte Nova disseminados por toda a cidade de Aveiro.

Museu de Arte Nova
Museu de Arte Nova

Mais do que repor o ambiente ornamental de uma habitação Arte Nova, este núcleo museológico trata a Arte Nova como argumento didáctico, pretendendo levar o visitante a reflectir sobre os pressupostos da revolução estética que este movimento proporcionou e melhor compreender os seus reflexos que ainda se manifestam na actualidade. A visita a este núcleo não fica completa sem a visita à Casa de Chá situada no rés-do-chão.

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