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Os 10 lugares abandonados mais fantásticos de Portugal

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Foto: Antero Pires

Por todo o país, infelizmente, abundam os lugares abandonados à sua sorte e ao destino. As causas são várias e vão do desleixo dos proprietários ao desleixo das autoridades e, por vezes, à falta de condições económicas para manter ou recuperar os edifícios. Parte deste valioso património ao abandono é constituído por edifícios de elevado valor histórico, com importância local e nacional, e que deveriam ser recuperados e assim manter viva a memória e a história do nosso povo. Descubra 10 fantásticos locais abandonados em portugal.

 

1. Palácio do Rei do lixo – Coina

Esta estranha torre encontra-se situada na freguesia de Coina e é um marco da região. Foi mandada construir por Manuel Martins Gomes Júnior , conhecido como Rei do lixo, de forma a mostrar a sua grandiosidade. Há quem diga que ele construiu o palácio para que conseguisse avistar a propriedade que possuía em Alcácer do Sal. A história do Palácio do Rei do Lixo remonta ao século XVIII. Sabe-se pouca coisa sobre estes tempos, apenas que a propriedade pertencia a D. Joaquim de Pina Manique, irmão de Diogo Inácio Pina Manique, o fundador da Casa Pia.

Palácio do Rei do Lixo

Foi no século XIX que a propriedade foi adquirida por Manuel Martins Gomes Júnior, a personagem mais importante desta história. Nascido no seio de uma família pobre a 11 de Novembro de 1860, Manuel Gomes fez a sua fortuna a comprar e vender lixo. Natural de Santo António da Charneca, uma freguesia a cinco quilómetros do palácio, o comerciante conseguiu juntar uma pequena fortuna com este negócio.

 

2. Sanatório do Caramulo – Tondela

Este é um dos 19 Sanatórios situados no Caramulo. O Caramulo, como estância Sanatorial, foi criado em 1921 (a única vila portuguesa criada de raiz) e foi a primeira vila a dispor de saneamento básico e electricidade. Esta “Vila sanatorial”, criada pelo médico Jerónimo de Lacerda, nasceu com a finalidade de tratar doentes com tuberculose.

Foto: Oscar Sanches

Quando Jerónimo de Lacerda abriu o Grande Hotel, em 1922, estava longe de imaginar que estava a fazer história em Portugal. Em Paredes do Guardão, como era conhecida na época a vila do Caramulo, no município de Tondela, na altura o médico só pensava no potencial dos “bons ares” da serra para receber hóspedes convalescentes — na altura sem tuberculose.

 

3. Castelo da Dona Chica – Braga

O Castelo da D. Chica foi mandado construir por Francisca Peixoto de Sousa, quando decorria o ano de 1915. D. Francisca, ou D. Chica, tinha nascido no Brasil, tendo por isso mandado trazer diversas espécies arbóreas do seu país, espécies essas que ainda hoje existem na mata envolvente. Ao longo dos anos, este castelo mudou de proprietário por diversas vezes, o que fez com que as suas obras de construção se fossem arrastando ao longo dos tempos, de modo que só ficaram concluídas já em 1991.

Foto: Susana Sá

Ainda antes da sua conclusão, o Castelo foi reconhecido como Imóvel de Interesse Público, mediante o despacho de 20 de Fevereiro de 1985. Apesar de ter recebido essa classificação, actualmente o Castelo da D. Chica encontra-se abandonado e num processo de degradação que se tem vindo a arrastar, devido a uma disputa judicial que envolve várias entidades.

 

4. Casal do Passal – Cabanas de Viriato

A Casa do Passal, não só pelo facto de estar abandonada mas por ter sido a casa do ilustre Aristides de Sousa Mendes, diplomata português que durante a II Guerra Mundial salvou mais de 30.000 vidas da perseguição Nazi (considerada como a maior acção de salvamento empreendida por uma pessoa individual). Por esse acto de desobediência, Sousa Mendes pagou um preço muito elevado e a sua casa abandonada e em ruínas foi durante décadas um símbolo dessa injustiça.

Foto: Pedro Ribeiro

Hoje em dia, a Casa do Passal foi classificada Monumento Nacional e foi-lhe dado um novo alento, graças à visão dos governantes Pedro Saraiva e Celeste Amaro e a milhares de pessoas de todo o mundo que deram o seu apoio desde o primeiro instante! Finalmente, a Fénix renasce das cinzas e o sonho torna-se realidade!

 

5. Hotel Monte Palace – S. Miguel, Açores

O Hotel Monte Palace de São Miguel, no Miradouro Vista do Rei, com luxuriosas vistas para a Lagoa das Sete Cidades, foi o primeiro hotel de 5 estrelas da ilha e chegou a empregar cerca de 100 pessoas. Abriu as portas em 1989 e apesar da sua grandiosidade, permaneceu apenas 2 anos aberto.

Foto: Rui Sousa

Hoje restam apenas as ruínas, de um imponente hotel, com 88 quartos – suite presidencial, 4 suites de luxo, 4 quartos com sala, 27 quartos duplos e 52 suites júniores.

 

6. Palácio de Midões – Tábua

Este palácio ocupa a parte central da freguesia de Midões no concelho da Tábua. A data da construção é desconhecida. O bonito Palácio de Midões encontra-se hoje em avançado estado de degradação.

Foto: Rui Sousa

É um palácio brasonado e com características arquitectónicas interessantes, incluindo estatuetas no telhado. Não se encontra mobilado e algumas parcelas do chão estão já caídas. Encontra-se à venda por quase 600.000€.

 

7. Casa do Professor – Oliveira de Azeméis

A Quinta do Parreira, ou Casa do Professor, em Oliveira de Azeméis, é mais um caso de património edificado que se encontra num estado lastimável. É uma casa lindíssima de estilo romântico, que teve vários proprietários ao longo dos anos e ficou conhecida pelo nome de dois desses proprietários. Por fora é imponente, assemelhando-se a um palacete, mas é por dentro que revela a sua beleza arquitectónica, especialmente nos relevos dos tectos. O seu primeiro proprietário, terá sido um tal Doutor Aguiar, médico da região e rico proprietário, que entrou para a posteridade por prestar ajuda aos mais carenciados conterrâneos, proporcionando-lhes emprego nas propriedades que detinha na região do Porto e na quinta de Riba Ul.

Foto: Gastão Silva

Depois esta propriedade terá sido vendida no primeiro quartel do Séc. XX, a Domingos Parreira, um ilustre cidadão com origens em Cabreiros, no concelho de Arouca, que terá conquistado simpatias em de Riba-Ul, por ter arranjado trabalho aos locais, na extracção de volfrâmio, na sua terra natal. Por morte deste último proprietário a quinta passou, depois de uma conturbada herança, para a posse de um sobrinho, que a deixou aos seus descendentes emigrantes na Terra Nova, e consequentemente, votada ao abandono. Foi também nesta casa que segundo se conta, viveu durante a sua infância o Doutor António de Castro Alves Ferreira.

 

8. Convento de S. Francisco do Monte – Viana do Castelo

Este convento situa-se na freguesia de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo. Foi um dos três primeiros conventos da Ordem dos Frades Menores a ser erguido.

Foto: João Sousa

O “convento” foi comprado pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em 2001, para ali serem instalados alguns serviços da universidade mas entretanto nada de concreto foi feito. Enquanto isso, este local é de todos nós. É relativamente difícil de encontrar mas o acesso para a visita às ruínas é simples. O local é bonito e a paisagem é incrível mas, ao mesmo tempo, é triste perceber que este espaço foi esquecido pelo tempo e pela cidade. Ainda assim é uma aventura engraçada e dá para aproveitar o tempo livre de uma forma calma e próxima da natureza.

 

9. Convento de Seiça – Figueira da Foz

Mandado construir por D. Afonso Henriques em 1175, em louvor à Virgem Maria devido a um milagre recebido junto da capelinha de Nossa Senhora de Seiça. D. Afonso Henriques morreu sem ver finalizada a construção do convento.

Foto: Artur Dias

Entretanto no início do século passado, caía a monarquia e iniciava-se um futuro muito incerto para este importante monumento. O Mosteiro foi vendido a privados e estes novos proprietários transformaram-no numa unidade industrial de descasque de arroz, a qual terá terminado a sua laboração por volta de 1976. Ainda são visíveis alguns vestígios dessa transformação.

 

10. Termas Águas Radium – Sabugal

Reza a lenda que neste lugar, construído no inicio do século XX, Don Rodrigo (conde espanhol) terá curado a sua filha de uma grave doença de pele, com recurso as águas radioactivas deste lugar.

Termas Águas Radium
Termas Águas Radium

O complexo termal foi leiloado em Lisboa, e posteriormente comprado por Ramiro Lopes, com a intenção de transformar o local num hotel de luxo. Em 2000, Ramiro Lopes vendeu a propriedade ao seu irmão, com o projecto de construir, numa primeira fase, um hotel de luxo (a partir das actuais ruínas) com campo de golfe e piscinas, e numa segunda fase seria trabalhada a parte termal.

20 COMENTÁRIOS

  1. Saludos desde caracas
    Penso que estas instalações devem entregues a impressas privadas para serem recuperadas e transformadas em sitios turísticos livre de impostos até ser recuperada essa inversão
    Logo mas a frente devem ter um trato especial
    Á muitos lusos fora de Portugal querendo envestir em Portugal e o governo não os tomam isso em conta e só pensão na corrupção
    Querem ajudar a Portugal fecilentem inversão dos emigrantes muito pelo mundo uns 10 milhões com os luso descendestes
    Muito obrigado
    Assim um país na vai pra frente

    • Oxalá, Manuel Gilberto, tais locais sejam adquiridos e recuperados por luso-descendentes, pois o que vemos nas localidades históricas são investimentos de não descendentes endinheirados que vêm a passeio, apaixonam-se e acabam criando raízes. Os descendentes, via de regra, não dispõem dos muitos milhões necessários para adquirir e restaurar um imóvel em local histórico. É o que se vi nos locais onde estive, como Paraty e Cartagena de Índias.

    • Proposta boa e inteligente, vinda de um Português que ama a sua Pátria.
      Seria o enriquecimento do nosso País, não só pelo recuperação do património degradado, mas também pelas divisas que entrariam dos turistas que neles (lugares maravilhosos), poderiam desfrutar de excelentes momentos de laser.
      Um grande abraço para o autor desta mensagem, e, oxalá ela chegue a muitos milhões de Portuguses espalhadas pelo Mundo.
      Ninguém, mais do que o emigrante, sabe dar valor ao BERÇO DE OURO que é o nosso PAÍS.
      J. Botelho (19.maio.2016)

  2. e uma vergonha temos lucais muito bonintos ao abadono mas os portugueses estao anestesiados cegos e cobardos nao disem nada a esses ladrois que o enterence d’eles e so a algibeira e que conta a révolucao vai chegar a portugal mas em bicicleta quando chegar espérons que os portugueses ja esteijao acordados para a luta bjs a todos os portugueses de dois mil km da onde?

    • Estes monumentos estão à venda se tem assim tanta vergonha comece por comprar um e ponha o em funcionamento isto é que eu queria ver agora falar e não fazer nada é fazer parte dos cobardes dos quais fala

  3. Ouvi dizer que o Zezito mais conhecido por R44 vai doar 20 milhões de euros parte do dinheiro que sacou durante o período em que foi ministro e 1º ministro de Portugal…

  4. Um país que tem o turismo como principal fonte de renda era para já ter restaurado todos estes prédios degradados transnformando-os em algo produtivo não só financeiro como social com emprêgos.
    Se Portugal fosse uma Monarquia parlamentar certamente não teria socialistas da laia dos que tem e não estaria passando as dificuldades que está. É pena mas ainda assim é um pequeno grande país lindo, maravilhoso que deve orgulhar todos os portugueses e luso descendentes que o conhecem como eu.

    • Tem toda a razão! Em 1900 Portugal era ainda dos mais desenvolvidos da Europa.
      O povo altamente instruído vestia-se em Paris e comia do melhor. A mortalidade infantil era zero, a esperança de vida a mais elevada do mundo. Havia cuidados médicos para todos. Palácios para todos, lindas cidade, ruas muito limpas, jardins e parques muito cuidados. No tempo da monarquia Portugal era o PARAÍSO na Terra!

  5. Entreguem-me um imóvel de cada vez eu começo por os recuperar e transformo-os de forma a que sejam auto sustentáveis, pois de forma a que nunca voltam a estar neste estado

  6. É uma pena deixar acabar tão valioso patrimônio. Aí em Portugal não existe um orgão que cuida de monumentos antigos? Acho que é a UNESCO, que é responsável por reconstruir essas obras antigas. Aqui no Brasil é a UNESCO quem vai recuperando aos poucos. Pelo que li, não é só no Brasil que os políticos estão roubando sem limites.

  7. É mesmo pena estas abandonos contudo estas casas nem sempre foram gloriosas por vezes foram construídas com dinheiro sacado no Brasil, depois por vezes viviam graça a uma certa escravidão de quem lá trabalhava sol a sol.
    Todos concordamos que o nosso cantinho é bonito mas sejamos modestos porque os outros também tem patrimônios lindíssimos, sejamos modestos porque a nossa história de valentes nem sempre foi tanto gloriosa como nos ensinaram, tenho a sorte de ter viajado para o Brasil, Índia, África, ultimamente Sri-Lanka e quando converso com as populações eles olham para Portugal mais como ladrões, assassínios que valentes,
    Amigos sejamos modestos, á 500 anos que andamos armados em valentes e continuamos a ser o país mais pobre et atrasado da Europa, fora o bloco soviético claro..

  8. É um belo site o vosso,
    Dá vontade de criticar algumas das opiniões vistas por aí.
    É claro que temos muito património. Também é claro que o património se defende quando é útil, quando as pessoas utilizam. Isto significa que há coisas que efetivamente não podem ser utilizadas a não ser através de um imenso investimento público. Falta saber se ele é sustentável.
    quando o Costa pretende fazer reabilitação urbana levanta-se um coro de protestos. Ora, sem ovos nunca se fizeram omeletes.
    também gostaria de fazer um reparo à forma como alguns comentadores escrevem.
    Erros qualquer pessoa comete. Mas o nível de iliteracia que estes comentários demonstram é assustador. Que tal usar um corrector ortográfico?

  9. Um dos maiores patrimónios dos portugueses é a sua Língua, o português, que tal como o seu património arquitectónico está de rastos, quer pelo malogrado Acordo Ortográfico, quer pelos erros que por aí vemos escritos, tal como vemos nos comentários nestes sítios da Internet. Comecem por reabilitar a Língua Portuguesa, é de graça! Depois vamos por novamente os edifícios como novos, mas quando houver dinheiro (Eu gosto do verdadeiro português, não respeito o A.O.1990).

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