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20 sugestões para uma escapadinha romântica em Portugal

Se pretende uma escapadinha romântica com a sua cara metade, esta lista é para si: 20 fantásticas ideias para desfrutar da companhia de quem ama.

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escapadinha romântica
Monsaraz

Procura ideias para uma escapadinha romântica? De norte a sul de Portugal existem inúmeras pequenas localidades perfeitas para um momentos mais romântico com a sua cara metade. As escapadinhas românticas a dois podem envolver um hotel com spa e todos os mimos que um casal apaixonado merece mas também pode envolver aventura, natureza e cultura. Depende apenas daquilo que você e a sua cara metade procuram. A escapada romântica envolve sempre alguma espécie de isolamento num local onde, além de apreciar a beleza da paisagem envolvente, poderá também desfrutar da companhia de quem ama. Por isso mesmo, para elaborar esta lista, escolhemos sobretudo pequenos locais, mais secretos, íntimos e românticos. Descubra 20 fantásticas sugestões para uma escapadinha romântica em Portugal.

 

1. Sintra

Lindíssima vila no sopé da Serra do mesmo nome, as suas características únicas fizeram com que a UNESCO ao classificá-la como património mundial fosse obrigada a criar uma categoria específica para o efeito – a de “paisagem cultural” – que desta forma considera tanto a riqueza natural como o património construído na vila e na serra. A Serra de vegetação luxuriante, está inserida no Parque Natural Sintra-Cascais. Sintra foi desde tempos muito remotos o local escolhido para a fixação de diversos povos que passaram pela Península Ibérica e aqui deixaram marcas da sua presença, muitas das quais estão expostas no Museu Arqueológico de Odrinhas, nas redondezas. No séc. XII, o 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, conquistou o Castelo dos Mouros e mais tarde os seus sucessores, sobre os restos de um palácio árabe, construíram aqui a sua residência de repouso, o Palácio da Vila. Aqui conservam-se ainda muitas reminiscências árabes, nomeadamente os azulejos, os pátios e as fontes. A sua fisionomia é no entanto marcada pelas duas enormes chaminés cónicas construídas na Idade Média, hoje o ex-libris da Sintra.

Castelo dos Mouros
Castelo dos Mouros

Sempre foi muito muito apreciada por reis e nobres, exaltada por escritores e poetas de que é exemplo incontornável Lord Byron que lhe chamou Eden glorioso. Sintra possui um rico acervo de chalets e quintas, alguns dos quais oferecem actualmente alojamento nas modalidades de Turismo Rural ou de Habitação. Destaque também para os palácios como o da Pena, edificado na época do romantismo num dos picos da Serra, o de Seteais, do séc. XVIII, hoje convertido num elegante Hotel, e o de Monserrate, célebre pelos seus belíssimos jardins que possuem espécies exóticas únicas no país. Uma especial referência merece a doçaria de Sintra, nomeadamente os travesseiros e as famosas queijadas que, segundo referências em documentos antigos, já se confeccionavam no séc. XII e faziam parte do rol de pagamentos de foros.

 

2. Marvão

Entre Castelo de Vide e Portalegre, a poucos quilómetros de Espanha, encontramos a tranquila vila de Marvão, no ponto mais alto da Serra de São Mamede. O Monte de Ammaia, como era conhecido, deve o seu actual topónimo ao facto de ter servido de refúgio a Ibn Marúan, um guerreiro mouro, durante o séc. IX. O domínio árabe, que durou alguns séculos, terminou quando a campanha militar de 1160/66 da Reconquista Cristã aqui teve mais uma vitória, sob a ação de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. Dentro das muralhas, revela-se um bonito conjunto de arquitectura popular alentejana. Nas estreitas ruas de Marvão, descobrem-se facilmente arcos góticos, janelas manuelinas, varandas de ferro forjado embelezando as casas e outros detalhes de interesse em recantos marcados pelo granito local.

Marvão
Marvão

Do património edificado, para além do castelo e das muralhas que dificilmente se esquecem, destacam-se a Igreja de Santa Maria, transformada em Museu Municipal, a Igreja de Santiago, a Capela renascentista do Espírito Santo e o Convento de Nossa Senhora da Estrela, fora das muralhas. Um dos principais motivos para visitar a vila é a bela vista sobre a região. Elegemos como miradouros a alta Torre de Menagem e a Pousada de Santa Maria, uma adaptação de duas casas da aldeia, onde também poderá descansar e saborear a gastronomia regional.

 

3. Monsaraz

Monsaraz é uma pequena povoação rodeada de campos, que descansa sobre o alto de um penhasco, com um castelo do século XIV, que oferece espectaculares vistas panorâmicas sobre a Barragem do Alqueva e o vale do Guadiana. Esta povoação de ruas tranquilas e casas caiadas com paredes desiguais luta, como muitas outras aldeias do Alentejo, por manter o seu número de habitantes, que são na sua maioria idosos. Hoje em dia Monsaraz tem prosperado muito graças ao turismo, que traz clientes aos restaurantes, pousadas e lojas de artesanato tradicionais.

Monsaraz
Monsaraz

É muito recomendada a visita para descobrir um Portugal mais tradicional, saborear a deliciosa cozinha do Alentejo e fazer agradáveis passeios pelas ruas. Esta povoação foi habitada muito antes da chegada dos árabes no século VIII. A sua praça fortificada foi ocupada por lusitanos, romanos, visigodos e árabes, que com o nome de Saris foi integrada no reino taifa de Badajoz. Monsaraz foi reconquistada pelos cristãos com tropas comandadas por Gerardo sem Medo no ano de 1167 e posteriormente cedida à Ordem dos Templários como agradecimento pela sua ajuda, que logo iniciaram a construção do seu castelo, cuja conclusão foi feita por D. Dinis.

 

4. Castelo de Vide

O castelo rodeado pelo casario branco destaca-se na paisagem e é sem dúvida a primeira surpresa para o visitante. Do alto, a paisagem alentejana adquire todo o seu esplendor. Pequenas aldeias no meio dos campos perdem-se de vista. Ali bem perto, a cerca de 20 km, espreita Marvão e um pouco mais além avistam-se terras de Espanha. Na encosta Norte, entre o Castelo e a Fonte da Vila, uma série de ruas mais estreitas delimitam o núcleo histórico da Judiaria. A Judiaria de Castelo de Vide é um dos exemplos mais importantes da presença dos judeus no nosso país, remontando ao século XIII, tempo de D. Dinis. Aí podemos encontrar uma das melhor preservadas judiarias de Portugal, já há alguns anos incluída num programa de recuperação de edifícios e de revitalização, onde se preserva um dos maiores espólios de arquitectura civil do período gótico. Passeie-se então, ao acaso por essas ruas íngremes e estreitas e deixe-se encantar pelo charme da sua memória medieval.

Castelo de Vide
Castelo de Vide

Mas Castelo de Vide tem outros monumentos que valem a pena visitar. Falamos por exemplo da Capela do Salvador do Mundo, a mais antiga (finais do séc. XIII) cujo interior está coberto de painéis de azulejos azuis e brancos, ou da Capela de São Roque construída no séc. XV e reconstruída no séc. XVIII. Mas estas são apenas duas das 24 igrejas existentes. Se ainda tiver tempo e vontade, pode subir ao monte fronteiro a Castelo de Vide, onde fica a Capela de Nossa Senhora da Penha e de onde tem uma outra perspectiva da vila. Castelo de Vide sempre foi conhecida pelas suas riquezas naturais nomeadamente pelas termas, cuja água tem propriedades terapêuticas. Pode encontrar várias fontes sendo a Fonte da Vila e a Fonte da Mealhada as mais conhecidas. No entanto aqui fica um alerta. Fique sabendo que, a acreditar nos ditos populares, quem bebe da água da Fonte da Mealhada há de voltar a Castelo de Vide para casar.

 

5. Óbidos

A lindíssima vila de Óbidos, de casas brancas enfeitadas com buganvílias e madressilvas foi conquistada aos mouros pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, em 1148. Mais tarde, D. Dinis doou-a a sua mulher, a rainha Santa Isabel. Desde então e até 1883, a vila de Óbidos e as terras em redor foram sempre pertença das rainhas de Portugal. Envolvida por uma cintura de muralhas medievais e coroada pelo castelo mouro reconstruído por D. Dinis, que hoje é uma pousada, Óbidos é um dos exemplos mais perfeitos da nossa fortaleza medieval. Como nos tempos antigos, a entrada faz-se pela porta sul, de Santa Maria, embelezada com decoração de azulejos do séc. XVIII.

Óbidos
Óbidos

Dentro das muralhas, que sob o sol poente tomam uma coloração dourada, respira-se um alegre ambiente medieval feito de ruas tortuosas, de velhas casas caiadas de branco com esquinas pintadas de azul ou de amarelo, de vãos e janelas manuelinas, lembrando que D. Manuel I (séc. XVI) aqui fez grandes obras, de muitas flores e plantas coloridas. Não deixe de visitar a Igreja Matriz de Santa Maria, a linda capela de São Martinho e, fora das muralhas, a Igreja do Senhor da Pedra. Dos eventos que se realizam anualmente em Óbidos merecem destaque as Festas da Semana Santa (em que são recriados os passos da via Sacra), o Festival de Música Antiga, em Outubro e, para os mais gulosos, o Festival Internacional do Chocolate, em Março, de que faz parte um concurso internacional onde as receitas são avaliadas por um júri internacional de especialistas.

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