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O que visitar no Alentejo?

Não é surpreendente que o Alentejo esteja cada vez mais na moda. São muitas as maravilhas desta região. Afinal, o que visitar no Alentejo?

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7. Castelo de Vide

Castelo de Vide
Castelo de Vide

Situada nas fraldas da serra de São Mamede, a vila de Castelo de Vide é uma das mais pitorescas localidades no norte alentejano. O carácter romântico da vila de Castelo de Vide, associado aos seus jardins, abundância de vegetação, clima ameno e proximidade da serra de São Mamede, tornou-a conhecida por “Sintra do Alentejo” (esta designação é atribuída ao rei D. Pedro V). Dentro do perímetro das muralhas de Castelo de Vide com as suas ruas características existe um notável conjunto de obras de arte, tais como: fontes, igrejas, portais góticos, casas nobres e a Judiaria. Numa encosta virada para a nascente e adossada ao velho casco medieval desenvolve-se a Judiaria de Castelo de Vide. Num acentuado declive serpenteiam as estreitas calçadas que se desenvolvem desde a Porta da Vila, no castelo, até à Fonte da Vila, em tudo semelhantes ás que formam o restante núcleo medieval de Castelo de Vide. Torna-se interessante verificar que a comunidade judaica de Castelo de Vide evoluiu entre dois espaços fundamentais – o velho Largo do Mercado e a vetusta Fonte da Vila. O Judeu, pela sua vivência em diáspora, ligou-se fundamentalmente, ás actividades mercantis, justificando-se, mutuamente mercado e judiaria, no mesmo espaço – encosta nascente do Castelo. Ainda que de difícil delimitação urbana, a Judiaria de Castelo de Vide desenvolveu-se, fundamentalmente, pelas ruas da Fonte, do Mercado, do Arçário, do Mestre Jorge, da Judiaria, da Ruinha da Judiaria, da actual Rua dos Serralheiros e da Rua Nova. A amplitude deste espaço pode compreender-se devido à proximidade de Castelo de Vide com a fronteira castelhana. O Édito de 1492, promulgado pelos Reis Católicos, Fernando e Isabel, provocou uma deslocação maciça de famílias judías que procuravam, do lado de cá da fronteira, a paz que as profecias lhes negavam em terra estranha. Datará dessa altura o desenvolvimento comercial e manufactureiro que veio a caracterizar, posteriormente, Castelo de Vide. Não só nas artes e ofícios se notabilizou a comunidade judaica de Castelo de Vide, tendo brilhado também os seus filhos na botânica e medicina, como nos provam os nomes de Garcia de Orta e Mestre Jorge o Físico.

8. Mértola

Mértola
Mértola

Com vestígios que remontam ao Neolítico, o Concelho de Mértola apresenta, actualmente, sítios arqueológicos que nos permitem regressar ao passado sem a ajuda da máquina do tempo.

Apesar da concentração de vestígios na Vila de Mértola (Criptopórtico, Torre Couraça, casa romana e vias romanas), podem também encontrar-se vestígios de menor dimensão em todo o Concelho.

Com a adopção do catolicismo pelos romanos, os cidadãos de Mértola acompanharam os sinais de mudança, facto testemunhado pelos vestígios arqueológicos representativos de locais de culto e enterramento na cidade (basílicas Paleocristãs do Rossio do Carmo e da Alcáçova onde se observa um baptistério octogonal).

Na Torre de Menagem do Castelo encontram-se expostas um conjunto de materiais arquitectónicos, dos Sécs. VI a IX, que atestam a presença dos visigodos neste território, onde se destaca colunas e pilastras recolhidas um pouco por todo o Concelho.

Com a invasão dos povos do Norte de África, liderados por Tarik em 711, Mértola ganha uma nova dinâmica, passando a ser o porto mais Ocidental do Mediterrâneo. A excepcional posição geográfica no último troço navegável do Guadiana será determinante para o crescimento e apogeu de Martulah. A cidade cresce e sobre o antigo Forúm romano é edificado um bairro almoada onde, depois de vinte anos de escavações, é possível identificar com clareza as habitações com os seus vários compartimentos, os tradicionais pátios centrais das casas árabes e as ruas. Tendo sido este, o período de maior dinamismo da urbe, Mértola apresenta hoje no Museu de Mértola um núcleo de Arte Islâmica, o que de mais representativo se pode conhecer dessa época.

Nos anos oitenta a Vila de Mértola começou através da arqueologia a descobrir e a conhecer melhor o seu passado e a transformar esse imenso património em factor de desenvolvimento económico e cultural.

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