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As 3 árvores mais especiais de Portugal

São autênticos monumentos vivos. Algumas têm milhares de anos e outras destacam-se pela seu tamanho. Conheça as 3 árvores mais especiais de Portugal.

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Carvalho de Calvos

São autênticos monumentos naturais e cada uma delas é especial à sua maneira. São testemunhos do passar dos anos, das décadas ou dos séculos e guardam em si próprias histórias remotas que nem as pessoas se lembram. São especiais por diversos motivos: por serem únicas, por serem as mais antigas do país, por serem as maiores da sua espécie. Hoje em dia, fruto da consciencialização ambiental cada vez mais forte, encontram-se protegidas por lei, beneficiando de um estatuto que obriga as autoridades e as pessoas comuns a protegê-las. Se é fã da natureza, uma visita a estas árvores pode constituir uma experiência única e é, também, uma homenagem a estes deslumbrantes monumentos naturais. Conheça as 3 árvores mais especiais de Portugal.

1. Carvalho de Calvos

Carvalho de Calvos
Carvalho de Calvos

Esperávamos um carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) monumental, não um parque construído em seu redor, tão natural que parecera de sempre. Mas a autarquia da Póvoa de Lanhoso não fez por menos: protegeu o seu monumento natural numa redoma idílica, onde nesta tarde crianças de um ATL brincam em actividades de férias organizadas pelo Centro Ambiental (CA) da Póvoa de Lanhoso, que tem a sua sede num edifício moderno, cheio de vidro, aqui.

Correm como se não houvesse amanhã sobre a erva (prado) impecavelmente aparada e não têm hesitações quanto a saltarem a pequena cerca que estabelece o perímetro de segurança do carvalho-alvarinho, que acompanha a projecção da copa e corresponde às suas raízes, cuja área não devia ser pisoteada. Afinal, trata-se de um exemplar referenciado como tendo 500 anos (o que já faz dele o mais antigo da Península Ibérica e o segundo da Europa), mas que um estudo posterior da Universidade de Coimbra datou em 700 anos.

A vetustez da árvore é perceptível claramente — as dimensões não enganam (29 metros de altura para 33,90 metros de diâmetro de copa), a cavidade é imensa e os ramos desdobram-se em ramos que se desdobram em mais.

 

2. Eucalipto de Contige

Eucalipto de Contige
Eucalipto de Contige

Localizada no Concelho de Sátão a rainha das árvores do concelho é sem dúvida o famoso Eucalipto de Contige à beira da Estrada Nacional 229, que liga Viseu ao Sátão e que segundo registos locais foi plantada quando se abriu a Estrada das Donárias.

O Eucalipto de Contige é uma árvore gigantesca e como o próprio nome sugere trata-se de um eucalipto, mais especificamente de um Eucaliptus globus Labill. Mede de Perímetro, a cerca de um palmo do solo, mais de doze metros e tem mais de cem anos, tendo alegadamente pertencido à família Soares de Contige.

Contudo há alusões de propriedade a duas famílias do concelho, nomeadamente aos Garcia de Mascarenhas, de Rio de Moinhos, e aos Xavier do Amaral Carvalho, também daquela freguesia, – famílias que no séc. XIX se uniram em casamento e eram vizinhas tanto em Contige como naquela outra freguesia, – e que tinham casas naquele local, o qual lhes foi – a propósito da constução daquela estrada – expropriado o terreno.

Apercebendo-se contudo da monumentalidade da dita árvore, esta não foi cortada, fazendo com que o perfil da estrada lhe faça a devida “vénia”; desenhando então a dita estrada um “esse” como para se desviar deste belo espécime. No seu conjunto de altura, copa e perímetro junto ao solo, pode considerar-se, hoje, a maior árvore de Portugal.

 

3. Oliveira de Santa Iria de Azóia

Oliveira de Santa Iria de Azóia
Oliveira de Santa Iria de Azóia

Uma oliveira bravia com 2850 anos foi identificada como a árvore mais velha do país por um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Vive em Santa Iria da Azóia, concelho de Loures, e teve o guerreiro Viriato como contemporâneo.

A árvore está situada no Bairro da Covina, em Loures, no que resta de um antigo olival próximo das ruínas do castelo de Pirescouxe, tendo sido a idade determinada através de um método inovador de datação de árvores antigas desenvolvido pela UTAD.

O processo, que tomou em conta a avaliação de cem árvores, foi dirigido pelos professores José Luiz Lousada e Pacheco Marques, após um contacto do empresário de árvores ornamentais André Soares dos Reis para estimar a idade desta planta lenhosa. Até aqui, a árvore mais antiga do país – considerando apenas as certificadas até Fevereiro deste ano – contava 2210 anos na certidão de idade e era também uma oliveira, localizada nas Pedras d’El Rei, em Tavira.

O método científico aplicado à época é, porém, segundo José Luiz Lousada, menos credível do que o desenvolvido na UTAD nos últimos quatro anos, que se baseia na análise dos padrões de crescimento da espécie, como a altura, o perímetro e o diâmetro.

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