Início Viagens Mata da Margaraça: assim era a floresta portuguesa no século XIII

Mata da Margaraça: assim era a floresta portuguesa no século XIII

Trata-se de um recanto único no centro de Portugal e é o melhor exemplo da floresta que cobria o país há 800 anos: a Mata da Margaraça.

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Mata da Margaraça
Mata da Margaraça

Classificada como Reserva Natural e Reserva Biogenética do Conselho da Europa, a Mata da Margaraça é um dos mais bem preservados exemplos da floresta primitiva que cobria estas serranias xistosas. Foi outrora uma das mais importantes áreas agrícolas da freguesia da Benfeita, Arganil, onde ainda é possível observar um moinho de rodízio horizontal junto à ribeira, bem como uma antiga represa e levada de água, mas com o abandono dos terrenos, a floresta foi recuperando o que era seu.

Mata da Margaraça
Mata da Margaraça

A Mata da Margaraça está documentalmente referenciada desde a segunda metade do séc. XIII. Dela saiu madeira para o retábulo da Igreja da Sé Nova (Coimbra) e para a construção de uma antiga ponte sobre o Mondego, em Coimbra.

No início do séc. XVIII também forneceu madeira para a construção do Convento de Santo António na AX Vila Cova do Alva. Actualmente é propriedade do ICNF.

Mata da Margaraça
Mata da Margaraça

A partir do reinado de D. Afonso III, esta mata, então Quinta de Margaraz, foi propriedade dos Bispos Condes de Coimbra, altura em que o então titular, D. Egas Fafe, a adquiriu. No séc. XIX, foi incluída na lista de “bens nacionais”, após a derrota dos Miguelistas. Em finais do mesmo século foi adquirida por particulares, entrado na posse do Estado em 1985.

Na quinta de Margaraça chegaram a trabalhar 16 famílias de rendeiros, o que indica a boa fertilidade do solo e a exploração intensiva a que foi sujeita. Dessa presença humana são testemunho vários edifícios, nomeadamente a Casa Grande, onde pernoitava o proprietário, a Casa da Eira, a Casa das Lamaceiras, a azenha, o forno de refugo e a Casa dos Caseiros.

Mata da Margaraça
Mata da Margaraça

Hoje abundam por aqui carvalhos, castanheiros, azevinhos, ulmeiros, nogueiras e cerejeiras, que dão um plácido encanto bucólico a este passeio, durante o qual se impõem, também, uma visita atenta ao pequeno núcleo museológico da Casa da Eira.

Está referenciada desde a segunda metade do séc. XIII e dela saiu madeira para o retábulo da Igreja da Sé Nova (Coimbra) ou para a construção de uma antiga ponte sobre o Mondego, em Coimbra.

Mata da Margaraça
Mata da Margaraça

Actualmente é uma das mais notáveis florestas de folha caduca existentes em Portugal, que se desenvolve numa encosta entre os 600 e os 850 metros de altitude, onde abundam árvores como carvalhos, castanheiros, cerejeiras, azevinhos, freixos, nogueiras, loureiros ou arbustos como o folhado e o medronheiro, entre muitos outros.

Mas há outros tesouros, bem mais raros e aos quais também convém estar atento, como as várias espécies de orquídeas, algumas delas bastante raras, que se abrigam nesta mata.

 

5 PERCURSOS

A entrada na Mata da Margaraça é gratuita e no seu interior existem 5 percursos pedestres, que possibilitam conhecer ao pormenor toda esta área protegida. O ICNF disponibiliza ainda um serviço pago para visitas guiadas. Pode ser visitada ao longo de todo o ano, mas é na Primavera e no Outono, que este território se revela em todo o seu esplendor.

 

A FRAGA DA PENA

Fraga da Pena
Fraga da Pena

A poucos quilómetros da mata da Margaraça, a cascata da Fraga da Perna é uma das mais belas da Serra do Açor, com a sua sucessão de quedas de água, a última das quais com mais de 20 metros, que se precipita da fraga formando uma encantadora piscina natural.

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