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Os 12 melhores doces típicos de Portugal

Não há terrinha em Portugal que não tenha o seu doce típico regional. A gula é um pecado e... uma paixão. Conheça os 12 melhores doces típicos de Portugal.

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7. Bola de Berlim

Bola de Berlim
Bola de Berlim

A bola de Berlim (Portugal) ou sonho (Brasil) é um bolo tradicional semelhante à Berliner alemã. Ao contrário desta, normalmente recheada com doces vermelhos (morango, framboesa, etc.), é recheada com um doce amarelo chamado creme pasteleiro. O recheio é colocado através de um golpe lateral, sendo sempre visível.

Os sonhos são fritos e polvilhados com açúcar, antes de serem recheados com um creme patissier. Crê-se que as bolas alemãs têm um diâmetro um pouco menor e são normalmente polvilhadas com açúcar mais fino.

Em Portugal, é possível encontrar bolas de Berlim na maioria das pastelarias, que, por vezes, também as apresentam sem recheio. São muito consumidas nas praias do sul do país.

No Brasil, são conhecidas como sonho e são muito consumidas no país. A sua comercialização passou a dar-se no início do século XX em padarias de São Paulo, com o aproveitamento das sobras das massas de pão. São apresentadas recheadas, geralmente com creme pasteleiro ou doce de leite.

 

8. Toucinho do Céu

Toucinho do Céu
Toucinho do Céu

Toucinho do céu é uma das sobremesas tradicionais de Portugal e de Espanha. À base de ovos e açúcar, originou-se nos conventos, razão da denominação colectiva de doçaria conventual desta categoria de doces.

Consiste numa espécie de bolo feito com açúcar em ponto pérola ao qual se adicionam amêndoas moídas, por vezes, doce de gila e, finalmente, uma grande porção de gemas de ovos. O nome Toucinho do Céu deve-se ao facto de a versão original ter banha de porco como ingrediente. Faz-se em todo o país, com diferenças de região para região, sendo os toucinhos do céu mais afamados os de Guimarães, Murça e Trás-os-Montes.

 

9. Clarinhas de Esposende

Clarinhas de Esposende
Clarinhas de Esposende

Clarinha são pastéis em forma de rissol recheado com chila ou gila. É originário da vila de Fão, Esposende. No convento do Menino de Jesus de Barcelos faziam-se uns pastéis com recheio de abóbora chila batida com gemas de ovos a que chamaram Clarinhas. Hoje são conhecidas como Clarinhas de Fão, freguesia de Esposende onde a sua produção se popularizou.

Nos anos 20 ou 30 eram conhecidos como pastéis de chila ou de Fão, mas entretanto começaram a ganhar muita fama na zona do Porto e em Barcelos, e foi então que se lembraram de atribuir um nome aos pastéis.

33 COMENTÁRIOS

  1. A «Bola de Berlim» é típica de? Adivinhem! É difícil… Berlim! Alemanha! Ya! Genau!
    Mas o autor ou autora do artigo não tem noção do que escreve?!
    Há tanta doçaria tradicional conventual portuguesa e foi buscar um doce berlinense, trazido para Portugal pelos refugiados da 2ª Guerra?!
    Mas quão baixos estão o espírito crítico e a cultura em Portugal?!
    Será caso para perguntar se sabe «qual é a côr do cavalo branco de Napoleão»?!

    • Caro Pedro, como poderá ler no artigo, a bola de berlim é referida como sendo semelhante à berliner alemã, mas com algumas diferenças que a tornam única, nomeadamente no tipo de recheio.

      • Usando a mesma lógica, então o bacalhau à Gomes de Sá que em tempos comi num restaurante de Diamantina (Minas Gerais, Brasil) e que trazia, a acompanhar, à parte, uma travessa de arroz e outra de feijão (em que aliás nem toquei), também deixou de ser um prato português e passou a ser um prato brasileiro…

    • Quanto às “Bolas de Berlim”, o autor do artigo e o Pedro Alves têm razão e não têm. A Bola de Berlim nasceu em Berlim, criada por um judeu esfomeado que para sustentar a família começou a fazer as ditas bolas fritando num caldeirão sobre a lareira. Era recheada com uma espécie de creme de queijo a que se juntavam frutos que variavam de acordo com a época e a bolsa. Por isso vieram ter a Portugal na Segunda Guerra, assim como a outros pontos do mundo, como é o caso do Brasil. Aqui o recheio começou a ser feito com doce de ovos, mais fácil de arranjar que os frutos silvestres existentes na Alemanha. No entanto, a “Bola de Berlim” até é universal, ou seja: um bolo de massa levedada, frito e recheado, seja lá com aquilo que for. Fazem companhia a outros doces, mais ou menos universais. Portugueses mesmo são os Pastéis de Belém, que ingleses, russos e companhia bem tentam copiar. Alentejano, logo português, parece ser o “Bolo Real”. Quanto à “Sericaia”, até podemos dizer que é nossa, mas na Ásia encontramos uma sobremesa parecidíssima, só muda a farinha, que naquela parte do mundo é de arroz e não de trigo.
      Voltando às “Bolas de Berlim”, eu ainda sou descendente do judeu esfomeado que começou a fazê-las.

    • Eu amo bolas de berlin. E as bolas de berlin podem ter sido trazidas da alemanha mas não tem nada a ver com as “berliner”. As berliner tem uma massa mais seca e macuda e menos doce, são recheadas com doces, por exemplo de fambroesa, morango ou pesegos. E não são fritas. As nossas bolas de berlim são fofas, macias e recheadas com doce de ovos.
      Deixem de ser tão criticos! As nossas bolas de berlim são nossas e as melhores

  2. As clarinhas de esposende são parecidas ás trutas do algarve onde se fazem com doce de batata, cenoura ou amendoa, é pena que só refiram aos doces do norte e centro do país, é sempre assim, o sul nem parece que tem doçaria, e alguns são bem melhores que mtos desses ai.

  3. As clarinhas não são de Esposende! São as famosas CLARINHAS DE FÃO! Esposende é o concelho, e só.
    Estou a dizer isto porque um verdadeiro fangueiro sente-se ofendido com esta situação.

  4. Vejo que há um grande desacordo ao referir-mo-nos aos diferentes doces típicos, titulando-os de uma determinada Região.
    Há efectivamente, como acabem de mencionar, uma grande alteração no que se refere aos diferentes doces típicos em termos de origem, porque cada um, tem sempre a tentação de os enriquecer ou empobrecer depende do ponto de vista, adicionando-lhes uma ou outra iguaria.
    Isto passa-se com as bolas de Berlim que hoje já têm recheio, Os Croissants que aparecem com os mais variados recheios, Etc., Etc.. O que é preciso é não perderem a identidade mesmo sofram qualquer modificação.

    • Precisamente… toda a doçaria do Baixo Mondego (os pastéis de Tentugal, as barrigas de freira, as queijadas de Tentugal, as queijadas de Pereira, o Arroz Doce – feito com arroz carolino, …) parece ter sido esquecida…

  5. se e pasteleiro faços os de portugal vai ver sao bem presentados e gostosos ja setive embordeux e desejava o de ca nao gosto de pasteis de cor

  6. Lista de melhores doces portugueses que não inclui papo de anjo não está completa (não sei se em Portugal leva o mesmo nome, mas a receita é portuguesa, e é bom de mais).

  7. Não são aqui falados aqueles que mais gosto e aprecio, especialmente a saírem do forno, e na sua origem, perto de Coimbra, como tive a oportunidade de com eles me deliciar em 2016: “Pastéis de Tentúgal”! Simplesmente Divinal!
    Sempre que entre Lisboa, Porto, Lisboa, passava por Coimbra, já desde há muitos anos, era paragem obrigatória para os pastéis de Tentúgal “comer e levar para casa”.

  8. Aconselho que conheçam os pastéis dez Vouzela. Parecem ter tido uma origem semelhante aos de Tentúgal, mas são completamente diferentes quer no folhado (muito mais fino), quer no recheio.

  9. Pois é cada um opinando conforme suas experiencias. Para mim a Bola de Berlim da minha infância não tinha recheio, tinha uma textura mais fofa (aerada) e revestida apenas de açúcar e canela, mais que suficiente, para ser uma delícia. Recheada conheci no Brasil. pela diversidade de povos pensei que fosse inspiração dos Donut Americano que pode ser em bola ou anel.
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