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Os 12 melhores doces típicos de Portugal

Não há terrinha em Portugal que não tenha o seu doce típico regional. A gula é um pecado e... uma paixão. Conheça os 12 melhores doces típicos de Portugal.

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10. Pastel de Feijão

Pastel de Feijão
Pastel de Feijão

O pastel de feijão é um doce típico de Portugal, confeccionado em Torres Vedras desde os finais do século XIX. Embora a receita varie um pouco consoante o fabricante, tem como ingredientes base a amêndoa e o feijão branco cozido.

D. Joaquina Rodrigues, habitante de Torres Vedras no final do século XIX, é a autora original desta receita, que confeccionava somente para pessoas dentro do seu círculo privado. O modo de confecção é posteriormente passado a conhecidos e familiares, como D. Maria, a primeira pessoa a comercializar os pastéis, e Maria Adelaide Rodrigues da Silva (Mazinha). Álvaro de Fontes Simões, casado com Mazinha, explora comercialmente o fabrico dos pastéis, que rapidamente alcançam sucesso além das fronteiras da vila. Nesta altura são confeccionadas algumas dúzias de pastéis por dia.

 

11. Ovos moles de Aveiro

Ovos moles de Aveiro
Ovos moles de Aveiro

Trata-se de um doce regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aqui existentes até ao século XIX – dominicanas, franciscanas a carmelitas, nomeadamente o Mosteiro de Jesus de Aveiro.

As religiosas utilizavam a clara de ovo para engomar os hábitos, enquanto que as gemas, para que não fossem desperdiçadas, se constituíram na base para a feitura do doce. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras. Desde o início da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a sua venda durante a paragem dos comboios na estação de Aveiro, feita por mulheres usando trajes regionais.

 

12. Travesseiros de Sintra

Travesseiros de Sintra
Travesseiros de Sintra

Etnográfica e historicamente, os Travesseiros da Piriquita são, de todos os doces sintrenses, o mais recente. Surgido da actividade pasteleira de uma família da Vila, em meados de 1940, quando Constança Luísa dos Santos Cunha, neta da fundadora da antiga Casa das Queijadas da Piriquita, cria com a sua arte e o seu engenho um afecto de doçaria, dando fundamento e testemunho a um novo conceito de “tradição evolutiva” dos paladares sintrenses.

O fabrico deste novo doce, feito de massa folhada, doce de ovos, amêndoas e açúcar que ultrapassa, então e deste modo, os infortúnios e as dificuldades de um tempo conturbado pela guerra, pela escassez e pelo racionamento dos produtos, vai-se transformar em algo universalmente reconhecido como um dos ex-libris de Sintra.

Desta nova mistura harmoniosa de ingredientes que a imaginação de gerações descendentes de Constança Gomes, em outros tempos, alcunhada, aos olhos e gulosice de uma atenção de Rei, como Piriquita, mediu, pesou e laborou em tachos, panelas, alguidares e colheres de pau, saiu um verdadeiro acto cultural. E, apesar de hoje, o processo de fabrico decorrente adoptar novas fontes de energia e novos equipamentos e utensílios, o doce saído nos tabuleiros dos fornos, «feitos à hora de vender», por vontade da matriarca Maria Leonor Cunha, são sempre suculentos, estaladiços, cremosos, aromáticos. Enfim, polvilhados de açúcar e de predicados que preenchem a memória dos saberes e o paladar dos sabores.

36 COMENTÁRIOS

  1. A «Bola de Berlim» é típica de? Adivinhem! É difícil… Berlim! Alemanha! Ya! Genau!
    Mas o autor ou autora do artigo não tem noção do que escreve?!
    Há tanta doçaria tradicional conventual portuguesa e foi buscar um doce berlinense, trazido para Portugal pelos refugiados da 2ª Guerra?!
    Mas quão baixos estão o espírito crítico e a cultura em Portugal?!
    Será caso para perguntar se sabe «qual é a côr do cavalo branco de Napoleão»?!

    • Caro Pedro, como poderá ler no artigo, a bola de berlim é referida como sendo semelhante à berliner alemã, mas com algumas diferenças que a tornam única, nomeadamente no tipo de recheio.

      • Usando a mesma lógica, então o bacalhau à Gomes de Sá que em tempos comi num restaurante de Diamantina (Minas Gerais, Brasil) e que trazia, a acompanhar, à parte, uma travessa de arroz e outra de feijão (em que aliás nem toquei), também deixou de ser um prato português e passou a ser um prato brasileiro…

        • Perdeu a chance de comer o feijão mais gostoso do mundo. A comida mineira para mim é a mais gostosa do Brasil. Mas eu adoro doce português. Pena que aqui no Brasil não se encontra muito e é caro.

    • Quanto às “Bolas de Berlim”, o autor do artigo e o Pedro Alves têm razão e não têm. A Bola de Berlim nasceu em Berlim, criada por um judeu esfomeado que para sustentar a família começou a fazer as ditas bolas fritando num caldeirão sobre a lareira. Era recheada com uma espécie de creme de queijo a que se juntavam frutos que variavam de acordo com a época e a bolsa. Por isso vieram ter a Portugal na Segunda Guerra, assim como a outros pontos do mundo, como é o caso do Brasil. Aqui o recheio começou a ser feito com doce de ovos, mais fácil de arranjar que os frutos silvestres existentes na Alemanha. No entanto, a “Bola de Berlim” até é universal, ou seja: um bolo de massa levedada, frito e recheado, seja lá com aquilo que for. Fazem companhia a outros doces, mais ou menos universais. Portugueses mesmo são os Pastéis de Belém, que ingleses, russos e companhia bem tentam copiar. Alentejano, logo português, parece ser o “Bolo Real”. Quanto à “Sericaia”, até podemos dizer que é nossa, mas na Ásia encontramos uma sobremesa parecidíssima, só muda a farinha, que naquela parte do mundo é de arroz e não de trigo.
      Voltando às “Bolas de Berlim”, eu ainda sou descendente do judeu esfomeado que começou a fazê-las.

    • Eu amo bolas de berlin. E as bolas de berlin podem ter sido trazidas da alemanha mas não tem nada a ver com as “berliner”. As berliner tem uma massa mais seca e macuda e menos doce, são recheadas com doces, por exemplo de fambroesa, morango ou pesegos. E não são fritas. As nossas bolas de berlim são fofas, macias e recheadas com doce de ovos.
      Deixem de ser tão criticos! As nossas bolas de berlim são nossas e as melhores

  2. As clarinhas de esposende são parecidas ás trutas do algarve onde se fazem com doce de batata, cenoura ou amendoa, é pena que só refiram aos doces do norte e centro do país, é sempre assim, o sul nem parece que tem doçaria, e alguns são bem melhores que mtos desses ai.

  3. As clarinhas não são de Esposende! São as famosas CLARINHAS DE FÃO! Esposende é o concelho, e só.
    Estou a dizer isto porque um verdadeiro fangueiro sente-se ofendido com esta situação.

  4. Vejo que há um grande desacordo ao referir-mo-nos aos diferentes doces típicos, titulando-os de uma determinada Região.
    Há efectivamente, como acabem de mencionar, uma grande alteração no que se refere aos diferentes doces típicos em termos de origem, porque cada um, tem sempre a tentação de os enriquecer ou empobrecer depende do ponto de vista, adicionando-lhes uma ou outra iguaria.
    Isto passa-se com as bolas de Berlim que hoje já têm recheio, Os Croissants que aparecem com os mais variados recheios, Etc., Etc.. O que é preciso é não perderem a identidade mesmo sofram qualquer modificação.

    • Precisamente… toda a doçaria do Baixo Mondego (os pastéis de Tentugal, as barrigas de freira, as queijadas de Tentugal, as queijadas de Pereira, o Arroz Doce – feito com arroz carolino, …) parece ter sido esquecida…

  5. se e pasteleiro faços os de portugal vai ver sao bem presentados e gostosos ja setive embordeux e desejava o de ca nao gosto de pasteis de cor

  6. Lista de melhores doces portugueses que não inclui papo de anjo não está completa (não sei se em Portugal leva o mesmo nome, mas a receita é portuguesa, e é bom de mais).

  7. Não são aqui falados aqueles que mais gosto e aprecio, especialmente a saírem do forno, e na sua origem, perto de Coimbra, como tive a oportunidade de com eles me deliciar em 2016: “Pastéis de Tentúgal”! Simplesmente Divinal!
    Sempre que entre Lisboa, Porto, Lisboa, passava por Coimbra, já desde há muitos anos, era paragem obrigatória para os pastéis de Tentúgal “comer e levar para casa”.

  8. Aconselho que conheçam os pastéis dez Vouzela. Parecem ter tido uma origem semelhante aos de Tentúgal, mas são completamente diferentes quer no folhado (muito mais fino), quer no recheio.

  9. Pois é cada um opinando conforme suas experiencias. Para mim a Bola de Berlim da minha infância não tinha recheio, tinha uma textura mais fofa (aerada) e revestida apenas de açúcar e canela, mais que suficiente, para ser uma delícia. Recheada conheci no Brasil. pela diversidade de povos pensei que fosse inspiração dos Donut Americano que pode ser em bola ou anel.
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