Início Cultura Língua Portuguesa: 12 palavras que nasceram apenas nos últimos 20 anos

Língua Portuguesa: 12 palavras que nasceram apenas nos últimos 20 anos

A Língua Portuguesa está em constante evolução. Novas palavras surgem e outras mudam de significado. Descubra alguns exemplos.

19386
1
Língua Portuguesa
Língua Portuguesa

A Língua Portuguesa está em constante evolução. A necessidade de adaptação às novas tecnologias e/ou tendências conduz, muitas vezes, à adopção de novas palavras, geralmente formadas por justaposição de palavras já existentes ou “roubadas” a outros idiomas.

Sejamos honestos: existe sempre uma tradução em Língua Portuguesa para cada palavra adoptada a partir de outros idiomas. No entanto, em muitos casos, são raras as vezes que os falantes do idioma de Camões utilizam a versão portuguesa da palavra. Por exemplo: todos utilizamos “bife” em vez de “beef” mas raras são as pessoas que escrevem “coquetel” em vez de “cocktail”.

Outro caso digno de registo é o das palavras que mudam de significado com o tempo. Poderemos considerar que são palavras novas? Talvez não, mas o facto de terem adquirido um significado diferente do original leva-nos também a incluir algumas dessas palavras nesta lista. A palavra “penso”, por exemplo, designava comida para gado (e em várias regiões do interior de Portugal, ainda significa). E que dizer da palavra “carregador”? Soa, obviamente, a alguém que carrega algo mas, hoje em dia, é mais utilizada para designar o aparelho que se usa para repor a bateria do seu telemóvel (outra palavra nova).

Descubra 12 palavras que nasceram apenas nos últimos 20 anos ou, em alguns casos, palavras que mudaram de significado nas últimas décadas desde que passaram a ser utilizadas em outros contextos.

 

1. Adoçante

“Substância que adoça, usada como um substituto do açúcar.” Aspartame é o mais conhecido entre os substitutos artificiais. Há muita polémica à volta dos benefícios/malefícios do seu uso. E os açucareiros nunca mais foram os mesmos.

 

2. Carregador

Se antes era um “homem que, em estações ferroviárias ou rodoviárias, aeroportos ou hotéis” se encarregava de “transportar malas ou outros volumes”; agora, usamos a palavra vulgarmente, mas para nos referirmos ao “aparelho que se liga à corrente eléctrica e permite recarregar baterias ou pilhas”. Passamos a vida a pedi-los (provisoriamente) emprestados para recarregar telemóveis (palavra que encontrará mais adiante).

 

3. Clonagem

“Processo de obter várias células vivas com o mesmo património genético, ou seja, um clone, a partir de uma única célula, bactéria ou organismo.” Lembram-se da ovelha Dolly? Não foi assim há tanto tempo.

 

4. Drone

“Pequeno avião não tripulado, telecomandado ou programado, geralmente usado em missões de reconhecimento”, associado a prática militar. Por extensão, diz o dicionário: “Veículo ou dispositivo que se movimenta em determinado meio, geralmente no ar, através de controlo remoto e frequentemente dotado de aparelho para registo ou transmissão de imagens.” Eles andam aí…

 

5. Exoplaneta

Falemos de Astronomia e vamos ao encontro de “planetas extra-solares”. Quando se escreve “exoplaneta”, estamos a referir-nos a um planeta que não pertence ao sistema solar, uma vez que orbita uma estrela diferente do Sol”. Há 25 anos nenhum tinha sido ainda descoberto. A partir de 1995, os cientistas não pararam de detectar planetas em redor de estrelas.

 

6. Hostel

Substantivo masculino que se traduz por “estabelecimento que fornece serviços de alojamento, em quartos privados ou colectivos (dormitórios) a preços inferiores aos de um hotel”. Provém do inglês, hostel, que também significa “albergue”. Portugal tem vindo a ficar bem cotado nesta tipologia de alojamento. (Na linha de palavras ligadas ao turismo em uso crescente desde 1990, também poderíamos ter escolhido “gourmet”, “brunch”, “lounge”, “vintage” ou “tuk-tuk”.)

 

7. Internet

“Rede informática internacional, de origem norte-americana, que permite a troca de mensagens e a obtenção ou difusão de informação.” Não fosse ela e o leitor não estaria aí desse lado do ecrã a ler o que escrevemos deste. Também se lhe referimos como Web (de World Wide Web), Net ou Rede. Resultado de pesquisas e procedimentos militares durante a Guerra Fria, a Internet começou a alcançar a população em geral a partir de… 1990. (A Internet trouxe com ela muitas palavras. Deixamos aqui alguns exemplos: “online”, “link”, “browser”, “download”, “site”, blogue, “wiki”, “wireless” ou “smiles”, mas também Google, Yahoo, Youtube, Twitter, Instagram, etc. etc.).

 

8. Reciclagem

Hoje, esta palavra já não tem novidade, digamos assim. É o “tratamento de resíduos ou matérias usadas de maneira a poderem ser reutilizados” ou ainda “actualização pedagógica, cultural, administrativa, científica, etc”. Também se pode falar em “reconversão”. Mas nem sempre foi assim. E finalmente temos uma palavra que não nos chegou pelo inglês, mas pelo francês, “recyclage”. Ça nous plaît… (Isso agrada-nos.) Palavras associadas: “ambiente”, “biodiversidade”, “ecopontos”, “co-incineração”, “créditos de carbono”, “fiscalidade verde”…

 

9. Telemóvel

Toda a gente sabe agora o que é um “telemóvel” (smartphone no Brasil), mas o aparelho (e por conseguinte a palavra) não existe assim há tanto tempo. “Telefone portátil, alimentado por bateria, que estabelece comunicação com outros aparelhos sem necessitar de uma ligação física fixa (cabo) à rede de telecomunicações.” Com os avanços tecnológicos ocorridos entretanto, com iPhones, Androids e afins, fazer uma chamada telefónica por telemóvel é apenas uma das possibilidades do aparelho. Provavelmente, não a mais usada. (O telemóvel também arrastou consigo palavras como sms, short message service, e o vício de as enviar. Um belo negócio.)

 

10. Transgénicos

Alvos das maiores polémicas, os “transgénicos” dizem respeito a algo, na biologia, “a que foi acrescentado ou retirado um ou mais genes”. E também se diz “do ser, geralmente planta, a que foi alterado o código genético”. Já se sabe que quem se mete com a manipulação da vida, hoje ou há 25 anos, estará sempre sujeito a muitas interrogações e retaliações.

 

11. Viagra

Foi uma boa notícia para a felicidade humana (sobretudo para a conjugal). Em Portugal, o medicamento viu a sua comercialização aprovada a 14 de Setembro de 1998, depois de se terem percebido as características vasodilatadoras do óxido nítrico produzido pelas células humanas. “Os investigadores da Pfizer descobriram depois uma enzima que inibe a produção de óxido nítrico pelas células dos músculos do pénis. E descobriram também a principal arma para combater essa enzima: o citrato de sildenafil, que funciona como vasodilatador com funções primordiais na erecção do pénis”.

 

12. Videoconferência

“Teleconferência que permite, além da transmissão da palavra e de documentos gráficos, a de imagens animadas dos participantes.” Parece óbvia e comum, para mais se pensarmos na actual facilidade em comunicar via Skype ou Hangout (Google).

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here