Início Cultura Metro de Lisboa: arte debaixo do solo

Metro de Lisboa: arte debaixo do solo

Desde a construção das suas primeiras estações na década de cinquenta, que a preocupação em dotar os espaços públicos de condições estéticas que amenizem os efeitos negativos de um ambiente subterrâneo, tem sido uma constante no Metropolitano de Lisboa.

3557
0
COMPARTILHE
Alvalade - Jaime Silva

A primeira geração de estações tem como ponto de referência, a nível da conceção arquitetónica e plástica, os nomes do Arqt.º Keil do Amaral e da pintora Maria Keil que, perante os condicionalismos económicos da época, executaram um trabalho de excelente qualidade e transformaram o Metro num exemplo paradigmático do tratamento dos espaços públicos.

Olaias - Jaime Silva
Olaias – Jaime Silva

O Arqt.º Keil do Amaral detinha já uma larga experiência na conceção destes espaços bem como de instalações para operadores de transportes, tendo sido de sua autoria o projeto do edifício da aerogare do Aeroporto da Portela, em Lisboa. Para o Metro elaborou o projeto de estação-tipo, modelo que viria a ser utilizado com poucas modificações até 1972, quando se completou a extensão a Alvalade.

Oriente - Jaime Silva
Oriente – Jaime Silva

Todas as onze estações iniciais inauguradas em dezembro de 1959, com exceção da estação Avenida, tinham revestimentos da autoria de Maria Keil que, de acordo com orientações expressas do Conselho de Administração, não deveria utilizar no seu trabalho motivos figurativos.

Campo Grande - Jaime Silva
Campo Grande – Jaime Silva

A preocupação de dotar os espaços públicos com revestimentos de qualidade deve-se à ação do Presidente do Metro de então, Eng.º Francisco de Mello e Castro, numa atitude precursora demonstrando uma clara compreensão de como devem ser geridos espaços públicos, mesmo numa época de orçamentos reduzidos.

Saldanha - Jaime Silva
Saldanha – Jaime Silva

Em 1988, com a inauguração das extensões Sete Rios/Colégio Militar e Entre Campos/Cidade Universitária surge uma segunda geração de estações e graças à ação do então Presidente do Conselho de Gerência, Dr. Pestana Bastos, foi retomada a intenção original de dotar os espaços públicos deste meio de transporte com intervenções de artistas contemporâneos de renome.

Cidade Universitária - Jaime Silva
Cidade Universitária – Jaime Silva

Para esse efeito foram convidados cinco artistas plásticos, Rolando Sá Nogueira, Júlio Pomar, Manuel Cargaleiro, Maria Helena Vieira da Silva e Eduardo Nery, cujas obras enriquecem hoje, respetivamente, as estações Laranjeiras, Alto dos Moinhos, Colégio Militar, Cidade Universitária e Campo Grande.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here