Início Viagens 6 dos locais mais perigosos do Parque Nacional Peneda Gerês

6 dos locais mais perigosos do Parque Nacional Peneda Gerês

Todos os anos sucedem-se as noticias sobre acidentes, muitas vezes fatais, no Parque Nacional Peneda Gerês. Não arrisque a sua vida desnecessariamente.

6227
0
gerês
Gerês

O Parque Nacional Peneda Gerês tornou-se, nos últimos anos, um destino de moda, especialmente entre os mais jovens e aventureiros. Procuram as cascatas, poços e lagoas de águas cristalinas para se refrescarem no Verão ou simplesmente optam por realizar algum dos vários percursos pedestres sinalizados no Parque. No entanto, nos últimos anos, sucedem-se as notícias sobre acidentes, muitas vezes fatais, envolvendo jovens que se aventuram pelo Gerês sem os devidos cuidados e bom senso.

Rio Arado

Segundo os bombeiros e a Protecção Civil, os locais do Parque Nacional Peneda Gerês onde ocorrem mais acidentes são a Fraga do Sarilhão, o Trilho dos Carris e as cascatas de Fecha de Barjas (conhecidas como as cascatas de Tahiti). O Parque inclui ainda muitas mais zonas perigosas, mas estas, por serem as mais frequentadas, são aquelas que apresentam maior taxa de acidentes.

Nunca é demais recordar que, tratando-se de locais isolados e onde muitas vezes apenas se pode chegar por caminhos pedestres, o acesso de ambulâncias de socorro é limitado. Por isso mesmo, apelamos ao bom senso de quem pretende visitar o Parque Nacional Peneda Gerês: não coloque a sua vida em risco. Estes são alguns dos locais mais perigosos do Gerês.

 

1. Cascatas do Tahiti (Fecha de Barjas)

A cascata Tahiti é um dos locais mais belos do Gerês. Situada a 3 km da aldeia da Ermida, é acessível apenas por caminhos pedestres, um tanto sinuosos, o que aumenta a dificuldade no acesso ao local. Como não existem protecções, recomenda-se cautela. Mas chegados lá, serão surpreendidos/as pela sua beleza e pela serenidade das águas que beijam as rochas. Não podem perder o mergulho.

Fecha de Barjas
Fecha de Barjas

São cascatas naturais, de águas cristalinas e relativamente quentes, quando comparadas com outras cascatas. Estas cascatas são extremamente perigosas devido ao piso escorregadio e íngreme. Aconselha-se o uso de calçado adequado e, acima de tudo, muito bom senso. 

 

2. Cascata do Arado

A Cascata do Arado é uma queda de água (cascata) fluvial localizada no Rio Arado, perto da aldeia da Ermida, freguesia de Vilar da Veiga, concelho de Terras de Bouro e distrito de Braga, em Portugal. Esta cascata caracteriza-se por se localizar num curso de água de alta montanha, no rio Arado em que o desnível do terreno é vencido por uma sucessão de cascatas que terminam num lago de águas cristalinas nas proximidades da aldeia da Ermida, localizada a leste das Termas do Gerês.

Cascata do Arado
Cascata do Arado

O caminho para esta cascata faz-se a partir da aldeia da Ermida, por uma estrada florestal rodeada de vegetação abundante até ao cruzamento desta com o entroncamento que vai para o sítio de Pedra Bela. A partir deste local falta cerca de 1,5 km até à ponte sobre o rio Arado. Muita atenção aos mergulhos, às rochas, ao piso escorregadio e íngreme. Aconselha-se o uso de calçado adequado.

 

3. Vale do Rio Fafião

O Rio Fafião, sendo um dos maiores afluentes do Cávado, aproximadamente com doze quilómetros de extensão, decidimos dividir o rio em três secções para o podermos explicar melhor. Desde a sua nascente, no coração do Parque Nacional, ao longo de sete quilómetros, as paisagens são de tirar a respiração nesta que consideramos a primeira secção do Fafião.

Rio Fafião
Rio Fafião

Há um trilho da Vezeira que passa por estas bandas: o seu enquadramento paisagístico é único e aconselhável apenas a pessoas mais experientes em montanha, ou com requisição a guias de montanha experientes, que abundam por terras de Montalegre. O vale do Fafião está repleto de locais de difícil acesso, embora de beleza deslumbrante. Segundo os bombeiros locais, é um dos locais onde se verificam mais acidentes.

 

4. Trilho dos Carris

Há lugares que encerram em sim tanta história. Lugares que ao visitar sentimos aquele arrepio na espinha. As Minas dos Carris são um desses lugares. Quantas histórias estão naquelas ruínas? Quantas pessoas e famílias estão, para sempre, ligadas aquele lugar? A vida ali não seria fácil, a serra é dura e agreste, os invernos são rigorosos e os verões um inferno. Hoje em dia era impossível trabalhar num lugar tão inóspito. Talvez seja por isso que este lugar nos deixa tão intrigados. Este complexo mineiro, onde se extraía volfrâmio, esteve em funcionamento desde 1941 até ao final da IIª Guerra Mundial, na década de 50 e finalmente nos anos 70.

Trilho dos Carris
Trilho dos Carris

Naqueles tempos devem ter passados por lá centenas de pessoas, conseguimos perceber que o complexo é grande e seria provavelmente capaz de albergar trabalhadores e famílias. Seria praticamente uma aldeia no cimo da serra. Hoje o lugar é “apenas” ruínas, cheias de história é verdade, e tememos que estas se continuem a degradar com o tempo e a magia e encanto deste local se percam juntamente com os seus edifícios. O trilho até as minas é penoso, apesar de ter apenas 10km, pois encontra-se muito degradado. Claro está que tudo isto é compensado com a paisagem da montanha. Este trilho não é adequado a crianças nem a pessoas pouco preparadas fisicamente. É incrivelmente desgastante e, caso tenha algum problema, só pode ser resgatado por helicóptero. 

 

5. Fraga do Sarilhão

O “Trilho da Águia Sarilhão” deve o seu nome à Fraga do Sarilhão, onde a águia-real (Aquila chrysaetos) construía os seus ninhos. O percurso é plano até à encosta da Fraga, onde a vegetação arbustiva se adensa e encontramos alguns declives. Há bastantes medronheiros (Arbutus unedo) e alguns carvalhos (Quercus robur), mas também termentelo (Thymus caespititius), erva-dos-piolhos (Pedicularis sylvatica) e algumas margaridas-do-monte (Chamaemelum nobile).

Fraga do Sarilhão
Fraga do Sarilhão

Este trilho pertence a uma rede de percursos pedestres intitulada “Na Senda de Miguel Torga”, criada em homenagem ao escritor, que por aqui gostava de passear e aqui haveria de escrever e de se inspirar para muitos dos seus poemas. Os diários do autor, publicados pela editora Dom Quixote, poderão ser uma leitura recomendada. O trilho atravessa parte da Geira Romana, outrora uma estrada militar que ligava Braga a Astorga, em Espanha, construída por volta do último terço do século I d.C. sob a égide de Tito e Domiciano, e onde podemos encontrar um núcleo de marcos miliários. Estes marcos eram colocados com intervalos de 1480 metros ao longo do percurso. Segundo os bombeiros e a protecção civil, este trilho é um dos locais do Parque Nacional Peneda Gerês onde os acidentes são mais frequentes.

 

6. Poço da Corga de Pena Calva

Algumas piscinas perdidas do Parque Nacional apenas são alcançáveis de um dos lados, são autênticos muralhados de rocha escorregadia onde desliza apenas a água. Esta é a Pena Calva, uma das zonas mais imponentes da Serra do Gerês.

Poço da Corga de Pena Calva
Poço da Corga de Pena Calva

Nem todos os locais são de fácil acesso, nenhum deles é segredo, mas na maioria destes casos é um caminho bem complexo, este é um desses exemplos. Aqui as rochas são aguçadas e a água corre com a pressão necessária a que os nossos sentidos se encontrem sempre alerta.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here