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As 15 aldeias mais bonitas de Portugal

Tendo em conta que existem centenas de pequenas e belíssimas aldeias em Portugal e que a sua beleza varia consoante a região onde se encontram, escolher as 15 mais bonitas aldeias de Portugal será sempre difícil, mas aqui fica a nossa lista.

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Piódão (Alfredo Mateus)

São centenas e todas muito diferentes umas das outras. Podem ser aldeias de xisto na serra da Lousã, de granito na Serra do Gerês ou brancas no Alentejo. A beleza de cada uma é inconfundível. Viajar pelas aldeias de Portugal é regressar ao nosso passado, às nossas origens, é descobrir as tradições seculares do nosso povo que os seus habitantes teimam em manter vivas. As aldeias de Portugal são pequenos pedaços de nós próprios, esquecidas no tempo, mas repletas de cantos e recantos de encantar que o vão surpreender e fazer sentir-se, verdadeiramente, em casa. Descubra as 15 aldeias mais bonitas de Portugal.

 

1. Piódão

A Aldeia de Piódão é considerada uma das mais bonitas do País, classificada como “Aldeia Histórica de Portugal“. Situada no Centro do País, pertencente ao concelho de Arganil, na encosta da bonita Serra do Açor. As suas típicas casas de xisto e lousa, com janelas em madeira de azul pintadas, descem graciosamente a encosta da serra, formando um anfiteatro nesta íngreme serra, sendo por muitos apelidada de “aldeia presépio”.

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Piódão – Rui Videira

Enquanto percorremos a Serra do Açor, ao mesmo tempo que nos deixamos encantar pelo aspecto majestoso e puro da paisagem, a curiosidade e a impaciência invadem-nos. Piódão teima em permanecer escondido para, inesperadamente, deslumbrar com a sua arquitectura, que tão bem exemplifica a capacidade que temos para de forma harmoniosa nos adaptarmos aos mais inóspitos e também mais sublimes locais. Como se de um presépio se tratasse, as casas distribuem-se em redor dos socalcos, nas quais pontuam o azul e o xisto, por entre sinuosas e estreitas ruelas, que em cada canto escondem a história da Aldeia Histórica de Portugal de Piódão.

 

2. Monsanto

Considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal, Monsanto localiza-se no concelho de Idanha-a-Nova. Esta fantástica aldeia, construída por entre penhascos e em perfeita harmonia com o meio envolvente, cativa quem a visita pela sua originalidade. Já foi motivo de reportagem de várias revistas internacionais e recebe turistas de todo o mundo, que ficam admirados e surpreendidos com a capacidade das suas gentes terem construído as suas casas encrustadas nos penhascos do monte onde se localiza.

As 5 aldeias mais bonitas de Portugal
Monsanto

Alcandorada num cabeço que se impõe ao olhar na maior parte dos horizontes, a Aldeia Histórica de Portugal de Monsanto detém um encanto singular, para o que contribuem os dois títulos atribuídos no séc. XX – Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, em 1938, e o de Aldeia Histórica em 1995. Ícone turístico da região, Monsanto é uma experiência peculiar para quem a visita. Concederam-lhe foral D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Sancho II e D. Manuel . A parte mais antiga está n ponto mais alto, onde s Templários construíram uma cerca com uma torre de menagem.

 

3. Sortelha

É uma aldeia em granito, com ruas e vielas tipicamente medievais, fechadas por um círculo de muralhas, vigiado por um sobranceiro castelo do século XIII. Sortelha continua a ser certamente uma das mais belas e antigas povoações do nosso País, cujo traçado pouco se alterou nos últimos 500 anos.

Sortelha
Sortelha

Sortelha é uma das mais belas e antigas aldeias portuguesas, tendo mantido a sua fisionomia urbana e arquitectónica inalterada até aos nossos dias, sendo considerada uma das mais bem conservadas. A visita pelas ruas e vielas do aglomerado, enclausuradas por um anel defensivo e vigiadas por um sobranceiro castelo do séc. XIII, possibilita ao forasteiro recuar aos séculos passados, por entre as sepulturas medievais, junto ao pelourinho manuelino ou defronte igreja renascentista.

 

4. Castelo Rodrigo

Historicamente, falar de Figueira de Castelo Rodrigo implica remontar muitos séculos na história. Desde a Pré – História até ao século XXI, muitos são os testemunhos existentes, permitindo-nos viajar pelo tempo à descoberta das raízes históricas de toda uma região. Ocupado sucessivamente pelos túrdulos, romanos e mouros, o actual concelho de Figueira de Castelo Rodrigo foi integrado na Coroa por D. Sancho I. Até ao século XIX chamava-se apenas Castelo Rodrigo, em homenagem ao alcaide D. Rodrigo, que defendeu a fortaleza em 1296.

As 5 aldeias mais bonitas de Portugal
Castelo Rodrigo

A Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo é, no seu todo, um autêntico espaço monumental que conserva importantes referências no plano medieval. Entre os monumentos que acrescentam valor ao património histórico são de destacar as velhas muralhas, as ruínas do palácio de Cristóvão de Moura, o Pelourinho quinhentista, a igreja matriz, a cisterna medieval e os vestígios que atestam a presença de uma importante comunidade de cristãos-novos. Durante mais de 600 anos, a povoação foi vila e sede de concelho. Em vários momentos da história nacional, os seus habitantes destacaram-se pela sua coragem e lealdade à coroa.

 

5. Vilarinho de Negrões

Na margem sul da Albufeira do Alto Rabagão encontra-se Vilarinho de Negrões, uma das aldeias mais pitorescas de toda a região, pelo seu casario ainda relativamente preservado e, acima de tudo, por se encontrar sobre uma estreita e bela península – um pedacinho de terra poupado à subida das águas. Vilarinho é assim uma terra que se vê diariamente ao espelho e se distingue à distância pela sua perfeita simetria, uma espécie de Jardim do Éden português. Perto, situa-se a freguesia de Negrões, alma gémea, que possui um forno todo em granito.

Vilarinho de Negrões
Vilarinho de Negrões

É um monumento a contrastar com canastros esguios, onde o milho e o centeio se conservam. Prepare-se, a região do Barroso é diferente de tudo aquilo que alguma vez já viu! Na calma da manhã é possível observar alguns mergulhões de crista e outras aves aquáticas que aqui costumam passar o Inverno, fugindo aos rigores das latitudes mais a norte; à medida que os primeiros raios de sol vão levantando, o nevoeiro e os vizinhos humanos começam a acordar, afastam-se para uma pequena ilhota deserta formada por um enorme penedo.

7 COMENTÁRIOS

  1. Olá. O nosso País é extraordinariamente belo. Ás aldeias temos de juntar as várias tradições, culturais, (religiosas, profanas), artísticas, (musicais, artesanais, cancioneiro, plásticas, esculturais, moda atual), gastronómicas, (comida, azeite, vinhos), outras. Temos uma cultura ancestral fabulosa. Tudo isto está por explorar de uma forma organizada e integrada numa rede turística que abranja todas as índoles. Nós não temos algo estruturado que mostre ás pessoas o que verdadeiramente temos. Os nosso ministérios trabalham de uma forma completamente à toa, porque reféns dos Lobys que comandam estes interesses, muitos ligados apenas às cadeias de Hoteis. As casas vitivinícolas do Douro não trabalham com as suas congéneres do Alentejo, Dão, Lisboa e Tejo, (se é que há alguma coisa organizada), etc. Os azeites não têm qualquer organização a não ser em cooperativas. Há umas Associações quaisqueres do Artesanato e outras expressões mas só são faladas em anos de eleições. Os “poderosos” que estão por detrás destes interesses económicos controlam tudo a seu belo prazer. Não temos circuitos turísticos seja de que índole for definidos dentro de âmbito nacional que integre todas estas áreas, dirigidos para um objetivo estratégico nacional. Trabalhamos de costas voltadas, cada um na sua quintinha, completamente dominados por estes Lobys, (reles) já descritos. Somo um País à deriva.

  2. Gostava de realizar visitas ao longo do tempo a estas aldeias que são maravilhosas e pretendia se possível receber informação o mais detalhada possível .

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