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Coronavírus: o mais importante é ser-se civilizado

Uma das formas de conter a expansão do novo Coronavírus COVID-19 é ser-se civilizado e manter as regras do bom senso e da educação.

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Coronavírus

Começamos este texto com uma afirmação que pode ser chocante mas que começa a parecer evidente: o surto de coronavírus poderá ser maior na Europa do que na China. Estranho? Talvez não e basta perceber um pouco sobre as duas sociedades em causa para entender as diferenças.

A China é uma ditadura e, por isso mesmo, a sua população obedece cegamente (e por medo) às ordens do seu governo. A Europa é um continente repleto de democracias bem consolidadas onde nem sempre os seus povos acatam cegamente as ordens (ou recomendações) dos respectivos governos.

Nos últimos dias temos verificado como o coronavírus (ou COVID19) se tem propagado com bastante velocidade pelo continente europeu. Portugal foi um dos últimos países a verificar casos infectados e por isso os números ainda são baixos. Mas vão subir, obviamente. E vão subir para valores que talvez não esperaríamos.

Do ponto de vista de quem governa não é tarefa fácil tomar decisões. Por muito que os opinadores profissionais das redes sociais tenham sempre soluções mágicas para tudo, decidir a sério implica pensar também nas consequências.

Fechar todas as fronteiras, por exemplo, iria apenas causar uma onda de pânico na população, levando a quebras astronómicas na economia e conduzindo milhares de pessoas para o desemprego.

Qual é então a solução?

A solução, além das medidas que o governo tem a obrigação de tomar, passa sobretudo por manter uma atitude civilizada. É de extrema importância manter a calma e seguir as orientações dos vários organismos oficiais.

Não entrar em pânico é essencial. Mas seguir as ordens, por exemplo de quarentena, é ainda mais importante. Afinal de contas, a transmissão do coronavírus pode ser diminuída recorrendo apenas ao bom senso, à educação e às regras mais elementares de convivência em sociedade.

Por isso mesmo, acima de tudo, respeite os outros: se vive num local onde existe um surto, respeite o tempo de quarentena. Lave as mão com frequência, mantenha alguma distância em relação às pessoas e evite multidões.

Quais são os sintomas do Coronavírus e como pode surgir?

Os sintomas reportados por doentes infetados com o COVID-19 são habitualmente febre, tosse e falta de ar.

As complicações como pneumonia e bronquite têm surgido sobretudo em doentes idosos ou com outras doenças crónicas que diminuem o seu sistema imunitário.

O Centro de Prevenção e Controlo das Doenças (CDC) considera que o tempo de incubação do vírus pode durar entre 2 a 14 dias.

Como prevenir o Coronavírus?

Não existe vacina, pelo que a prevenção passa por evitar a exposição a este vírus.

De momento não existem limitações de viagens. No entanto as recomendações de prevenção são as habituais para os viajantes, de acordo com a Direção Geral de Saúde.

Os viajantes que chegam das zonas afetadas ou que tenham tido contacto próximo com doente infetado, há menos de 14 dias, e que apresentem sinais e sintomas de infeção respiratória aguda, com febre, tosse e dispneia e nenhuma outra causa que explique a sintomatologia devem:

Ligar para o centro de contato SNS24 (808 24 24 24), antes de recorrer a serviços de saúde, e referir sempre o histórico de viagens, e/ou contato com animais e/ou pessoas doentes, seguindo as orientações que lhes forem dadas

Restrição social

Lavar frequentemente as mãos com água e sabão

Adotar medidas de etiqueta respiratória – tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos)

Deitar o lenço de papel no lixo

Lavar as mãos logo de seguida

Utilizar máscara cirúrgica, se a sua condição clínica o permitir

A Direção Geral de Saúde (DGS) aconselha ainda a que os viajantes que regressem de áreas afetadas vigiem os seus contactos próximos, e que caso estes desenvolvam sintomas respiratórios deverão contactar a linha de Saúde SNS 24.

Onde quer que se viaje, devem ser sempre aplicadas as regras gerais que regem a higiene das mãos e dos alimentos.

Os viajantes que forem para uma área afetada devem:

Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país

Evitar o contato próximo com doentes com infeções respiratórias agudas

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica, especialmente após contacto com uma pessoa infetada ou partilha do seu espaço

Evitar o contato com animais

Evitar o consumo de produtos de origem animal, crus ou mal cozinhados

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças defendeu que um eventual controlo de fronteiras na União Europeia (UE) devido ao novo coronavírus “não é eficaz nem recomendável”.

Este novo vírus tem tratamento?

Não existe tratamento específico até à data. O tratamento é sintomático e de suporte de órgãos, de acordo com a gravidade dos casos.

Os antibióticos não são adequados para infeções virais. Os antivirais com que se tratam atualmente as pneumonias causadas pelo vírus da gripe não são adequados para o Coronavírus.

Existem já publicações em revistas médicas de elevada credibilidade como o New England Journal of Medicine como forma de partilhar a experiência clínica adquirida até à data pelos hospitais e equipas que têm tratado os doentes infetados com COVID-19.

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