Início História História insólita de Portugal: os 3 portugueses que foram Reis da Birmânia

História insólita de Portugal: os 3 portugueses que foram Reis da Birmânia

Os portugueses sempre tiveram fama de aventureiros e alguns percorrerem o mundo e tornarem-se Reis de um país distante. Descubra-os.

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Filipe de Brito

 

O primeiro foi Salvador Ribeiro de Sousa, que nasceu em Ronfe, Guimarães, no século XVI. Foi um militar, Comendador da Ordem de Cristo, eleito Rei pelo povo do Reino do Pegu e sendo chamado na Birmânia pelo nome de Massinga. Conforme assinala Benjamim Videira Pires:

“Como o único herdeiro do verdadeiro rei do Pegu fora morto pelo rei de Tungu, seu cunhado, os peguanos, atendendo às grandes vitórias de Ribeiro, que reputavam invencível, reuniram-se e aclamaram-no rei de Massinga do Pegu.”

Pouco depois, chegava da Índia Filipe Brito Nicote, nomeado pelo vice-rei capitão-geral daquelas conquistas. Modesto como sempre foi, Salvador Ribeiro de Sousa entregou-lhe o reino e, meses depois, regressou a Portugal na primeira nau que ali aportou.

Filipe de Brito e Nicote nasceu em Lisboa cerca de 1566 e morreu em 1613 na Birmânia, onde foi rei cerca do ano de 1600 com o nome de Nga Zingar.

O terceiro português que se tornou rei da Birmânia foi Sebastião Gonçalves Tibau, natural de Santo António do Tojal e filho de pais humildes.

Sebastião Gonçalves Tibau fundou ainda na ilha de Sandwip uma república de piratas, cerca de 3 mil, da qual ainda hoje existem descendentes.

 

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