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15 fantásticos locais para visitar no distrito de Leiria

Há muitas cidades, vilas, aldeias, praias e monumentos para descobrir nesta região. Estes são os melhores locais para visitar no distrito de Leiria.

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Óbidos
Óbidos

O que visitar no distrito de Leiria? O distrito de Leiria, na região Oeste de Portugal, dividido entre as províncias históricas da Beira Litoral e da Estremadura, está repleto de locais interessantes para visitar. De facto, nos últimos anos, aumentou exponencialmente o número de turistas que procura as cidades e as praias desta região, mas também os seus monumentos (alguns deles património mundial da UNESCO).

Entre alguns dos locais mais visitados do distrito de Leiria contam-se, por exemplo, Óbidos, Nazaré, Peniche, Alcobaça e Batalha. A própria cidade de Leiria possui muitos pontos de interesse que fazem aumentar o seu turismo. Estes são os melhores locais para visitar no distrito de Leiria.

 

1. Óbidos

Óbidos dispõe de um maravilhoso centro histórico, cercado por muralhas com ameias clássicas, composto por um labirinto de ruas calcetadas e casas caiadas de branco, decoradas com flores assim como brilhantes toques de tinta amarela e azul. Esta charmosa vila atinge o seu esplendor durante a tarde, mas há também inúmeras razões para também pernoitar aqui; pois há um excelente ambiente nos bares medievais, assim como um enorme castelo no alto de uma colina, que se tornou uma das pousadas mais luxuosas de Portugal.

Óbidos
Óbidos

Passear pelo seu enredo de ruas antigas e casas caiadas de branco é uma experiência fabulosa em qualquer época do ano, porém ainda mais especial se visitar durante um dos seus muitos festivais. Visitar Óbidos é como regressar ao passado!

 

2. Leiria

Leiria tem um rio que corre para cima, uma torre que não tem Sé, uma Sé que não tem torre e uma Rua Direita que o não é. (Rima Popular). Para D. Afonso Henriques, primeiro conquistador cristão de Leiria em 1135 e o fundador do seu castelo, o local constituía a sentinela avançada para a sua estratégia de conquista de Santarém, Sintra e Lisboa aos Mouros, o que viria a suceder em 1147. Durante mais de meio século Leiria voltaria a ser devastada pelas incursões dos exércitos mouros e a sua conquista definitiva só viria a acontecer no reinado de D. Sancho I no final do séc. XII, dando-lhe o monarca o foral em 1195.

Castelo de Leiria
Castelo de Leiria

Em 1254 D. Afonso III realizou aqui as primeiras Cortes com a presença de todos os procuradores dos concelhos do Reino, facto de extrema importância na História de Portugal, pois foi a primeira vez que o povo pôde exprimir as suas reivindicações junto do Rei. Do Castelo medieval a cidade cresceu fora de muralhas num primeiro tempo marcado pela românica Igreja de São Pedro e depois no séc. XVI com a construção da Sé Catedral e da Misericórdia. A cidade expandiu-se então até ao rio Lis e as suas frondosas margens acolheram diversos edifícios religiosos.

 

3. Mosteiro de Alcobaça

A construção do templo foi iniciada em 1178, tendo como inspiração a abadia de Claraval (em França), sede da Ordem de Cister. O Mosteiro de Alcobaça foi assim construído num estilo a que se chamou Gótico Primitivo, que tem o seu expoente máximo na Catedral de Notre Dame, em Paris. Um dos aspectos mais impressionantes deste monumento é a nave central; simples e pouco ornamentada, é bem demonstrativa do despojamento da época medieval. No entanto, falar no Mosteiro de Alcobaça é falar também da maior história de amor da História de Portugal. A paixão trágica de D. Pedro e D. Inês de Castro está imortalizada naquele local. Os túmulos dos dois amantes recordam, desde o século XIV, que o amor pode ser eterno. Foram colocados frente a frente, para que os dois apaixonados se reencontrem no Dia da Ressurreição.

Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Alcobaça

Da época medieval são igualmente algumas dependências que permitem imaginar como seria o quotidiano dos monges que o habitaram: o refeitório, o dormitório, a Sala do Capítulo e o Claustro de D. Dinis. Do século XVI é o Claustro do Cardeal, que constitui uma homenagem ao Infante D. Henrique. Posteriores, e seguindo por isso a complexa estética barroca, há espaços igualmente interessantes, como a Sacristia Nova, a Capela Relicário, assim chamada por possuir 89 esculturas-relicário, e a Capela do Desterro, com um interior revestido a azulejos, com episódios bíblico, como a Fuga e o Regresso do Egipto e passos da vida de Jesus.

 

4. Mosteiro da Batalha

Classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 2007, o Mosteiro da Batalha, ou Convento de Santa Maria da Vitória é uma das maiores jóias arquitectónicas Portuguesas, e também o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Mandado edificar pelo rei D. João I, Mestre de Avis, como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota que deu o mote final na difícil crise de 1383-85, os trabalhos de construção iniciaram-se em 1388, atribuídas ao Mestre Afonso Domingues. O Mosteiro da Batalha é hoje o grande monumento do Gótico final português e o primeiro onde se estreou a “Arte Manuelina”. Em 1402 surge a influência Gótica Flamejante, pela mão do Mestre Huguet que se encarrega das obras de construção do Mosteiro, dotando a estrutura de um novo fôlego, iniciando-se a construção da abóbada da Sala do Capítulo, da Capela do Fundador e das Capelas Imperfeitas (panteão do rei D. Duarte).

Mosteiro da Batalha
Mosteiro da Batalha – Dimitry Shaikyn

Sabe-se que ao projecto inicial da construção deste Mosteiro correspondem as diversas dependências monásticas como a Sala do Capítulo, o Refeitório, a Sacristia, a Igreja e o Claustro, entre outros, assemelhando-se em muito em termos estruturais este projecto ao “vizinho” Mosteiro de Alcobaça. De destacar, igualmente, que no Mosteiro da Batalha se encontra o mais importante núcleo de Vitrais Medievais Portugueses, visíveis na Capela-Mor e na Sala do Capítulo, albergando ainda o importante arquivo e o espólio da oficina de Ricardo Leone. Sabe-se hoje que um pequeno e modesto templo, conhecido por Igreja Velha, terá sido construído no início das primeiras obras de construção do Mosteiro, onde se celebravam as cerimónias para todos os operários do estaleiro.

 

5. Nazaré

Típica vila de pescadores, sede de um pequeno município, com casario branco espalhado sobre encostas íngremes, e rodeada de enormes penhascos, a Nazaré é um dos preferidos destinos turísticos do País, que tem conseguido manter muitas das suas tradições. Nos dias de hoje é ainda possível passear pelas ruas da Nazaré, e nomeadamente no seu aprazível paredão junto à praia, e encontrar locais albergando os típicos trajes desta vila, os pescadores vestidos com camisas de xadrez e calças pretas, e as suas mulheres com sete saiotes, muitas vezes executando as típicas tarefas piscatórias da região: a remendar as redes de pesca ou a secar o peixe sobre o areal.

Nazaré
Nazaré

Uma praia espectacular localizada na própria vila, o casario branco dos pescadores e enormes penhascos sobre um mar de um azul intenso fazem desta vila piscatória um destino turístico de eleição, sobretudo devido às suas características tradicionais, ao comércio do mais variado Artesanato regional, à imensa oferta de Restauração e de Alojamento para todos os bolsos, e à conceituada Gastronomia, baseada sobretudo em frescos produtos do Mar.

2 COMENTÁRIOS

  1. Uma correção à introdução da matéria verificável na consulta de um mapa.

    Região Oeste é que está dividida em dois Distritos, de Lisboa e Leiria.
    Região Oeste e Distrito de Leiria são duas áreas administrativas diferentes.

  2. Boa matéria mas tem um problema que é a menção à região do oeste. Tem cidades e vilas que não pretencem a essa região.

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