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9 fantásticos palácios para visitar no interior de Portugal

De norte a sul do país, existem muitos palácios no interior de Portugal que aguarda a sua visita. Em alguns deles pode mesmo passar algumas noites.

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Buçaco

Quase toda a gente em Portugal associa Sintra à terra dos palácios e, verdade seja dita, não estão muito enganados. No entanto, existem por todo o país inúmeros palácios dignos de uma visita. Durante muitos anos, muitos dos palácios do interior de Portugal estiveram ao abandono. No entanto, são cada vez mais os bons exemplos de reconstrução e recuperação destes tesouros do património arquitectónico português.

Alguns destes palácios foram transformados em museus ou em centros culturais. Outros, no entanto, foram transformados em hotéis de luxo e, hoje em dia, qualquer pessoa pode pernoitar num dos seus quartos e sentir como vivia a realeza portuguesa. Visitar e contemplar estes palácios é contribuir para a preservação e valorização do nosso património. Aceite a nossa sugestão e descubra 9 fantásticos palácios no interior de Portugal.

 

1. Palácio dos Condes da Anadia (Mangualde)

Situado em Magualde, a cerca de 20 quilómetros do centro da cidade de Viseu, o Palácio dos Condes de Anadia é um local mágico, preparado para ser (re)descoberto! O Palácio dos Condes de Anadia é um dos mais importantes exemplos da arquitectura senhorial setecentista. Trata-se de uma das casas mais importantes do país e com traços típicos da época da sua construção, no século XVIII.

Palácio dos Condes da Anadia
Palácio dos Condes da Anadia

Classificada como Imóvel de Interesse Público, o Palácio é obra da família Paes do Amaral, cujos antepassados foram Embaixadores de Portugal em Nápoles, durante o final do século XVIII e início do século XIX. Esta sumptuosa residência da Beira produz vinho do Dão através da marca “Casa Anadia” e, para além das suas vinhas, possui jardins, estufas e largos campos de sementeira, para além de uma extensa mata.

Palácio dos Condes da Anadia
Palácio dos Condes da Anadia

No seu interior, os visitantes podem apreciar um vasto e significativo conjunto de silhares de azulejo, um dos mais belos exemplos dessa época magistral da arte azulejar em Portugal. Pode encontrar-se, ainda, uma colecção de mobiliário, pinturas e gravuras, entre as quais ganha especial interesse a mesa da Sala Nobre, com tampo de embutidos marmóreos, executada por Leoni em 1673, e o mobiliário da Sala de Música, com chinoiseries.

Palácio dos Condes da Anadia
Palácio dos Condes da Anadia

Pelo Palácio, pernoitaram várias figuras históricas: o Rei D. Luís I, que o visitou em 1882, pela altura da inauguração do Caminho de Ferro da Beira Alta, e o Rei D. Carlos I, nos últimos anos do seu reinado. Anexa ao palácio, a capela de S. Bernardo, na face norte, vinda do século XVII, continua a conservar o seu retábulo primitivo com um S. Bernardo pintado por W. Machado, que se manteve mesmo após as várias alterações ocorridas ao longo dos séculos.

 

2. Palácio da Brejoeira (Monção)

O Palácio da Brejoeira está situado a cerca de seis quilómetros de Monção, começou a ser construído no século XVIII, por Luís Pereira Velho de Moscoso, e as obras prolongaram-se até 1834. De estilo neo-clássico, é dotado de faustosos salões, com pinturas e frescos, bom gosto que também se reflecte na capela. Ao logo dos anos passou por diversos proprietários, que foram realizando obras de restauro. Nos terrenos do palácio é produzido, desde 1977, o vinho Alvarinho, resultado da fusão das várias propriedades da região, que também produz, aguardente bagaceira.

Palácio da Brejoeira
Palácio da Brejoeira – Luís Alves

O Palácio da Brejoeira é um edifício em forma de L, composto por três torreões e dois vastos vãos que demonstram a harmonia da arquitectura típica do início do século XIX. No interior pode-se observar vários salões decorados com peças únicas maioritariamente estilo império e oriental, que revelam o luxo à época, nomeadamente peças de decoração e tapeçarias de vários estilos.

 

3. Palácio de Vidago (Chaves)

O Vidago Palace Hotel foi projectado pelo Rei D. Carlos I que desejava ver construída uma estância terapêutica de luxo com projecção internacional. As águas da Vila de Vidago já na altura eram consideradas de interesse nacional. O Vidago Palace Hotel foi inaugurado a 6 de Outubro de 1910, ano em que é instaurada a Primeira República Portuguesa.

Vidago
Vidago

Em 1936, o Vidago Palace Hotel passa a dispor de um percurso de golfe de 9 buracos, desenhado pelo célebre arquitecto Philip Mackenzie Ross. A combinação de um palácio com tratamentos termais e um campo de golfe de luxo, acabaria por colocar o Vidago Palace Hotel entre as estâncias europeias de maior prestígio no período da 2ª Guerra Mundial.

Vidago
Vidago

Nos anos 50 e 60, a fama do Vidago Palace Hotel intensifica-se devido às famosas festas organizadas no hotel. O Vidago Palace Hotel encerra em 2006 e reabre em 2010, cem anos após a sua inauguração. Este hotel histórico adquire novo brilho e volta a desempenhar um papel importante na hotelaria nacional, com critérios de conforto e de luxo do século XXI.

 

4. Palácio de Mateus (Vila Real)

O Palácio de Mateus, conhecido pelas garrafas de Mateus Rosé, é uma mansão barroca do século XVIII, considerada como uma das mansões mais elegantes da Europa e atribui-se ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni. A fachada do palácio é um conjunto harmonioso no qual se destaca a dupla escadaria com balaustrada que conduz à porta principal, sobre a qual aparece os escudo familiar flanqueado por duas estátuas alegóricas. Como contraponto a esta elevação, todas as esquinas do edifício encontram-se adornadas por altos pináculos apoiados sobre as cornijas.

Vila Real
Palácio de Mateus (Vila Real)

No interior pode visitar-se a tranquila biblioteca, que guarda livros editados no século XVI; a estância das Quatro Estações, que contém mobiliário do século XVIII, valiosos móveis de madeira, porcelanas chinesas e quadros alegóricos que simbolizam as estações do ano; e um pequeno museu onde se encontra exposta uma valiosa edição de “Os Lusíadas”, obra-prima de Luís de Camões, da qual só se realizaram 200 exemplares e se ofereceram a distintas personalidades europeias da época. O palácio encontra-se rodeado por um jardim fantasista, com algumas formações e linha de sebes, cuidadas estátuas e um harmonioso passeio de ciprestes.

 

5. Casa da Ínsua (Penalva do Castelo)

A Casa da Ínsua ou Solar dos Albuquerques é um palácio barroco localizado na freguesia de Ínsua, concelho de Penalva do Castelo, distrito de Viseu. Conta com um palácio, usado para residência dos antigos proprietários, uma capela e ainda diversas dependências necessárias ao funcionamento da quinta, como alojamento para os serviços e o pessoal. Os jardins estão divididos em jardins formais e jardins Ingleses, existindo ainda um tanque de grandes dimensões e um terraço que comunica com a casa e os jardins.

Casa da Ínsua
Casa da Ínsua

Para além da sua importância cultural e arquitectónica, a Casa da Ínsua também é conhecida pelos seus magníficos jardins oitocentistas que atraem visitantes e especialistas em jardins ao longo do ano. O que faz os jardins da Casa da Ínsua absolutamente únicos é a imensidão, a originalidade e a variedade das suas espécies botânicas. Os mais impressionantes são, sem dúvida o Jardim Francês e o Jardim Inglês.

Casa da Ínsua
Casa da Ínsua

O Jardim Francês situa-se em frente à casa principal e remonta a 1856. Este jardim é composto por dois níveis de arbustos e apresenta um notável desenho geométrico. O espelho de água situa-se, estrategicamente, para reflectir por completo a casa principal. Neste lago, podemos observar a flor de lótus indiana que floresce todos os anos entre Junho e Julho e que só vive 48 horas.

Casa da Ínsua
Casa da Ínsua

Junto ao lago, uma magnólia monumental que data de 1842. As seculares camélias – mais de 32 variedades – dominam este jardim romântico. O Jardim Inglês contém diversas espécies de árvores provenientes do Brasil, como as monumentais sequóias ou o “Pau Brasil” – árvores de madeira brasileira. Junto aos arnustos, encontra-se um colossal eucalipto e constitui um marco neste jardim. De destacar também os cedros do Líbano, espécies arbóreas com 2 séculos de existência.

 

6. Paço Ducal (Vila Viçosa)

O Paço Ducal representa um dos mais emblemáticos monumentos de Vila Viçosa. A sua edificação iniciou-se em 1501 por ordem de D. Jaime, quarto duque de Bragança, mas as obras que lhe conferiram a grandeza e características que hoje conhecemos prolongaram-se pelos séculos XVI e XVII. Os 110 metros de comprimento da fachada de estilo maneirista, totalmente revestida a mármore da região, fazem deste magnífico palácio real um exemplar único na arquitectura civil portuguesa, onde estadiaram personalidades de grande projecção nacional e internacional.

Vila Viçosa
Vila Viçosa

De residência permanente da primeira família da nobreza nacional, o Paço Ducal passou, com a ascensão em 1640 da Casa de Bragança ao trono de Portugal, a ser apenas mais uma das habitações espalhadas pelo reino. Nos reinados de D. Luís e D. Carlos as visitas frequentes ao Paço Ducal são retomadas, assistindo-se, ao longo do século XIX, a obras de requalificação que visavam oferecer maior conforto à família real durante as excursões venatórias anuais.

Vila Viçosa
Vila Viçosa

A implantação da República em 1910 levou ao encerramento do Paço Ducal de Vila Viçosa que, por vontade expressa em testamento por D. Manuel II, reabre portas nos anos 40 do século XX, após a criação da Fundação da Casa de Bragança. Ao longo de toda a visita ao Palácio predominam os frescos e azulejos seiscentistas, os tectos em caixotões e pintados e as lareiras em mármore que distinguem as diversas salas que acolhem importantes colecções de pintura, escultura, mobiliário, tapeçarias, cerâmica e ourivesaria.

 

7. Palácio do Buçaco (Mealhada)

Desenhado pelo cenógrafo Luigi Manini, o Palácio do Buçaco ergue-se imponente no seio da Mata do Buçaco, transportando-nos para um mundo de contos de fadas repleto de sumptuosa fantasia. Considerado um dos mais belos hotéis do mundo, o Palácio do Buçaco ergue-se imponente no seio da Mata do Buçaco, transportando-nos para um mundo de contos de fadas repleto de sumptuosa fantasia.

Palácio do Buçaco
Palácio do Buçaco – Paulo Neves

Este edifício deslumbrante é uma recriação da arquitectura manuelina, inspirada em obras como a Torre de Belém ou o Mosteiro dos Jerónimos e reproduzindo a sua decoração rica de pormenores. Nomes maiores da arte portuguesa, como Norte Júnior, Carlos Reis ou Jorge Colaço, estão ligados à estrutura e ao ornato do edifício, tornado num dos mais emblemáticos hotéis do país, um extraordinário conjunto arquitectónico em estreita ligação com a exuberância da mata.

Buçaco
Buçaco

Gerido pela terceira geração de descendentes de Alexandre de Almeida, o primeiro grande industrial hoteleiro português, o “Palace do Bussaco” oferece um ambiente distinto e requintado, pautando-se pelo conforto dos alojamentos, a excelência da cozinha portuguesa e o palato sublimado dos vinhos do Buçaco, de renome mundial.

 

8. Palácio de D. Manuel (Évora)

O Palácio de Dom Manuel, sito em Évora, Portugal, outrora conhecido por Paço Real de S. Francisco foi mandado construir por D. Afonso V, que desejava ter na cidade um paço real fora do castelo para se instalar. O paço, habitado por vários monarcas portugueses, entre os quais D. Manuel I, D. João III e D. Sebastião, perdeu-se definitivamente no ano de 1895, tendo sido mandado destruir em 1619, aquando da visita de Filipe III ao país, que mandou destruir o palácio em prol da comunidade.

O paço era, segundo crónicas da altura, um dos edifícios mais notáveis do reino, tendo como principais construções o claustro da renascença, a Sala da Rainha, o refeitório e a biblioteca régia, sendo esta uma das primeiras do país.

Palácio de D. Manuel
Palácio de D. Manuel

Actualmente, o que resta do palácio é apenas a Galeria das Damas, representante exímia do estilo manuelino, mas com traços da renascença e que sobreviveu devido à sua utilização para Trem Militar. Esta compõe-se de um piso térreo, de planta rectangular, onde subsiste a Galeria, um pavilhão fechado e o alpendre. No piso superior existem dois salões e um vestíbulo de estilo mourisco. Do lado de fora existe o torreão, este é constituído por dois andares e terminando num pináculo hexagonal com uma porta manuelina.

O paço, para além de ter sido uma das maiores obras arquitectónicas do país, teve também uma enorme importância histórica, pois foi nele que Vasco da Gama foi investido no comando da esquadra da Descoberta do caminho marítimo para a Índia e foi também no palácio que Gil Vicente representou sete dos seus autos, dedicados às rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina de Áustria.

 

9. Palácio do Cadaval (Évora)

O Palácio Cadaval é berço e propriedade da família dos duques de Cadaval desde a sua fundação no século XIV até à actualidade. Construído sobre a ruínas dum castelo mouro, sujeito a intervenções ao longo dos séculos, resulta numa combinação singular dos estilos mudéjar, gótico e manuelino.

Implantado no centro histórico de Évora, frente ao Templo Romano, conta com uma vasta área residencial de vários pisos, dois jardins interiores e uma igreja que é panteão de todas as gerações da família dos duques de Cadaval. Uma igreja que é também referência nacional pelos seus esplendorosos interiores em que imperam painéis de azulejos assinados e datados do início do século XVIII.

A história do Palácio regista que foi o fidalgo Martim Afonso de Melo, servidor do Mestre de Aviz e descendente da família real portuguesa, que mandou erguer o então chamado Palácio da Torre das Cinco Quinas. Aí residiram temporariamente os monarcas Dom João II, Dom João IV e Dom João V. Foi também neste Palácio que esteve prisioneiro Dom Fernando II, duque de Bragança, acusado de conspiração contra o rei Dom João II e depois decapitado na Praça do Giraldo, em Évora, em 1483.

Actualmente, o Palácio Cadaval é residência da Duquesa de Cadaval e de sua família, embora a igreja e parte das salas estejam abertas ao público ao longo de todo o ano, exibindo peças raras: livros, forais, armaria, pintura, escultura, mobiliário, porcelana, retratos e acessórios de viagem, entre outros objectos de valor e grande interesse histórico.

1 COMENTÁRIO

  1. gostei muito do que vi nestas páginas. tenho vontade imensa de estar numa dessas propriedades. ver a arquitetura, o mobiliário, as louçarias e pratarias é visitar o passado glorioso. amo tudo isso aí. tenho vontade de morar em Portugal.

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