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Os 12 melhores doces típicos de Portugal

Não há terrinha em Portugal que não tenha o seu doce típico regional. A gula é um pecado e... uma paixão. Conheça os 12 melhores doces típicos de Portugal.

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4. Tortas de Azeitão

Torta de Azeitão
Torta de Azeitão

A origem da torta de Azeitão remonta ao final do século XIX e começa pelas mãos de Manuel Rodrigues, mais conhecido como “o Cego”. Casado com uma fada da cozinha e pai de uma talentosa doceira, “o Cego” deu nome a uma das mais famosas e tradicionais pastelarias em Portugal.

Manuel Rodrigues e a sua família são responsáveis pela criação de algumas das receitas doces mais apreciadas no país – e entre elas, claro, está a receita da torta de Azeitão.

Graças às habilidosas mãos da sua esposa, D. Maria Albina, o Cego tornou-se, primeiramente, num famoso fabricante das deliciosas roscas em forma de S, que passaram a ser muito conhecidas na região. A filha do casal, que também era dotada para a cozinha, mais tarde, inventou uma série de outros doces que depressa se notabilizaram em Azeitão.

A pastelaria O Cego, em Azeitão, comercializa as originais tortas de Azeitão desde 1901 e o seu símbolo faz ainda alusão às roscas em S que iniciaram o caminho desta família na doçaria regional.

 

5. Pudim Abade de Priscos

Pudim Abade de Priscos
Pudim Abade de Priscos

O pudim abade de Priscos é um pudim típico de Braga, Portugal sendo uma das poucas receitas que o abade de Priscos transmitiu para o público.

O Abade de Priscos, de seu nome Manuel Joaquim Machado Rebelo, pároco da freguesia de Priscos, concelho de Braga, onde esteve colocado 47 anos, para além de outras virtudes foi, sem dúvida, um dos maiores cozinheiros portugueses do século XIX e dessa justa e merecida fama gozou não só na região como em todo o País. Durante a sua longa existência preparou grandes e sumptuosos banquetes para homenagear reis, príncipes, prelados, ministros, núncios apostólicos e figuras iminentes da aristocracia, da política, das artes e das letras.

É considerado uma iguaria fina e poucos restaurantes o incluem na sua ementa. Actualmente, é confeccionado apenas nalgumas casas onde é respeitada a receita original, sendo muito apreciado como sobremesa.

 

6. Brisa do Lis

Brisa do Lis
Brisa do Lis

O Lis é o rio que banha Leiria. Esta é uma cidade associada às trovas do rei Lavrador (D. Diniz). A origem das Brisas do Lis parece ter sido, no século XVII, o Convento de Santa Ana que pertencia à ordem das Dominicanas e que ficou a dever a sua fundação a D. Catarina de Castro, filha do 2° Duque de Bragança.

Apenas existe a tradição oral de doceiras que receberam a informação de doceiras mais velhas. É um dos símbolos desta cidade, cuja receita é feita de segredo e de amêndoa. Parece que a receita das genuínas desapareceu e por isso há quem diga que as que se encontram não são iguais às velhas brisas do «Colonial».

33 COMENTÁRIOS

  1. A «Bola de Berlim» é típica de? Adivinhem! É difícil… Berlim! Alemanha! Ya! Genau!
    Mas o autor ou autora do artigo não tem noção do que escreve?!
    Há tanta doçaria tradicional conventual portuguesa e foi buscar um doce berlinense, trazido para Portugal pelos refugiados da 2ª Guerra?!
    Mas quão baixos estão o espírito crítico e a cultura em Portugal?!
    Será caso para perguntar se sabe «qual é a côr do cavalo branco de Napoleão»?!

    • Caro Pedro, como poderá ler no artigo, a bola de berlim é referida como sendo semelhante à berliner alemã, mas com algumas diferenças que a tornam única, nomeadamente no tipo de recheio.

      • Usando a mesma lógica, então o bacalhau à Gomes de Sá que em tempos comi num restaurante de Diamantina (Minas Gerais, Brasil) e que trazia, a acompanhar, à parte, uma travessa de arroz e outra de feijão (em que aliás nem toquei), também deixou de ser um prato português e passou a ser um prato brasileiro…

    • Quanto às “Bolas de Berlim”, o autor do artigo e o Pedro Alves têm razão e não têm. A Bola de Berlim nasceu em Berlim, criada por um judeu esfomeado que para sustentar a família começou a fazer as ditas bolas fritando num caldeirão sobre a lareira. Era recheada com uma espécie de creme de queijo a que se juntavam frutos que variavam de acordo com a época e a bolsa. Por isso vieram ter a Portugal na Segunda Guerra, assim como a outros pontos do mundo, como é o caso do Brasil. Aqui o recheio começou a ser feito com doce de ovos, mais fácil de arranjar que os frutos silvestres existentes na Alemanha. No entanto, a “Bola de Berlim” até é universal, ou seja: um bolo de massa levedada, frito e recheado, seja lá com aquilo que for. Fazem companhia a outros doces, mais ou menos universais. Portugueses mesmo são os Pastéis de Belém, que ingleses, russos e companhia bem tentam copiar. Alentejano, logo português, parece ser o “Bolo Real”. Quanto à “Sericaia”, até podemos dizer que é nossa, mas na Ásia encontramos uma sobremesa parecidíssima, só muda a farinha, que naquela parte do mundo é de arroz e não de trigo.
      Voltando às “Bolas de Berlim”, eu ainda sou descendente do judeu esfomeado que começou a fazê-las.

    • Eu amo bolas de berlin. E as bolas de berlin podem ter sido trazidas da alemanha mas não tem nada a ver com as “berliner”. As berliner tem uma massa mais seca e macuda e menos doce, são recheadas com doces, por exemplo de fambroesa, morango ou pesegos. E não são fritas. As nossas bolas de berlim são fofas, macias e recheadas com doce de ovos.
      Deixem de ser tão criticos! As nossas bolas de berlim são nossas e as melhores

  2. As clarinhas de esposende são parecidas ás trutas do algarve onde se fazem com doce de batata, cenoura ou amendoa, é pena que só refiram aos doces do norte e centro do país, é sempre assim, o sul nem parece que tem doçaria, e alguns são bem melhores que mtos desses ai.

  3. As clarinhas não são de Esposende! São as famosas CLARINHAS DE FÃO! Esposende é o concelho, e só.
    Estou a dizer isto porque um verdadeiro fangueiro sente-se ofendido com esta situação.

  4. Vejo que há um grande desacordo ao referir-mo-nos aos diferentes doces típicos, titulando-os de uma determinada Região.
    Há efectivamente, como acabem de mencionar, uma grande alteração no que se refere aos diferentes doces típicos em termos de origem, porque cada um, tem sempre a tentação de os enriquecer ou empobrecer depende do ponto de vista, adicionando-lhes uma ou outra iguaria.
    Isto passa-se com as bolas de Berlim que hoje já têm recheio, Os Croissants que aparecem com os mais variados recheios, Etc., Etc.. O que é preciso é não perderem a identidade mesmo sofram qualquer modificação.

    • Precisamente… toda a doçaria do Baixo Mondego (os pastéis de Tentugal, as barrigas de freira, as queijadas de Tentugal, as queijadas de Pereira, o Arroz Doce – feito com arroz carolino, …) parece ter sido esquecida…

  5. se e pasteleiro faços os de portugal vai ver sao bem presentados e gostosos ja setive embordeux e desejava o de ca nao gosto de pasteis de cor

  6. Lista de melhores doces portugueses que não inclui papo de anjo não está completa (não sei se em Portugal leva o mesmo nome, mas a receita é portuguesa, e é bom de mais).

  7. Não são aqui falados aqueles que mais gosto e aprecio, especialmente a saírem do forno, e na sua origem, perto de Coimbra, como tive a oportunidade de com eles me deliciar em 2016: “Pastéis de Tentúgal”! Simplesmente Divinal!
    Sempre que entre Lisboa, Porto, Lisboa, passava por Coimbra, já desde há muitos anos, era paragem obrigatória para os pastéis de Tentúgal “comer e levar para casa”.

  8. Aconselho que conheçam os pastéis dez Vouzela. Parecem ter tido uma origem semelhante aos de Tentúgal, mas são completamente diferentes quer no folhado (muito mais fino), quer no recheio.

  9. Pois é cada um opinando conforme suas experiencias. Para mim a Bola de Berlim da minha infância não tinha recheio, tinha uma textura mais fofa (aerada) e revestida apenas de açúcar e canela, mais que suficiente, para ser uma delícia. Recheada conheci no Brasil. pela diversidade de povos pensei que fosse inspiração dos Donut Americano que pode ser em bola ou anel.
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