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História insólita de Portugal: o Rei que casou com a noiva do filho

Um rei amargurado com a recente morte da esposa vê o retrato da noiva prometida ao filho e apaixona-se. E como quem manda é o rei, o filho fica sem noiva.

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D. João III

 

D. Manuel I Rei de Portugal, da Casa de Avis, na segunda dinastia, foi o 14º monarca português, conhecido como O Venturoso, o Bem-Aventurado ou O Afortunado. Nasceu em Alcochete, uma vila perto de Lisboa em 1469 e morreu em Lisboa no ano de 1521. Nono filho dos Infantes D. Fernando, 2º Duque de Viseu e de D. Beatriz, casou três vezes com D. Isabel, filha dos Reis Católicos e viúva do Príncipe D. Afonso.

Com a morte da Rainha por parto, casou em segundas núpcias com a Infanta D. Maria de Castela, irmã de D. Isabel, com que teve dez filhos, além do primeiro filho com sua anterior esposa. De novo viúvo, casou com a Infanta D. Leonor, tendo mais dois filhos. Com a morte de D. Afonso, sucessor legítimo ao trono do seu padre o Rei D. João II, e com a afeição filial que o monarca lhe prodigava, tomando-o como protegido e filho adoptivo, D. Manuel I foi aclamado como seu legatário ao trono em 1495.

Estátua de D. Manuel I em Lisboa
Estátua de D. Manuel I em Lisboa

A política do Rei D. Manuel I foi uma linha de continuação dos anteriores governos. Prosseguiu com as campanhas de exploração ultramarina portuguesa, expedições determinantes para a expansão do império e que levou as descobertas do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 1500, do caminho para a Índia por parte de Vasco da Gama em 1498 e das Molucas pelo almirante D. Afonso de Albuquerque em 1511.

Igualmente, recebeu do seu antecessor um governo poderoso e centralizado com uma forte tendência para o absolutismo. Somente reuniu quatro vezes Cortes de Montemor-o-Novo sempre no Paço de Lisboa, durante os vinte e cinco anos de duração do seu reinado. D. Manuel dedicou-se ás reformas de tipo tributário, legislativo e administrativo. Estas reformas foram fundamentais para configurar o Reino de Portugal como um estado moderno.

Princesa D. Leonor
Princesa D. Leonor

A princesa D. Leonor estava destinada para esposa do príncipe D. João, herdeiro da coroa de Portugal, e eram ambos ainda muito crianças. O rei D. Manuel, porém, que enviuvara pela segunda vez, vendo o retrato da jovem princesa, que apenas contava dezanove anos, e diz a tradição ser de rara formosura, tanto se agradou dos seus encantos que resolveu escolhê-la para sua esposa, preterindo as pretensões do príncipe seu filho, realizando-se assim as suas terceiras núpcias.

Rei D. Manuel I
Rei D. Manuel I

Este casamento de D. Manuel causou um certo espanto em Portugal, porque o monarca mostrara-se inconsolável pela morte de sua segunda mulher, dizendo que abdicava a coroa em seu filho, e se recolhia ao convento de Penha Longa. O príncipe sentiu grande desgosto, porque se apaixonara também pelo retrato da sua prometida, que se tornara agora em madrasta.

 

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