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A ponte mais antiga de Portugal

Tem quase 2000 anos de idade e continua imponente a ligar as 2 margens do Tâmega, em Chaves. Descubra a ponte mais antiga de Portugal.

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ponte mais antiga de Portugal
Ponte de Trajano - Fernando Ribeiro

Tem quase 2000 anos e é a ponte mais antiga de Portugal. É também um dos monumentos romanos mais bem conservados da Península Ibérica. E acima de tudo, é motivo de orgulhos do povo da sua cidade, os flavienses. Falamos da Ponte Romana de Trajano, em Chaves. A belíssima ponte de Trajano é um dos ícones desta cidade mas está longe de ser o único vestígio romano deste local. Se está a pensar visitar Chaves, verá que esta cidade tem muito para lhe oferecer. Mas vamos à história da ponte!

Chaves

Constitui-se em uma ponte romana, erguida entre fins do século I e o início do século II d.C.. A par do desenvolvimento das termas, constitui um dos melhores legados romanos da antiga Aquae Flaviae, que prevalece até aos nossos dias, resistindo a históricas cheias, e às fortes correntes do rio.

Chaves - Rui Videira
Chaves – Rui Videira

Com aproximadamente uma centena e meia de metros de comprimento e uma dúzia de arcos visíveis, as obras efectuadas na década de 1930 cobriram alguns dos arcos e outros ainda soterrados na construção dos casarios ali implantados e sobranceiros ao rio. Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 1910.

Chaves
Chaves

Situada sobre o magnífico Rio Tâmega, bem no centro da cidade de Chaves, esta é uma fantástica obra Romana também conhecida por “ponte de Trajano”.

Chaves
Chaves

O monumento foi construído entre finais do século I e inícios do século II d.C., durante o processo de romanização da região, coincidindo com a vigência do imperador Marco Ulpio Trajano (c. 53-117). Por estas alturas, Aqua Flaviae (Chaves) era uma importante localidade Romana, com um grande centro termal e boas estruturas viárias e civis.

Ponte de Trajano - Fernando Ribeiro
Ponte de Trajano – Fernando Ribeiro

A ponte tem sido objecto de posteriores obras de restauro e remodelações ao longo dos séculos, tendo mesmo sido destruída parcialmente por uma cheia no século XVI. Hoje em dia são apenas visíveis 12 arcos de volta perfeita, numa extensão máxima de aproximadamente 100 metros.

Ponte de Trajano
Ponte de Trajano

A meio do tabuleiro estão duas colunas atribuídas aos imperadores Titus Flavius Vespasianus (c. 9-79) e Trajano. Pensa-se que estas colunas possam provir de outro local, talvez de umas das extremidades da própria ponte. As colunas são de grande valor histórico, pois ostentam várias referências às comunidades envolvidas na sua edificação.

 

As termas romanas de Chaves

As Termas Romanas tiveram uma primeira fase de ocupação no século I e depois em final do século II, inicio do século III, houve uma profunda remodelação do balneário. As termas tal como as vemos hoje vêm desta última remodelação.

As Termas Romanas foram em plena ocupação e funcionamento até ao final do século IV quando um grande sismo na cidade enterrou todo o espaço. Segundo vestígios encontrados no local e analisados pelos arqueólogos, a ocorrência desse sismo terá sido uma situação parecida à de Pompeia, cidade romana atingida e destruída pela erupção de um vulcão.

Depois das termas terem destruídas pelo sismo, foi saqueado pedras das paredes durante alguns 200 anos no espaço que foi depois abandonado. Se torna ver uma ocupação por volta dos séculos 9 e 10 quando começa a haver vestígios. Depois durante muitos anos, foi aqui que funcionaram as forjas da cidade.

Mais tarde no século XVI, nasce a muralha seiscentista que passou aqui e assentou se os seus troços encima das antigas termas. Nos finais do século XVIII, inicio do século XIX, o Mercado Municipal de Chaves instalou-se neste sitio ( no que chamamos hoje Largo do Arrabalde) até finais de 1945.

Nas Termas Romanas que ficam hoje as 6 a 8 metros de profundidade, os arqueólogos identificaram dez piscinas : três grandes e sete pequenas piscinas individuais. Todas as piscinas têm 4 entradas, menos uma piscina que só tem 3 entradas. Havia um aceso no balneário pela via pública, possivelmente outras entradas, 4 no total, em cada lado das termas.

As termas terapêuticas só existiam onde é que havia águas medicinais e por tanto com as suas famosas aguas medicinais, fazia sentido ter termas medicinais em Aquae Flaviae. As águas termais foram um dos principais motivos de fixação da população e fundação da cidade romana de Aquae Flaviae.

As termas medicinais de Aquae Flaviae, que podemos considerar como os primeiros hospitais do Império Romano, faziam parte de uma rede de tratamentos termais tal como as restantes cidades romanas com o elemento “Aquae” no seu nome, cerca de uma centena em todo o Império e oito conhecidas na Hispania. Segundo vestígios encontrados durante as escavações, as pessoas vinham de longe para tratar-se (Andaluzia ou Barcelona).

No balneário, havia também uma parte onde os romanos podiam fazer exercícios físicos, apanhar banhos de sol, ou simplesmente podiam ficar sentados no banho.

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