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15 fantásticos monumentos para descobrir em Braga

Numa cidade com tantas igrejas, não falta património para nos ajudar a compreender a nossa história. Descubra 15 fantásticos monumentos de Braga.

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Tesouro da Sé de Braga
Tesouro da Sé de Braga

Diz-se de Braga que é uma espécie de “Roma Portuguesa”, tal é a quantidade de igrejas que possui. Ao todo, serão mais de 80. Braga foi uma das primeiras cidades cristãs da Europa e um importante centro de difusão da fé na Península Ibérica. Mas os monumentos de Braga não se resumem a igrejas. De facto, Braga possui inúmeros vestígios da presença dos romanos, por exemplo, assim como palácios e casas senhoriais construídos ao longos dos séculos e que vieram enriquecer o património da cidade. Um roteiro pelos monumentos de Braga inclui, como não poderia deixar de ser, o Sameiro e o Bom Jesus. No entanto, não perca o Thetro Circo, as termas romanas do Alto da Cividade ou a Fonte do Ídolo, por exemplo.

 

1. Sé de Braga

“Mais velho que a Sé de Braga” é uma expressão popular que é usada quando se pretende definir a antiguidade de algo, o que corrobora o quanto antiga é a Sé. Segundo a tradição, a diocese bracarense foi criada no século III; mas a História só a confirma a partir do ano de 400.

Sé de Braga
Sé de Braga

O actual edifício está implantado sobre uma outra construção religiosa que, possivelmente, foi a anterior catedral. A catedral apresenta duas torres na fachada, o que a aproxima das grandes catedrais do românico português, mas foi, com o correr dos séculos, muito modificada. No coro alto, o cadeiral e os órgãos, de talha dourada, são obras excepcionais de concepção e execução.

 

2. Santuário do Bom Jesus do Monte

Também conhecido como o Santuário do Bom Jesus de Braga, é o ex-libris da cidade, onde a arte e a natureza se aliam fazendo dele um espaço sagrado e de repouso. A actual igreja é um exemplar do neoclássico português. Foi começada a construir em 1784 para substituir o antigo templo que foi demolido uma vez que ameaçava ruína.

Santuário do Bom Jesus do Monte
Santuário do Bom Jesus do Monte

As obras foram concluídas em 1811. Os escadórios ligam a parte alta da cidade ao santuário. Estão divididos em 3 lanços: o Pórtico barroco de 1723 de onde começam os lanços de escadaria que conduzem às capelas que apresentam os 14 passos da Via Sacra e às fontes contíguas; o Escadório dos Cinco Sentidos e o Escadório das Três Virtudes Teologais, construído em 1837.

 

3. Santuário de Nossa Senhora do Sameiro

Mais conhecido por Santuário do Sameiro, é um monumental santuário neoclássico que começou a ser construído em 1863 e só foi concluído no século XX. Foi elevado a Basílica pelo Papa Paulo VI em 1964. A famosa imagem de Nossa Senhora do Sameiro encontra-se no altar principal da basílica.

sameiro
Santuário do Sameiro

Em frente ao santuário encontra-se um imponente escadório e, no seu topo, dois altos pilares encimados com as imagens da Virgem Maria e do Sagrado Coração de Jesus. Ao redor existe um recinto para missa campal, um parque arborizado, jardins, um cruzeiro, algumas fontes e uma capela.

 

4. Mosteiro de Tibães

Antiga Casa-Mãe da Congregação Beneditina Portuguesa, situa-se na freguesia de Mire de -Tibães, a 6 km a noroeste de Braga. Fundado em finais do século X, inícios do XI, foi reconstruído no último terço do século XI, transformando-se num dos mais ricos e poderosos mosteiros do norte de Portugal. Com a extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1833-1834, é encerrado e os seus bens, móveis e imóveis, começados a vender em hasta pública, processo que só terminou em 1864 com a compra do próprio edifício conventual.

Mosteiro de Tibães
Mosteiro de Tibães

A partir dos anos 70, o mosteiro assiste à delapidação dos seus bens, à ruína e ao abandono. Adquirido pelo Estado Português em 1986, se iniciou um projecto de recuperação, o que permitiu, através das obras de salvação prioritárias e de intervenções provisórias no edifício e na cerca, oferecê-lo à fruição pública, dinamizá-lo culturalmente e conceber a sua reutilização.

 

5. Palácio do Raio

Construído em 1754-55, por encomenda de João Duarte de Faria, poderoso comerciante de Braga, e projecto do arquitecto André Soares, é um dos mais notáveis edifícios de arquitectura civil da cidade de Braga, em estilo barroco joanino. O palácio foi vendido em 1853, por José Maria Duarte Peixoto, a Miguel José Raio, visconde de São Lázaro, ficando conhecido como Palácio do Raio.

palacio do raio braga
Palácio do Raio

Miguel José Raio era um capitalista brasileiro, nascido em Braga, na rua da Cruz de Pedra, em 10 de Maio de 1814 e falecido em 14 de Agosto de 1875. O novo proprietário, em 1863, abriu a rua em frente do palácio, para permitir uma melhor visão da sua casa e poder construir duas habitações para as suas filhas. Em 1882 os herdeiros de Miguel José Raio venderam o palácio ao Banco do Minho que, por sua vez, a revendeu, no ano a seguir, à Santa Casa da Misericórdia que nela instalou alguns serviços do Hospital de S. Marcos.

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