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Língua Portuguesa: 36 erros de português que o vão fazer corar de vergonha

Um artigo que pretende ser um autêntico manual de bom uso da Língua Portuguesa: se não quer dar erros de português, comece por verificar estes 36.

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Língua Portuguesa
Língua Portuguesa

 

A Língua Portuguesa é riquíssima no seu vocabulário, nos seus sons e nos seus sotaques. É considerada como sendo um dos mais belos idiomas do mundo para ser usado em poesia ou em música por causa do seu carácter doce e melodioso. No entanto, a Língua Portuguesa é também desrespeitada e mal usada por muitas pessoas. Mas temos que admitir: por vezes é mesmo complicado perceber se realmente estamos a falar ou a escrever bem o nosso idioma. Por isso mesmo acreditamos que este artigo pode resolver a muitas das suas dúvidas de português. Se não quer dar erros quando fala ou quando escreve, preste atenção aos exemplos seguintes!

Hadem convir que todos os dias são cometidos verdadeiros atentados á língua portuguesa. Derivado a isso, resolve-mos ir há procura dos erros mais frequentes, e irritantes, de português. Na frase anterior, à quatro e nesta há um. Sabe quais?

 

Hades é o deus do mundo inferior e dos mortos, na mitologia grega, mas há quem insista em usá-lo em lugar de hás de, a forma correta da segunda pessoa do singular do presente do indicativo do verbo haver com a preposição de.

 

Este é um erro fatal e quando aparece escrito, por exemplo, no mural de Facebook de alguém, constitui justa causa para desamigamento. Estamos é a conjugação, no presente do indicativo, da primeira pessoa do plural do verbo estar e é uma palavra só, sem hífen.

 

Derivado de. Devido a. Tão simples.

 

Não. À leva acento grave. Algumas pessoas teimam no acento agudo, o que é uma injustiça para o grave, tão pouco usado na língua portuguesa. À é das poucas palavras que o tem. Façam-lhe justiça.

 

Por vezes confunde-se o à com o há, sobretudo quando o verbo haver é usado para descrever a passagem do tempo. Quando queremos dizer que foi há pouco tempo, usamos o h, há, do verbo haver. Já se quisermos dizer que precisamos de ir às compras, dispensamos o h e vamos.

 

Há o nome ou substantivo masculino grama, que é uma unidade de medida de massa e há o nome ou substantivo feminino grama, conceito semelhante a relva. Diz-se um grama, dois gramas, duzentos gramas.

 

«Destrocar» existe. É desmanchar a troca. Compra um bolo de chocolate e tem um insecto lá dentro. Devolve o bolo. Opera uma destroca, ou simplesmente, destroca. Deformação popular é empregar o verbo no sentido de trocar notas por moedas.

 

Há dois anos, há quatro jogos, há duas aulas. Acaso seria possível há duas semanas à frente ou ao lado?

 

A cerca media um metro. O presidente recusa falar acerca de novas contratações. Veja todas as notícias acerca do que se passa na Líbia. Há cerca de doze anos, deixei de fumar.

 

«Beje é um erro ortográfico e beige é francês. A cor é bege.

 

Persistimos na confusão do adjectivo «bom» com o advérbio «bem». «Estás bom?» e «estás boa?». A pergunta deve ser: «Estás bem?» Quem utiliza o «bom» ou «boa» que faça o exercício de utilizar os antónimos: «Estamos/passaste mau/má?». Quando expressamos assentimento, aquiescência, digamos «está bem» – como dizemos «está mal» – e nunca «está bom».

 

Damos um conselho. Os ministros reúnem-se num conselho de ministros. Temos conselhos científicos e outros órgãos colegiais. Temos os concelhos de Loures, de Sintra, ou seja, a ideia de circunscrição territorial.

 

«Com certeza» – duas palavras. Com ou sem certeza. Não existe «concerteza».

 

Para tudo e mais alguma coisa, os portugueses dizem e escrevem «situação constrangedora». Constranger é impedir os movimentos, comprimir, subjugar, coagir. Constrangido é que foi forçado, obrigado, coagido. Confrangedor é aquilo que aflige, atormenta, angustia, «causa dor».

 

Despensa é o pequeno compartimento da casa onde guardamos os produtos alimentares. Dispensa é o ato de dispensar, a permissão para não executar um dever ou um trabalho.

 

«Desfolhar» é tirar folhas ou pétalas. Quem desfolha livros… arranca as páginas. «Folhear» é ler apressadamente, virando as páginas com ritmo acima da leitura normal.

 

Evacuam-se espaços. Não se evacuam pessoas. As pessoas evacuam, claro está, no sentido de expelir excrementos. Etimologicamente, evacuar é esvaziar. Em situações extremas, as pessoas são desalojadas.

 

«Fossemos» – lemos a primeira vogal como u – é do verbo fossar, revolver a terra com o focinho. «Fôssemos» é do verbo ser e do verbo ir. A importância de um acento circunflexo.

 

A política do Governo não foi de encontro às ideias da tróica. Foi ao encontro das ideias da tróica. «Ir de encontro a» significa tão só esbarrar fisicamente, implica colisão.

 

A palavra é «insossa». Insosso, do latim insulsu, «sem sal» «sem sabor».

 

O termo em português é «inclusive», palavra latina que entrou tal qual na língua portuguesa. O seu antónimo é «exclusive».

 

Tanto pode dizer «já» como «agora». Já agora é uma redundância não-intencional, ou seja, um lugar comum.

 

A palavra correta é «losango» do francês losange.

 

Leitor, quando emprega esta expressão, pretende transmitir a ideia de imundície? Pretende dizer mal e suinamente?, mal e sordidamente? A expressão original é «mal e parcamente» que significa «fez mal e, ainda por cima, fez pouco».

 

A expressão é «morrer de fome». Como morrer de tédio, de ciúmes, de riso. Ter morrido ao frio não significa que se tenha morrido de frio.

 

Onde é um locativo, localiza no espaço e por isso não deve substituir, como abusivamente tem feito, o em que ou o na qual. Por exemplo: um período da minha vida onde, um filme onde, uma música onde, uma frase onde. Tudo errado. Em que e na qual seriam a fórmula adequada.

 

A expressão idiomática é «ovelha ronhosa». Provém de «ronha» e não de «ranho».

 

Estamos perante um particípio passado – no caso em apreço, do verbo ver. A expressão correta é «pelo visto». Perante aquilo que foi visto.

 

Por que razão se lê «quanto muito» todos os dias? Muito parece pedir «quanto». A condição quando muito equivale à condição «no máximo».

 

Correctamente, «reouvéssemos».

 

A expressão acertada e lógica «é saudades de ti».

 

«Come menos doces, senão engordas»: a palavra senão utiliza-se sempre que queiramos transmitir a ideia de «caso contrário», «de outra forma», «de outro modo», «de contrário», «excepto», «defeito». Já «se não» tem outro sentido: «se não te apressas, chegas atrasado».

 

Alguém dorme sob a ponte se dormir debaixo da ponte e dorme sobre o jornal se o jornal estiver debaixo do seu corpo. A situação está sob controlo.

 

A expressão é ter que ver. «Ter que ver» como «ter pouco que fazer».

 

Correcto é «colher as impressões digitais». Se tirasse as impressões digitais, ficaria sem elas – imagine a sua pele a ser rasgada, o sangue…

 

Em português, grafa-se «ioga».

Fonte: noticiasmagazine.pt

 

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4 COMENTÁRIOS

  1. Como posso imprimir?????
    Há artigos da Vortex que consigo,outros não-.(como por exemplo..este!!
    Obrigada
    Maria de Lurdes

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