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O que visitar em Lisboa?

Lisboa está repleta de bairros típicos, monumentos, palácios... A escolha é muita e pode confundir os turistas. Afinal, o que visitar em Lisboa?

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Lisboa
Lisboa

 

Lisboa ergue-se nas suas 7 colinas sobre o rio Tejo, banhada por uma luz única. Capital de Portugal desde a sua conquista aos Mouros em 1147, Lisboa é uma cidade lendária com mais de 20 séculos de história e o mais importante pólo turístico do País. Dos edifícios pombalinos da Baixa, com fachadas de azulejos, às estreitas ruas medievais dos Bairros típicos de Alfama e do Bairro Alto, onde à noite se pode ouvir o fado e usufruir de um divertida vida nocturna, aos inúmeros museus e lojas, Lisboa é uma cidade com várias opções.

São variados os pontos de interesse turístico da cidade, mas alguns são absolutamente imperdíveis. É o caso do Castelo de S. Jorge, de onde se avista Lisboa em toda a sua magnificência, passando pela velha Mouraria, pela Sé Patriarcal, pela Baixa Pombalina, o Mosteiro dos Jerónimos, exemplo mais marcante do estilo manuelino, classificado pela UNESCO como “Património Cultural de toda a Humanidade”; a Torre de Belém, construída na época dos Descobrimentos, a Basílica da Estrela.

 

1. Mosteiro dos Jerónimos

O Mosteiro dos Jerónimos situa-se perto da costa da freguesia de Belém. O mosteiro é um dos monumentos mais importantes da arquitectura estilo manuelino em Lisboa, considerado Património Mundial pela UNESCO em 1983, juntamente com a vizinha torre de Belém.

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Mosteiro dos Jerónimos – Uxio

O mosteiro foi mandado construir por D. Manuel I para perpetuar a memória do Infante D. Henrique. Foi fundado em 1496, na altura como Mosteiro de Sta. Maria de Belém. Aqui se encontram sepultados alguns rei portugueses como D. Manuel I e sua mulher, D. João II e sua mulher, e alguns poetas como Luís Vaz de Camões e Fernando Pessoa.

 

2. Torre de Belém

A Torre de Belém é uma torre fortificada, localizada na freguesia de Santa Maria de Belém. É Património Mundial devido ao papel significativo que desempenhou nas descobertas marítimas portuguesas. O edifício foi encomendado pelo rei João II para ser parte de um sistema de defesa na foz do rio Tejo e uma porta de entrada para Lisboa.

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Torre de Belém

Construída em 1515 como uma fortaleza para proteger a entrada do Porto de Lisboa, a torre de Belém foi o ponto de partida para muitas das viagens de descoberta, e para muitos os marinheiros foi a última

 

3. Palácio Nacional da Ajuda

O Palácio Nacional da Ajuda é um monumento neoclássico na freguesia de Ajuda da cidade de Lisboa. Foi construído no local de um edifício de madeira temporário para abrigar a família real após o terramoto de 1755. Foi originalmente iniciado pelo arquitecto Manuel Caetano de Sousa mas, mais tarde, foi confiado a José da Costa e Silva e Francisco Xavier Fabri, que planearam um elegante edifício em estilo neoclássico moderno.

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Palácio Nacional da Ajuda

Desde 1019 que o Palácio Nacional da Ajuda é um monumento nacional, não só a antiga habitação real e museu de artes decorativas mas também a sede de outras instituições portuguesas ligadas à cultura e palco de cerimónias protocolares.

 

4. Castelo de São Jorge

Declarado Monumento Nacional em 1910, pouco antes da implantação da República, o Castelo de São Jorge ergue-se na mais alta colina de Lisboa e foi desde muito cedo um espaço aprazível para a ocupação humana, datando do século II a.C. a primeira fortificação conhecida. Intervenções arqueológicas permitiram registar testemunhos de ocupação desde pelo menos o século VI a.C.. Fenícios, Gregos, Cartaginenses, Romanos e Muçulmanos por aqui passaram.

Castelo de São Jorge
Castelo de São Jorge

O Castelo sofreu importantes intervenções de restauro na década de 1940 e no final da década de 1990, que tiveram o mérito de reabilitar o monumento, actualmente um dos locais mais visitados pelo turista na cidade de Lisboa. O monumento oferece aos visitantes os jardins e miradouros de onde se pode observar a cidade em todo o seu esplendor, um espectáculo multimédia (Olisipónia), uma câmara escura (Torre de Ulisses – viagem de 360º sobre Lisboa), espaço de exposições, sala de reuniões/recepções (Casa do Governador) e loja temática.

 

5. Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa, também conhecido como Elevador do Carmo, é um dos monumentos mais interessantes da Baixa, centro histórico lisboeta. Concebido por Raoul Mesnier du Ponsard, o elevador liga a Baixa ao Bairro Alto e apresenta um design neogótico romântico. Abriu em 1902, altura em que funcionava a vapor, e em 1907 começou a trabalhar a energia eléctrica, sendo o único elevador vertical em Lisboa a prestar um serviço público.

Elevador de Santa Justa – Joe Price

Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas). A bilheteira localiza-se por trás da torre, nos degraus da Rua do Carmo. Os passageiros podem subir ou descer pelo elevador dentro de duas elegantes cabinas de madeira com acessórios de latão. No topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo.

 

6. Convento do Carmo

Mandado construir em 1389 pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, o Convento da Ordem do Carmo ergue-se numa posição privilegiada, sobranceira ao Rossio (Praça de D. Pedro IV), e próxima ao morro do Castelo de São Jorge. A igreja do convento, que já foi a principal igreja gótica de Lisboa, ficou em ruínas devido ao Terramoto de 1755 e é uma das principais marcas deixadas pelo terramoto ainda visíveis na cidade.

Convento do Carmo

O convento eventualmente passou a ser uma dependência militar e, durante a Revolução dos Cravos, foi no quartel do Carmo que o Presidente do Conselho do Estado Novo, Marcelo Caetano, se refugiou dos militares revoltosos. Actualmente as ruínas são sede do Museu Arqueológico do Carmo.

 

7. Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos foi inaugurado em 1960 como comemoração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique. A sua fachada tem esculpidas 33 figuras ilustrativas da época dos Descobrimentos, sendo que a mais imponente é a do Infante D. Henrique.

Padrão dos Descobrimentos

Ao seu lado está um mapa do Mundo desenhado no chão, com todas as rotas que os portugueses traçaram durante os Descobrimentos. É possível subir ao topo deste monumento para ter acesso a uma vista deslumbrante sobre o Rio Tejo e Belém.

 

8. Panteão Nacional

O Panteão Nacional está situado na Igreja de Santa Engrácia e existe desde 1916. Muitas figuras da história portuguesa estão lá sepultadas, como por exemplo Amália Rodrigues, Almeida Garrett e alguns Presidentes da República.

Panteão Nacional
Panteão Nacional

Estão também presentes memoriais dedicados a algumas figuras importantes da história portuguesa que não estão lá sepultadas, como Luís de Camões, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, entre outros.

 

9. Igreja de São Vicente de Fora

As origens do Mosteiro de São Vicente são bem antigas (por aqui terão mesmo as tropas de D. Afonso Henriques ficado acampadas aquando a importante tomada de Lisboa aos Mouros, em 1147), contudo o presente edifício foi construído entre 1582 e 1629, pelo plano do muito conceituado Filippo Terzi. A fachada do Templo, atribuída a Baltazar Álvares, apresenta um estilo Maneirista sóbrio, de influência Italiana mas adaptado ao estilo Português, ladeado por torres e albergando as imagens de Santo Agostinho, São Sebastião e São Vicente.

São Vicente de Fora – Joe Price

Este modelo arquitectónico viria a constituir a base das fachadas dos templos construídos nas colónias Portuguesas em África, Índia, Macau ou Brasil. O interior do Templo em forma de cruz de Cristo apresenta uma única nave coberta pela célebre abóbada, albergando o maior órgão de Lisboa, datado de 1765.  Merece destaque a azulejaria azul e branca com cenas das fábulas de La Fontaine, presente nos claustros e dependências monásticas. O conjunto alberga ainda o Panteão da Casa de Bragança desde 1885, onde estão sepultados alguns dos reis e figuras monárquicas da Dinastia, sendo visitáveis os Claustros e a Igreja.

 

10. Igreja de São Roque

A Igreja de São Roque é uma igreja católica em Lisboa, dedicada a São Roque e mandada edificar no final do século XVI, com colaboração de Afonso Álvares e Bartolomeu Álvares. Pertenceu à Companhia de Jesus, sendo a sua primeira igreja em Portugal, e uma das primeiras igrejas jesuítas em todo o mundo.

Igreja de São Roque
Igreja de São Roque

Foi a igreja principal da Companhia em Portugal durante mais de 200 anos, antes de os Jesuítas terem sido expulsos do país no século XVIII. A igreja de São Roque foi um dos raros edifícios em Lisboa a sobreviver ao Terramoto de 1755 relativamente incólume. Tanto a igreja como a residência auxiliar foram cedidas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para substituir os seus edifícios e igreja destruídos no sismo. Continua a fazer parte da Santa Casa hoje em dia.

 

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