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15 fantásticos monumentos para descobrir em Coimbra

Na cidade dos estudantes há muito património associado à sua universidade e à história de Pedro e Inês. Descubra 15 fantásticos monumentos de Coimbra.

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11. Porta Férrea

Surgida nos anos finais do século X, durante o período de dominação muçulmana, a Alcáçova – zona elevada da cidade onde residiam as autoridades, e com funções de defesa – viria a ser habitada pelos reis portugueses a partir de 1130, tornando-se o primeiro paço real do país.

Porta Férrea
Porta Férrea

Hoje não são já visíveis os elementos de arquitectura militar que protegiam a entrada da fortificação medieval, ainda que no interior do edifício, perdurem vestígios dos dois torreões semicirculares que a flanqueavam.

 

12. Arco da Almedina

Remontando ao séc. XI como indica o topónimo de origem árabe que significa “a cidade”, o Arco de Almedina fazia parte das muralhas medievais. É hoje a entrada na Coimbra antiga, onde se pode ver uma escultura da oficina de João de Ruão. Também conhecido por Arco da Barbacã, é sobreposto por uma torre que teve várias funções ao longo dos séculos. Nos séculos XIV e XV foi a sede do poder municipal, a Casa da Câmara, e mais tarde a Casa de Audiência onde se reunia a vereação.

Arco da Almedina
Arco da Almedina

No alto, o sino de correr anunciava as sessões camarárias e as horas do abrir e fechar das portas para a população, função que manteve até 1870. No local existia uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição onde se realizava missa antes das reuniões.

 

13. Sala dos Archeiros

Localizada na Universidade de Coimbra. O tecto, datável do século XIX, tem ao centro as armas reais portuguesas. O conjunto de armas (alabardas) da Guarda Real dos Archeiros que alberga ainda hoje são utilizadas pelos archeiros (guardas) nas cerimónias académicas solenes (“honoris causa”, investidura do reitor, imposição de insígnias, doutoramentos, abertura solene das aulas). A Sala Amarela, contígua à dos Archeiros, tem as paredes forradas de seda amarela numa alusão à Faculdade de Medicina.

Sala dos Archeiros
Sala dos Archeiros

Os retratos que aí se encontram são dos reitores desta Universidade, cujo reitorado teve lugar durante o século XIX. A Sala Azul é a última sala desta ala que se pode visitar. A sua cor evoca a Faculdade de Ciências e Tecnologia e, à semelhança da anterior, também ostenta alguns retratos de antigos reitores desta instituição. Estas salas são ainda hoje utilizadas no final das cerimónias académicas, servindo de acesso à Sala do Senado, sala onde, após os doutoramentos, todos os professores e autoridades convidadas apresentam cumprimentos ao Reitor e ao novo Doutor.

 

14. Torre da Universidade de Coimbra

O Paço das Escolas é dominado por uma dos mais simbólicas estruturas de Coimbra, a torre setecentista que alberga o relógio e os sinos que regulam a vida académica. A sua origem remonta a 1537 quando, prestes a alojar-se no Paço de D. João III, a Universidade insiste que “nã podia aver boa ordem sem relógio”.

Universidade de Coimbra
Universidade de Coimbra

A proverbial cabra passou assim a ser responsável por marcar o começo das horas de estudo em todas as vésperas de dia de aulas. Segundo a antiga praxe, o estudante que frequenta pela primeira vez a universidade não pode andar na rua após o badalar do sino.

 

15. Pátio e Paço das Escolas

Neste conjunto arquitectónico heterogéneo destacam-se as construções do período do Estado Novo, sobretudo o Pátio e Paço das Escolas, dominados pela célebre Torre da Universidade. Os Estudos Gerais funcionaram no edifício conhecido como Estudos Velhos, sensivelmente onde se encontra a actual Biblioteca Geral, além de se distribuírem por vários locais, nomeadamente por edifícios próximos do Mosteiro de Santa Cruz.

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Universidade de Coimbra

Foi o Paço das Escolas que juntou, em 1544, todas as faculdades da Universidade de Coimbra, após a instalação definitiva da Universidade nesta cidade, em 1537, pondo fim a uma intinerância no século XIV entre Lisboa e a Coimbra. No lado esquerdo da fachada estende-se o Colégio de S. Pedro, construção maneirista. A sua fachada principal está virada para o pátio interior, onde se destaca o portal barroco, obra datada de 1713.

2 COMENTÁRIOS

  1. Gostei imenso de percorrer as imagens e conselhos deste “site” ou vídeo. Não sendo eu turista estrangeiro, considero-me turista nacional, cá dentro. Parabéns.

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