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Como melhorar as suas finanças juntando os créditos num só?

Se possui vários créditos pode melhorar a sua situação financeira se os juntar todos num só. Saiba como o fazer com os conselhos do "compara já".

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Todos os meses tem vários empréstimos para pagar? Sabia que ao optar por consolidar todos os créditos num só pode poupar no seu orçamento mensal?

Imprevistos acontecem e as consequências decorrentes da disseminação pelo novo coronavírus atiraram milhares de pessoas para o desemprego. Perante as circunstâncias, a taxa de esforço do agregado familiar dispara, resultando muitas vezes no seu sobreendividamento. Nessas situações, a única solução passa por consolidar ou renegociar créditos.

Neste artigo realizado em parceria com o simulador de produtos financeiros, o ComparaJá.pt, explicamos-lhe quais as vantagens (e também algumas desvantagens) associadas à consolidação de empréstimos.

Junte todas as prestações numa instituição e beneficie das vantagens

Ao longo da vida é natural que possa surgir a necessidade de contratar diferentes produtos financeiros. Um crédito habitação, um crédito automóvel ou até um contratar um crédito pessoal para ajudar a pagar as suas férias de sonho. Muitas vezes até acaba por aproveitar soluções de crédito em diferentes instituições, consoante as condições oferecidas na altura. Às tantas, ao final do mês, repara que tem três prestações a pagar, todas elas em bancos distintos.

Todos os meses a despesa com créditos pode pesar significativamente no seu orçamento familiar e é aqui que a consolidação de créditos pode fazer sentido para si. Ao juntar os empréstimos contraídos num só banco, poderá não só pagar apenas uma prestação a cada mês, como beneficiar de uma poupança que pode chegar a 60%.

Além disso, ao juntar todos os empréstimos num só, ser-lhe-á dado um prazo de pagamento mais alargado. Na prática, irá pagar prestações mensais mais pequenas (resumidas numa só) durante um maior período de tempo.

Uma outra vantagem deste tipo de crédito é a poupança ao nível das comissões. Se até então teria de acarretar com várias comissões associadas a cada empréstimo, com a consolidação dos créditos, há uma série destes custos burocráticos que desaparecem, nomeadamente as comissões de descoberto.

Não obstante, terá um maior controlo da sua conta bancária, o que se poderá também traduzir na eliminação de penalização por pagamentos em atraso. Neste âmbito, o Banco de Portugal disponibiliza no seu site um mapa mensal onde constam os créditos contraídos por cada cidadão.

E quais as desvantagens?

Há que alertar que existem desvantagens associadas à consolidação de empréstimos. Tome nota para ponderar bem sobre se faz ou não sentido optar por esta solução financeira:

– A folga mensal que terá com a consolidação dos créditos, poderá levá-lo à tentação de utilizar esse dinheiro para pedir novos créditos ou entrar em despesas desnecessárias;

– O alargamento dos prazos de pagamento, que se traduz em prestações mensais mais reduzidas, poderá significar num crédito mais caro do que aqueles que pagava sem optar pela consolidação. Imagine que os prazos de pagamento eram significativamente inferiores do que se tivesse optado por juntar todos eles num só. Neste caso, beneficiará de um prazo de pagamento mais alargado, mas também pagará mais juros. Assim sendo, é fundamental que faça as contas de quanto irá pagar no final de contas pela consolidação dos vários empréstimos;

– Se já estiver em situação de incumprimento, possivelmente verá ser negado a aprovação do crédito consolidado. Neste caso, tente renegociar os seus créditos;

– É frequente que os cartões de crédito fiquem de fora da consolidação dos empréstimos, uma vez que há muitas pessoas que não consideram estes cartões como créditos.

Que tipos de créditos consolidado existem?

Há dois tipos de crédito consolidado que deve ter em consideração: com hipoteca ou sem hipoteca. Vejamos o que caracteriza cada um deles.

a)  Crédito consolidado com hipoteca

Tal como a designação sugere, este empréstimo inclui um imóvel como garantia no caso de incumprimento da dívida ao banco. Ao implicar a apresentação de uma garantia, este tipo de crédito oferece melhores condições, nomeadamente prazos de pagamentos mais alargados.

Para escolher esta modalidade deverá calcular a relação entre o valor de mercado do imóvel e o valor do crédito. Se o valor em dívida for superior ao valor da casa, possivelmente a instituição financeira não irá viabilizar o crédito consolidado com hipoteca.

Em todo o caso, só se aconselha a escolha desta opção se tiver a certeza que não irá entrar em incumprimento, caso contrário poderá perder a sua casa.

b)   Crédito consolidado sem hipoteca

Esta opção, ao contrário da anterior, não inclui qualquer garantia. Este tipo de crédito consolidado não se traduz numa redução tão significativa ao nível das prestações mensais nem na extensão dos prazos de pagamento, dado que a dívida a amortizar não é tão acentuada.

Como conseguir consolidar os empréstimos?

Depois de ficar a par das vantagens e desvantagens do crédito consolidado é essencial perceber como conseguir a sua aprovação. O processo é relativamente simples e rápido, precisando apenas de seguir os seguintes passos:

1.  Verificar as condições de acesso

Para recorrer à consolidação dos créditos, terá de reunir uma série de requisitos, nomeadamente:

– A idade máxima do titular não poderá ultrapassar os 75 anos;

– Não poderá ter prestações de crédito em atraso. Em primeiro lugar, deverá preocupar-se em regularizar as dívidas antes de optar pela consolidação dos empréstimos. Se, porventura, não conseguir amortizar as prestações em atraso, o melhor será procurar renegociar os créditos;

– Terá de apresentar uma garantia ao banco – hipotecar o seu imóvel ou indicar um fiador;

– Numa situação profissional mais vulnerável, – como ser um trabalhador precário – o banco poderá considerá-lo como um risco elevado e não lhe conceder o financiamento.

Não obstante às condições supramencionadas, é importante que consulte as exigências de cada instituição financeira que poderão variar entre si.

2.  Simular as várias opções do mercado

É importante que compare todo o mercado ao nível de empréstimo consolidado, tendo em conta as condições que cada banco oferece e se se adequam às suas necessidades.

Normalmente, as taxas de juro do crédito consolidado são mais baixas comparativamente à média das taxas de juro de outros empréstimos. Ao optar por consolidar os créditos é-lhe dada a possibilidade de negociar uma redução da taxa de juro, uma vez que se trata da criação de um único e novo crédito.

3.  Reunir os documentos necessários

Para dar início ao processo terá de entregar à instituição financeira diversos documentos, entre os quais:

– Documento de identificação do(s) titular(es): bilhete de identidade, NIF ou cartão de cidadão;

– Comprovativo de IRS e nota de liquidação do ano corrente;

– Recibos de vencimentos dos últimos três meses;

– Mapa de responsabilidades do Banco de Portugal atualizado;

– Comprovativo de IBAN;

– Comprovativo de morada.

4.  Esperar pela aprovação do crédito

Após a entrega de todos os documentos, cabe agora à entidade bancária que escolheu para contratar o crédito consolidado analisar a viabilidade do processo, que poderá demorar entre duas a quatro semanas.

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