Início Cultura As 5 bibliotecas mais bonitas de Portugal

As 5 bibliotecas mais bonitas de Portugal

Portugal possui algumas das mais belas bibliotecas do Mundo. Descubra o deslumbrante paraíso dos livros nas 5 bibliotecas mais bonitas de Portugal.

66049
1
bibliotecas mais bonitas de Portugal
Biblioteca da Academia de Ciências

 

Pode uma simples biblioteca deixá-lo de boca aberta de espanto enquanto a admira? Pode! As bibliotecas não são apenas depósitos de livros. Podem ser belíssimos locais, repletos de história e de encanto. Por todo o país existem lindas bibliotecas de cortar a respiração. Algumas foram construídas por Reis, outras foram construídas por particulares. Dentro delas conserva-se conhecimento e sabedoria e hoje são visitadas por milhões de pessoas todos os anos. Descubra as 5 bibliotecas mais bonitas de Portugal.

 

1. Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra

Aqui estão guardados livros que são exemplares únicos e raros do saber produzido no ocidente entre os séculos XV a XIX. Considerada uma das mais belas do mundo, esta biblioteca nasceu no reinado de D. João V, o rei que privilegiava a cultura e o saber. A maior sala do convento de Mafra está forrada com mais de 40 mil livros, arrumados e alinhados nas estantes em estilo rococó.

mafra
Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra

Encadernações em couro, gravadas a ouro, dizem-nos que não são livros comuns, que estamos perante objectos valiosos, em cujas páginas se condensam séculos de conhecimento, cultura e sabedoria. Numerosas obras foram encomendadas por D. João V, porque o rei queria concentrar neste palácio, que lhe era muito especial, o que de melhor se imprimia no reino e no estrangeiro. Da autoria do arquitecto Manuel Clemente de Sousa, a biblioteca com 88 metros de comprimento e uma planta em cruz, tem um pouco de tudo: obras de medicina, filosofia, literatura, direito, gramáticas e dicionários, enciclopédias de costumes, livros de viagens. Na ala mais a sul estão os temas religiosos, e a norte, no lado oposto, arrumam-se os profanos das ciências puras.

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra

Exemplares únicos ou de grande raridade são manuseados com mil cuidados, como é o caso da primeira edição do Alcorão de 1543, da Bíblia poliglota de 1514 ou ainda de uma primeira edição de “Os Lusíadas”. Já a preservação destas obras antiquíssimas está a cargo de um exército de minúsculos morcegos que, durante a noite, caçam os insetos que comem papel, tinta e cola.

 

2. Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra

Obra-prima do Barroco, a Casa da Livraria foi edificada sob o patrocínio de D João V, adoptando a designação de Biblioteca Joanina em homenagem ao seu patrono. Construída de modo a exaltar o monarca e a riqueza do império, nomeadamente da provinda do Brasil, esta biblioteca é, para além de uma esplendorosa combinação de materiais exóticos, um verdadeiro cofre forte de livros.

biblioteca mais bonita de Portugal
Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra

Concebida como um paralelepípedo disposto em altura para vencer a diferença de cota, encostado à cabeceira da Capela, abre para o pátio o piso principal correspondente às salas nobres, a que se acede por um portal monumental, como um arco de triunfo, ladeado de colunas jónicas e dominado por um magnífico escudo real. No interior aguarda o visitante uma sucessão de três salas comunicantes que, sabiamente, conduzem o olhar do visitante para o retrato do patrono, D. João V, da autoria do pintor saboiano Domenico Duprà.

Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra

O interior, realizado por Manuel da Silva ao longo de 40 meses, é integralmente revestido por estantes forradas a folha de ouro e decoradas com motivos chineses, que estabelecem uma interessante relação cromática com os fundos pintados a verde, vermelho e negro. Em contraste com o pavimento em pedra calcária cinzenta e branca ressaltam os coloridos tectos decorados com alegorias dedicadas ao triunfo da Universidade.

 

3. Biblioteca da Cruz Vermelha Portuguesa

A Biblioteca da Cruz Vermelha Portuguesa está implantada na Sede Nacional da Instituição, no Palácio da Rocha do Conde d`Óbidos, em Lisboa, um edifício classificado como imóvel de interesse público em 1993. Este espaço foi reconstruído após 1935, segundo a concepção do Secretário-Geral, Afonso d’Ornelas, inspirado no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa.

palácios em lisboa
Palácio dos Condes de Óbidos

Apresenta um tecto apainelado com pinturas ornamentais alegóricas às sete Artes Liberais e um painel central, pintado em 1938 por Gabriel Constante, que reproduz a Paz de Alvalade e no qual figuram a Rainha Santa Isabel, o Rei D. Dinis e seu filho D. Afonso.

Foto: Jorge Costa
Foto: Jorge Costa

Um grande lustre de cristal, fabricado pela fábrica da Marinha Grande, está suspenso no centro desta pintura. A decoração do tecto inclui igualmente a divisa “Inter Armas Charitas”, adoptada em 1887 pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha. A sua galeria está circundada por uma balaustrada de madeira em estilo do século XVII.

 

4. Biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa

A Academia das Ciências de Lisboa possui uma das mais importantes bibliotecas do País, resultante da reunião do seu próprio espólio ao da Livraria do Convento franciscano de Jesus, a qual, após a extinção das Ordens Religiosas (1834), foi entregue pelo Estado à Academia, juntamente com o próprio edifício do convento. A Livraria havia sido muito enriquecida por numerosas obras raras adquiridas durante o período em que esteve sob a responsabilidade de Frei Manuel do Cenáculo. Quando este (em 1777) foi ocupar a mitra de Beja, a Livraria serviu, em parte, para apoio de actividades da Aula Maynense, criada pelo Padre José Mayne em 1792, já então em colaboração com a Academia, cuja fundação ocorrera em 1779.

Biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa
Biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa

É rica de obras de carácter científico − por exemplo, de Kepler, Newton, Lineu, Buffon, e muitos outros autores de nomeada −, utilizadas especialmente para apoio das actividades docentes praticadas na Aula Maynense. Outras há de Filosofia, Teologia, Literatura e Arte, que incluem incunábulos, manuscritos, periódicos, etc. Avultam as chamadas Série Vermelha (proveniente do Convento) e Série Azul. Além de documentação portuguesa, estão representadas muitas outras proveniências, sendo de realçar, pelo interesse crescente nos nossos dias, núcleos islâmicos e chineses, a par de obras espanholas e de outros países europeus.

Biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa

Uma das peças mais antigas é um pergaminho do início do séc. XII com uma doação da rainha D. Teresa e seu filho, D. Afonso Henriques; outras remontam aos séculos XIV, XV e XVI. O período barroco e neoclássico está igualmente bem representado, sobretudo com espécies que faziam parte da Livraria do Convento de Jesus. Não menos valioso é o fundo editorial dos séculos XIX e XX, sobretudo nas áreas de História e Literatura. Merece também destaque o acervo de publicações seriadas, muitas delas de prestigiadas instituições estrangeiras, na maioria obtidas por permuta.

 

5. Livraria Lello

Considerada um ex libris do Porto, a Livraria Lello e Irmão foi eleita a terceira mais bela do mundo. O actual edifício em que se encontra instalada foi inaugurado em 1906 e foi construído pelo engenheiro Francisco Xavier Esteves. Distingue-se pela sua belíssima fachada Arte Nova, com apontamentos neogóticos.

Livraria Lello
Livraria Lello

No interior, para além dos livros, considerados verdadeiras preciosidades, pode admirar-se um ambiente único, onde sobressai a impressionante escadaria para o piso superior mas também as decorações em gesso pintado, a imitar madeira, e um belo vitral no tecto. Classificada como Monumento de Interesse Público em 2013.

Livraria Lello
Livraria Lello

Em estilo neogótico, um amplo arco abatido, cuja entrada se divide numa porta central, ladeada por duas montras que constituem os verdadeiros expositores públicos da Livraria Lello. Sobre este arco, há uma janela tripla, fechada na platibanda e separada das pilastras, as quais são encimadas por coruchéus originais.

 

Artigo anterior10 das aldeias mais pitorescas de Portugal
Próximo artigoPalácio da Bolsa (Porto)

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here