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Cidades portuguesas que são Património Mundial

Conhece bem o património da UNESCO em Portugal? Estas são as cidades portuguesas que são património mundial e, com certeza, merecem a sua visita.

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Porto
Porto

Conhece as cidades portuguesas que são Património Mundial? Repletas de história, de monumentos e de tradições para descobrir, estas cidades foram cruciais durante vários episódios da História de Portugal. Estão catalogadas como património da humanidade graças à boa preservação dos seus centros históricos e à abundância de pontos de interesse que albergam. Descubra as cidades portuguesas que fazem parte do património da humanidade.

 

1. Évora

Vestígios de diferentes épocas e civilizações mantêm-se praticamente intactos numa cidade onde as pessoas passeiam por ruas calcetadas medievais. Amplas arcadas cedem passo a pitorescas praças, onde se encontram lojas de artesanato e modernas boutiques de marcas. Os cafés com esplanadas convidam-no a relaxar, enquanto os bares e restaurantes oferecem uma viagem gastronómica pela região sul do país. Deixe as preocupações do mundo moderno e acolha o charme de Évora – a cidade mais romântica do Alentejo!

Évora
Évora (Ana Fialho)

Contemple a história romana de Évora no Templo de Diana ou passeie pela zona mourisca a norte da cidade. Uma das principais atracções de Évora é a Capela dos Ossos, onde centenas de ossadas humanas expostas nas paredes e no tecto ficarão certamente gravadas na sua memória. A abundância de monumentos da cidade levou à sua classificação como Património da Humanidade pela UNESCO, que a considerou “o melhor exemplo de uma cidade da Idade do Ouro portuguesa após a destruição de Lisboa no sismo de 1755”.

 

2. Centro Histórico de Guimarães

É uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milénio desde a sua formação, altura em que era designada como Vimaranes. Podendo este topónimo ter tido origem em Vímara Peres, nos meados do século IX, quando fez deste local o seu principal centro governativo do condado Portucalense que tinha conquistado para o Reino de Galiza e onde veio a falecer. Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região.

Guimarães
Guimarães

As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita. Guimarães é muitas vezes designada como “Cidade Berço”, devido ao facto aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e por seu filho D. Afonso Henriques poder ter nascido nesta cidade e fundamentalmente pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade. Contudo, as necessidades da Reconquista e de protecção de territórios a sul levou em 1129 esse mesmo centro para Coimbra, que viria a ser a primeira Capital do Reino.

 

3. Centro Histórico do Porto

Capital e porta de entrada da região norte, o Porto é uma cidade antiga que deu nome a Portugal e a um vinho conhecido nos quatro cantos do mundo: o Vinho do Porto. Com uma situação magnífica junto da foz do Douro e um conjunto arquitectónico de valor excepcional, o centro histórico do Porto é Património da Humanidade desde 1996. É a capital do Norte e 2ª cidade do país; a sua população empreendedora e com marcada vocação mercantil, desde sempre afirmou a sua vontade contra imposições e invasores, sendo por isso o Porto também conhecido como a “invicta” cidade. Para além do seu valor patrimonial, interessa descobrir no Porto a sua forte personalidade citadina e o seu tão singular carácter humano.

Porto
Porto (Gerard Trang)

Para melhor conhecer a cidade é aconselhável percorrê-la devagar e admirar o casario típico e os monumentos de granito, efectuar um percurso de eléctrico à beira do Rio ou um passeio de barco por baixo das seis pontes, desfrutando de uma perspectiva diferente. Sugerimos dois itinerários, propostas diferentes para dois dias de passeio, que procuram evidenciar os impressivos contrastes que a cidade oferece. A “Baixa” do Porto, com o seu pulsar de vida citadina, o movimento, o comércio intenso, a sua expressão peculiar que alia a atmosfera de cidade nórdica e mercantil ao barroco espiritual e intenso. Em contraste, no Parque de Serralves, encontrará a modernidade do edifício que encerra o Museu de Arte Contemporânea, e a atmosfera romântica e bucólica de um parque frondoso.

 

4. Angra do Heroísmo

A cidade é a capital histórica dos Açores e sede da diocese de Angra, a qual inclui a totalidade do arquipélago. A riqueza da sua história e património edificado levou a que a Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo fosse classificada como Património Mundial pela UNESCO a 7 de Dezembro de 1983. O local escolhido pelos primeiros povoadores foi uma crista de colinas, que se abria, em anfiteatro, sobre duas baías, separadas pelo vulcão extinto do Monte Brasil.

Angra do Heroísmo
Igreja da Misericórdia de Angra do Heroísmo

Uma delas, a denominada angra, tinha profundidade para a ancoragem de embarcações de maior tonelagem, as naus. Tinha como vantagem a protecção de todos os ventos, excepto os de Sudeste. As primeiras habitações foram erguidas na encosta sobre essa angra, em ruas íngremes de traçado tortuoso dominadas por um outeiro. Neste, pelo lado de terra, distante do mar, foi iniciado um castelo com a função de defesa, à semelhança do urbanismo medieval europeu: o chamado Castelo dos Moinhos. No século XIX, Angra constitui-se em centro e alma do movimento liberal em Portugal.

 

5. Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas

Os Godos e os Celtas terão sido os primeiros povoadores desta autêntica cidade-fortaleza, que hoje se estende para além das suas muralhas em forma de estrela. Os romanos deram-lhe o nome Helvas. Em 714, os Árabes conquistaram-na, deixando estes primeiros tantas marcas da sua presença que algumas ainda perduram até aos nossos dias. A 14 de Janeiro de 1659, as suas linhas de muralhas e os fortes de Santa Luzia e da Graça tiveram um papel defensivo importante no desfecho da Guerra da Restauração, na Batalha das Linhas de Elvas.

Elvas
Elvas

As muralhas seiscentistas de Elvas constituem a maior fortificação abaluartada do mundo, o que é comprovado pela inscrição na lista do Património Mundial da UNESCO do sítio “Cidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e as suas Fortificações” em 2012. Nessa inscrição estão incluídos o Aqueduto da Amoreira, os fortes da Graça e de Santa Luzia, os fortins de São Domingos ou da Piedade, São Pedro e São Mamede e todo o centro histórico, com as cercas medievais e os restantes edifícios militares da antiga praça-forte de Elvas.

 

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