Início História Castelo de Almourol: o bastião dos Cavaleiros Templários

Castelo de Almourol: o bastião dos Cavaleiros Templários

É um dos mais famosos e misteriosos castelos de Portugal e está associado aos templários. Descubra a história do Castelo de Almourol.

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Castelo de Almourol
Castelo de Almourol

Este imponente edifício é um dos mais singulares do país. Está edificado numa ilha, rodeada de pedras, no curso médio do rio Tejo. O concelho de Vila Nova da Barquinha, que pertence ao distrito de Santarém, abraça este monumento militar medieval, há muitos séculos.

Não se sabe com precisão as origens da ocupação deste local. Contudo, o que importa reter é que os muçulmanos conquistaram a ilha aos Visigodos, durante o século VIII.

Castelos dos templários
Castelo de Almourol

Depois disso, quando os cristãos conquistaram a Península Ibérica, D. Afonso Henriques (a tal figura que fundou o Reino de Portugal) entregou o castelo à Ordem dos Templários – os monges guerreiros que se fixaram em Portugal e ajudaram a conquistar vários territórios aos mouros (ou árabes).

Este já existia, mas tinha um aspeto e nome diferentes: era conhecido como Almorolan. Os Templários rapidamente converteram o monumento numa fortaleza, visando defender a antiga capital do reino: Coimbra.

Apesar do castelo ter sido reconstruído, muitas das suas características arquitetónicas originais foram preservadas e, até hoje, continuam visíveis. Através de uma epígrafe, colocada sobre a porta principal do edifício, sabemos que a conclusão das obras deu-se em 1171.

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Castelo de Almourol

Com a extinção da Ordem dos Templários e afastada a conjuntura reconquistadora que justificou a sua utilização na época medieval, o Castelo de Almourol passou por um período de esquecimento e abandono progressivos.

No século XIX, quando o processo mental pela procura da revalorização da Idade Média começou a surgir, este monumento foi reinventado à luz dos padrões românticos da medievalidade.

Castelo de Almourol
Castelo de Almourol

Consequentemente, muitas das estruturas primitivas foram sacrificadas, em benefício de uma ideologia que pretendia transformar os edifícios medievais em verdadeiras obras-primas, repletas de pormenores, sem precedentes na herança patrimonial.

Durante o século XX, o local foi escolhido para ser uma residência oficial da República. Foram realizados alguns eventos durante o regime ditatorial do Estado Novo, mas o castelo nunca mais foi habitado. Hoje, para o visitar precisa de o fazer de barco, a partir do cais de Tancos.

Lenda do Castelo de Almourol

Se é um apreciador de lendas, deixamos-lhe uma a título de curiosidade. Conta-se que, no século XII, o senhor deste castelo chamava-se Almorolon – um árabe – que deu origem ao nome do edifício. Segundo os relatos, era pai de uma filha formosíssima.

Ora, quis o destino que esta jovem donzela se apaixonasse por um cavaleiro cristão – o inimigo mortal dos árabes. Devido a este enamoramento, a jovem revelou ao seu apaixonado como entrar à socapa no castelo.

A essas incursões amorosas seguiu-se uma emboscada, protagonizada pelos outros cavaleiros cristãos que haviam seguido o companheiro. Desta forma romântica (e traiçoeira), o castelo de Almorolon foi conquistado aos mouros. Diz-se que os dois apaixonados se atiraram ao rio, preferindo a morte ao cativeiro que resultou de tão vil derrota.

A mítica Ordem dos Templários

Os Cavaleiros Templários eram soldados cristão da Idade Média. Em que medida eram diferentes dos outros soldados das Cruzadas daquele tempo? O que os tornou especiais?

Os Templários foram uma das várias ordens militares criadas durante a era das Cruzadas: alguns, como os Templários, eram ordens internacionais de soldados que juraram viver vidas religiosas enquanto lutavam contra os inimigos de Cristo.

Outros, incluindo muitas ordens espanholas e portuguesas (como a Ordem de Cristo de Portugal) estavam mais ligados a reinos específicos.

Os Templários eram indiscutivelmente os mais prestigiados por causa de suas origens no Monte do Templo, onde a sua primeira sede estava localizada entre 1119 e 1187, na mesquita al-aqsa.

E, é claro, os Templários tornaram-se notados porque, ao contrário das outras ordens (por exemplo, os Hospitais ou a Ordem Teutónica), foram destruídos numa espécie de caça às bruxas, acusados falsamente de crimes grotescos e abolidos com a conivência e o consentimento do papado. Essa notoriedade manteve-os vivos, mesmo depois da sua extinção, como nenhuma outra ordem militar.

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