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O outro lado do Natal: tradição do Azevinho leva planta ao limiar da extinção

É uma das mais clássicas tradições de Natal. Mas enfeitar a casa com azevinho está a contribuir para que a planta esteja em vias de extinção.

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Azevinho

Fortemente associado à época de Natal, o azevinho é um arbusto de médio porte que, vestindo-se de verde e vermelho, caracteriza-se pelas suas folhas espinhosas, bagas vermelhas e uma longevidade que pode atingir os 300 anos.

O azevinho nasce espontaneamente em quase toda a Europa, especialmente nas zonas menos degradadas da Europa Ocidental e do Norte. Mas também é possível encontrar o arbusto do Natal em locais tão distintos como a Ásia Ocidental (Turquia e Irão), no Norte de África (Tunísia e Marrocos) e nalgumas regiões do sudeste americano. Regra geral, o azevinho é encontrado em bosques, matos e sebes; em solos leves, húmidos e ricos em matéria orgânica; perto de carvalhos e pinheiros, em locais sombrios ou ensolarados, pois, floresce bem em qualquer um dos cenários. Tão belo quanto antigo, sabia que, precisamente devido ao seu crescimento lento, o azevinho pode mesmo tornar-se num arbusto ou pequena árvore centenária?

Em Portugal, é comum encontrar o azevinho nas Serras do Larouco, Barroso, Padrela, Alvão, Marão, Montemuro e Lapa, entre outras regiões florestais. Porém, e devido à recolha intensa das plantas femininas desta espécie, impedindo-a de se reproduzir e colocando-a, consequentemente, na lista das plantas em vias de extinção, o arranque, o corte total ou parcial, o transporte e a venda do azevinho espontâneo é proibido por lei em Portugal desde 1989 (Decreto-Lei 423/89 e Decreto-Lei 254/2009 de 24 de Setembro que revogou aquele diploma).

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