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As 5 vilas mais bonitas do Alentejo

Numa região tão repleta de encantos que nos deslumbram e encantam, escolher os melhores destinos não é fácil. Estas são as 5 vilas mais bonitas do Alentejo.

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Marvão
Marvão

Alentejo, terra de planícies, de trigo, sobreiros e azinheiras. Terra das mil uma cores na primavera e da branca simplicidade das suas casas. Por todo o Alentejo existem vilas que merecem a sua visita pela beleza e encanto que possuem. São locais serenos onde abunda a beleza da simplicidade e a generosidade do povo alentejano. São muitos os motivos para visitar o Alentejo, desde as suas paisagens, aos seus monumentos e à sua gastronomia. Descubra connosco as 5 vilas mais bonitas do Alentejo.

 

1. Marvão

Entre Castelo de Vide e Portalegre, a poucos quilómetros de Espanha, encontramos a tranquila vila de Marvão, no ponto mais alto da Serra de São Mamede. O Monte de Ammaia, como era conhecido, deve o seu actual topónimo ao facto de ter servido de refúgio a Ibn Marúan, um guerreiro mouro, durante o séc. IX. O domínio árabe, que durou alguns séculos, terminou quando a campanha militar de 1160/66 da Reconquista Cristã aqui teve mais uma vitória, sob a acção de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. Geograficamente, Marvão é um ponto de defesa estratégico natural, marcado por encostas muito íngremes a Norte, Sul e Oeste, e com acesso a pé apenas pelo lado Este, para onde se desenvolveu a povoação.

fim de semana romântico
Castelo de Marvão

Dentro das muralhas, revela-se um bonito conjunto de arquitectura popular alentejana. Nas estreitas ruas de Marvão, descobrem-se facilmente arcos góticos, janelas manuelinas, varandas de ferro forjado embelezando as casas e outros detalhes de interesse em recantos marcados pelo granito local. Do património edificado, para além do castelo e das muralhas que dificilmente se esquecem, destacam-se a Igreja de Santa Maria, transformada em Museu Municipal, a Igreja de Santiago, a Capela renascentista do Espírito Santo e o Convento de Nossa Senhora da Estrela, fora das muralhas.

Alentejo
Marvão – José Flacho

Um dos principais motivos para visitar a vila é a bela vista sobre a região. Elegemos como miradouros a alta Torre de Menagem e a Pousada de Santa Maria, uma adaptação de duas casas da aldeia, onde também poderá descansar e saborear a gastronomia regional. A Festa do Castanheiro, que se realiza em Novembro, é uma excelente oportunidade para a visita e para conhecer as gentes e costumes locais.

 

2. Monsaraz

Vila medieval, a mais antiga do concelho de Reguengos de Monsaraz, Monsaraz regista indícios de povoamento desde tempos pré-históricos, tendo mesmo sido nos primórdios da sua origem um castro fortificado. Em 1157 foi conquistada aos Mouros por Geraldo Geraldes “O Sem Pavor”, em 1167 doada aos Templários e em 1319 à Ordem de Cristo. Durante séculos o castelo de Monsaraz desempenhou importante papel de sentinela do Guadiana, vigiando a fronteira com Espanha.

locais mais bonitos do Alentejo
Monsaraz

Para além de todo o património histórico, arquitectónico e social, Monsaraz está rodeada de uma paisagem maravilhosa, e do alto do seu Castelo é possível observá-la em todo o seu esplendor. Vila de cal e xisto onde o tempo agradavelmente parece ter parado, torna-se palco de eventos inseridos no “Monsaraz Museu Aberto”, programa de actividades culturais que se realiza de dois em anos no Verão alentejano, mostrando os hábitos e costumes alentejanos no artesanato, na gastronomia e nos vários espectáculos culturais que aqui têm lugar.

Monsaraz
Monsaraz

Por entre lojas de artesanato local e velharias, está um rico património de onde se destacam a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa (séculos XVI e XVII), os Antigos Paços da Audiência (séculos XIV e XVI), a Ermida de São Bento, a Torre de São Gens do Xarez ou a Ermida de Santa Catarina de Monsaraz (nos arredores).

 

3. Castelo de Vide

O castelo rodeado pelo casario branco destaca-se na paisagem e é sem dúvida a primeira surpresa para o visitante. Do alto, a paisagem alentejana adquire todo o seu esplendor. Pequenas aldeias no meio dos campos perdem-se de vista. Ali bem perto, a cerca de 20 km, espreita Marvão e um pouco mais além avistam-se terras de Espanha. Na encosta Norte, entre o Castelo e a Fonte da Vila, uma série de ruas mais estreitas delimitam o núcleo histórico da Judiaria. A Judiaria de Castelo de Vide é um dos exemplos mais importantes da presença dos judeus no nosso país, remontando ao século XIII, tempo de D. Dinis. Aí podemos encontrar uma das melhor preservadas judiarias de Portugal, já há alguns anos incluída num programa de recuperação de edifícios e de revitalização, onde se preserva um dos maiores espólios de arquitectura civil do período gótico.

Alentejo
Castelo de Vide

Passeie-se então, ao acaso por essas ruas íngremes e estreitas e deixe-se encantar pelo charme da sua memória medieval. Mas Castelo de Vide tem outros monumentos que valem a pena visitar. Falamos por exemplo da Capela do Salvador do Mundo, a mais antiga (finais do séc. XIII) cujo interior está coberto de painéis de azulejos azuis e brancos, ou da Capela de São Roque construída no séc. XV e reconstruída no séc. XVIII. Mas estas são apenas duas das 24 igrejas existentes.

Castelo de Vide
Castelo de Vide

Se ainda tiver tempo e vontade, pode subir ao monte fronteiro a Castelo de Vide, onde fica a Capela de Nossa Senhora da Penha e de onde tem uma outra perspectiva da vila. Castelo de Vide sempre foi conhecida pelas suas riquezas naturais nomeadamente pelas termas, cuja água tem propriedades terapêuticas. Pode encontrar várias fontes sendo a Fonte da Vila e a Fonte da Mealhada as mais conhecidas. No entanto aqui fica um alerta. Fique sabendo que, a acreditar nos ditos populares, quem bebe da água da Fonte da Mealhada há de voltar a Castelo de Vide para casar.

 

4. Mértola

Onde as cegonhas vêm fazer ninho e o gracioso casario branco se debruça sobre o Guadiana, há ainda o encanto de um museu vivo à sua espera. Ter sido cidade romana, capital de um reino árabe, primeira sede da Ordem de Santiago são credenciais da sua importância na História. E sendo o porto mais a norte do Guadiana, a grande estrada do sul, levou até ao mar os pesados minérios da região. Por isso Mértola guarda dos Romanos, Suevos, Árabes e dos Portugueses, que a tomaram em 1268, valiosos tesouros guardados em diversos núcleos museológicos.

Mértola
Mértola

Depois de um tempo de esquecimento, a vila revitalizou-se graças à intervenção de arqueólogos que não só criaram um conceito inovador de museu aberto, como nele integraram a recuperação de artes tradicionais. No seu passeio pelo traçado irregular das ruas, intacto na sua expressão medieval, vá folheando páginas desta História. Na Câmara Municipal, a Myrtlis romana; na Torre de Menagem do Castelo (com vista fabulosa sobre as margens do rio), a época pré-islâmica; no Museu Islâmico, um velho sonho dos arqueólogos realizado numa das colecções mais importantes do mundo; numa antiga igreja, uma colecção de arte sacra.

Mértola
Mértola

Na igreja matriz, os arcos em ferradura e o mihrâb que foram da mesquita, o portal renascentista e as torres cilíndricas do templo cristão são uma obra-prima de história de arquitectura e de adaptação de um mesmo lugar a fés diferentes. Não deixe de visitar os artífices das oficinas para conhecer genuínas artes tradicionais. E de provar a saborosa comida alentejana, com os olhos postos no rio.

 

5. Arraiolos

Vila bem Alentejana, sede de concelho, situada no distrito de Évora, Arraiolos é conhecida mormente pelos seus típicos bordados que vão passando de geração em geração. Com vestígios de presença humana tempos remotos, provavelmente desde o Neolítico, ou mesmo desde o Calcolítico, a região do concelho de Arraiolos já teria mesmo uma significativa ocupação humana desde o IV Milénio a.C. Vários povos ocuparam este território, que conta pois com uma longa e rica história. A paisagem da região, tipicamente alentejana, é um dos maiores bem patrimoniais de Arraiolos, tendo-se do Castelo da Vila um panorama extraordinário sobre o bonito casario branco e toda a natureza circundante. Aqui encontra-se igualmente a enorme Igreja do Salvador, uma interessante construção do século XVI, rodeada pelas muralhas.

Arraiolos
Arraiolos

Na Vila, a Igreja da Misericórdia, e a fonte rural Chafariz dos Almocreves, são importantes legados patrimoniais, inseridos no centro histórico que foi alvo recentemente de obras de reconstrução e preservação. Bem perto de Arraiolos, é digna de visita a bonita aldeia de Santana do Campo, construída maioritariamente sobre Ruínas Romanas, onde existe uma estação arqueológica, e se pode conhecer o Templo Romano. Mas falar de Arraiolos é falar dos seus bordados tradicionais que levam o nome desta Vila mais além. Embora não existam certezas, estudos confirmam que a produção destes “tapetes de Arraiolos” arte que terá começado com os Mouros, no século XII, foi muito desenvolvida nos moldes que conhecemos hoje em dia no século XV, e atingiu o seu máximo esplendor com os motivos florais do século XVIII.

Arraiolos
Arraiolos

Os Bordados de Arraiolos são tapetes (ou almofadas) bordados com lã nas mais variadas cores e tons sobre uma tela de juta ou algodão, com os mais diversos padrões e designs, cada vez mais inovadores, mantendo, contudo, os padrões clássicos. No mês de Maio tem lugar o evento “O Tapete Está na Rua”, comemoração e exaltação da cultura local que junta residentes e muitos visitantes em tardes e noites animadas. A Gastronomia da região é igualmente apelativa e tradicionalmente alentejana, destacando-se os pratos de “Porco”, de “Borrego”, de “Vitela”, as “Sopas Alentejanas”, as “açordas” e as “migas”, tudo regado com os afamados vinhos alentejanos de grande qualidade.

 

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