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15 fantásticos monumentos para descobrir em Coimbra

Na cidade dos estudantes há muito património associado à sua universidade e à história de Pedro e Inês. Descubra 15 fantásticos monumentos de Coimbra.

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6. Igreja de Santa Cruz

Situado nas margens do Mondego, o Mosteiro de Santa Cruz é um dos mais antigos e importantes monumentos de Coimbra, fundado em 1131 pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, vinha aqui assistir aos ofícios religiosos quando regressava das suas batalhas de Reconquista Cristã. Talvez por isso o escolheu para seu repouso eterno, assim como de seu filho, D. Sancho I.

Coimbra
Coimbra (Foto: Daniel Palos)

Santa Cruz foi berço dos primeiros estudos medievais em Portugal, que iriam fortalecer o poder real emergente através da sua acção educativa. Foi dentro das suas paredes que uma das figuras mais universais da cultura ocidental dos séculos XII/XIII, Santo António, Doutor da Igreja, aprofundou os seus estudos teológicos e o vasto conhecimento das Sagradas Escrituras patente nos seus sermões.

 

7. Sala dos Capelos

Antiga Sala do Rei, foi remodelado pelo mestre Marcos Pires durante a segunda década do século de quinhentos. Foi na Sala Grande dos Actos que ocorreram importantes episódios da vida da nação portuguesa, não fosse esta a Sala do Trono do Paço Real da Alcáçova, onde foi a aclamação de D. João I, Rei de Portugal. Esta alcáçova foi também o local onde viveram todos os Reis de Portugal durante a primeira Dinastia Portuguesa (1143-1383).

Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra
Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra

As grandes telas com as figuras dos Reis de Portugal, desde D. Afonso Henriques até D. João IV, são da autoria do pintor Carlos Falch, um dinamarquês radicado em Portugal. As restantes são da autoria de diversos artistas (como João Batista Ribeiro, Columbano), e foram sendo colocadas de acordo com a sucessão dos monarcas.

 

8. Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

O Mosteiro de Santa Clara foi mandado construir em 1314 por D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, substituindo um pequeno convento de monjas clarissas fundado em 1286. O templo ficou concluído em 1330 e a sua traça deve-se ao arquitecto Domingos Domingues, que anteriormente havia trabalhado no Mosteiro de Alcobaça. No século XVII, o rei D. João IV mandou construir num ponto alto da cidade, o novo convento que ficou conhecido como de Santa Clara-a-Nova, para onde as freiras se mudaram em 1677. O primitivo mosteiro que passou a ser designado de Santa Clara-a-Velha, ficou ao abandono até chegar a um estado de ruína.

Mosteiro e Convento de Santa Clara
Mosteiro e Convento de Santa Clara

No final do século XX foram levadas a cabo profundas obras de recuperação, que puseram a descoberto as estruturas e um vasto e diversificado espólio. De novo aberto a visitas, o Mosteiro oferece uma área de lazer num amplo percurso ao ar livre que engloba a igreja e as estruturas arqueológicas restauradas. No Centro Interpretativo, para além da exposição dos objectos aqui encontrados, estruturada de acordo com a vivência monástica, utilizam-se meios audiovisuais para apresentar a história do local e a sua requalificação.

 

9. Capela de São Miguel

O edifício que hoje existe foi fruto das obras dirigidas por Marcos Pires e terminadas por Diogo de Castilho. Foi alvo de pequenas remodelações nos séculos XVII e XVIII. A Real capela dedicada a S. Miguel foi também sede da Confraria de lentes e estudantes sob a invocação de Nossa Senhora da Luz. A sua estrutura arquitectónica é manuelina, estilo decorativo visível sobretudo nos janelões da nave central e no arco cruzeiro.

Capela de São Miguel
Capela de São Miguel

Quando a Universidade adquiriu o Palácio, adquiriu igualmente a Capela, mantendo esta o privilégio real. O revestimento azulejar da capela-mor data de 1613, e a nave foi revestida com azulejos tipo “tapete” que foram fabricados em Lisboa. A pintura do tecto deve-se ao lisboeta Francisco F. de Araújo, que a executou no fim do séc. XVII. Posteriormente foi renovado e o escudo real modernizado.

 

10. Quinta das Lágrimas

Este jardim romântico serviu de palco à trágica história de amor entre D. Pedro e Inês de Castro – uma lenda que inspirou a literatura, poesia e música. Repleta de árvores e fontes antigas, com um palácio do século XIX e ruínas neogóticas, este local está envolto pela mais pura beleza.

Quinta das Lágrimas
Quinta das Lágrimas

A famosa Fonte das Lágrimas, evoca simbolicamente as lágrimas e o sangue derramados por Inês de Castro quando foi tragicamente executada em 1355 por ordem do pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV.

2 COMENTÁRIOS

  1. Gostei imenso de percorrer as imagens e conselhos deste “site” ou vídeo. Não sendo eu turista estrangeiro, considero-me turista nacional, cá dentro. Parabéns.

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