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6 instrumentos musicais portugueses em vias de extinção

Foram usados durante séculos e agora resistem graças aos que teimam em manter a tradição. Descubra 6 instrumentos musicais portugueses em vias de extinção.

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A música é, entre muitas outras coisas, uma espécie de veículo da alma de um povo. Cada povo exprime os seus sentimentos, sejam eles de alegria ou de tristeza, através de canções e instrumentos musicais. A música conta também histórias, serve ainda como arma de combate contra a repressão e como símbolo de lutas, de causas e de gerações.

Ao longo dos séculos, vários instrumentos musicais portugueses foram sendo criados e foram também desaparecendo, fruto da evolução da sociedade e do aparecimento de novos instrumentos, novas tendências ou novas modas. No entanto, é importante preservar o que temos de mais genuíno e tradicional. Descubra alguns instrumentos musicais populares típicos de Portugal que estão em risco de desaparecer.

 

1. Viola Braguesa

Viola Braguesa
Viola Braguesa

Com 5 ordens de cordas duplas metálicas. Tem a abertura central em forma de boca de raia. É tocada de rasgado, isto é, correndo todas as cordas ao mesmo tempo, ora com cinco dedos todos juntos, ou só com o polegar e o indicador. Mas os bons tocadores, ao mesmo tempo que tocam de rasgado, destacam sobre as primeiras cordas, mais agudas, a linha do canto.

Um dos grandes responsáveis pela manutenção da arte da viola braguesa é Francisco Gouveia. Assista a um dos seus vídeos seguindo o link: Uma viagem à alma de uma viola!

 

2. Viola Toeira

Viola Toeira
Viola Toeira

Também conhecida por viola de Coimbra, região onde durante muito tempo animou festas e romarias, a viola toeira é uma das 6 violas tradicionais portuguesas. É hoje uma espécie já completamente extinta, semelhante à viola braguesa em dimensões.

Tem a abertura central sempre em forma oval deitada. No entanto, tem doze cordas, organizadas também em cinco ordens, sendo as três primeiras duplas e as duas últimas triplas. A viola Toeira é uma viola de arame.

 

3. Sarronca

Sarronca
Sarronca

É um membranofone de fricção composto de um reservatório, geralmente uma bilha, que serve de caixa de ressonância, cuja boca é tapada com uma pele esticada que vibra quando se fricciona um pequeno pau ou cana preso por uma das pontas no seu centro.

 

4. Rabeca Chuleira

Rabeca Chuleira
Rabeca Chuleira

A rabeca chuleira é um violino popular especialmente utilizado no Douro Litoral e Minho. A sua utilização está muito ligada a uma forma musical chamada chula que é típica dessas regiões. A rabeca tem quatro cordas friccionadas por um arco e o seu braço é mais curto que o do violino.

 

5. Viola Amarantina

Viola Amarantina
Viola Amarantina

A viola amarantina, também designada de viola de Amarante, viola de dois corações ou simplesmente viola é típica da região do Douro Litoral. É tocada de rasgado, com todos os dedos percorrendo as cordas. Também em Cabo Verde chegou a construir-se violas amarantinas no início do séc. XX, sendo aí chamadas simplesmente de “violas”.

A sua construção e uso andou um pouco estagnada, e a designação “viola” passou a ser usada para a guitarra de 12 cordas. No entanto, nos últimos tempos, os instrumentos tradicionais portugueses, sobretudo os cordofones, têm vindo a ser mais divulgados e utilizados, sem excepção para esta viola.

 

6. Viola Campaniça

Viola Campaniça
Viola Campaniça

Também designada por Viola Alentejana, a Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou ” cantes a despique”, nas festas e feiras do Alentejo. É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas, tocada de dedilhado apenas com o polegar, sendo que as cordas mais graves são geralmente tocadas soltas.

Adaptada à exposição da melodia das modas e cantigas alentejanas pode possuir dois tipos de afinação: Sol Mi Dó Fá Dó, do agudo para o grave, e Mi Dó# Lá Ré Lá. Como particularidade, apesar de ser um instrumento de dez cordas, pode possuir doze afinadores o que indicia que o instrumento, que se crê que tenha evoluído a partir da “Vihuela de Mano” medieval , foi outrora dotado de uma sexta ordem de cordas duplas, mas que estas terão caído em desuso.

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